Praia do Forte

 

Sabiam que Natal é conhecida como a Cidade do Sol? Esse é um título mais do que apropriado para uma cidade onde o maior atrativo são as praias, não acham? Aqui, os ventos fortes, além de refrescarem o calorão, trabalham também espantando as nuvens carregadas que se aproximam. Quando chove é pá-pum, rapidinho, e logo o vendaval leva tudo embora. Se vocês olharem no mapa, vão ver que o Rio Grande do Norte fica literalmente onde o vento faz a curva e, além de colaborar com a felicidade de quem está ali para curtir a praia, estes ares poderosos também ajudaram a moldar um lindo litoral, cheinho de falésias e dunas. 

 

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Esses detalhes são importantes pois, como comentei ali no comecinho, Natal é um lugar onde se curte a praia intensamente e não estamos falando aqui simplesmente de estender uma canga na areia e lá passar o dia. Quando eu digo “praia”, estou falando de “litoral” como um todo. As tais dunas e falésias, junto com as lagoas, as riquezas marinhas e o super vento, fazem do litoral potiguar um verdadeiro celeiro de experiências à beira mar. Explorar as belezas naturais, curtir os passeios pelo mar, contemplar os recifes de corais…há muita coisa para ser vista e vivida ali, gente. É muito bom. Estive por aqueles lados no finalzinho de janeiro e amei demais. (aqui tem mais sobre minha passagem pelo RN).

 

Praia dos Artistas

Praia dos Artistas

 

Natal é bem parecida com as outras deliciosas capitais nordestinas à beira mar. Tem praias urbanas, calçadões onde a galera curte o visual e pratica esportes o dia inteiro, gastronomia que destaca os frutos do mar e ingredientes locais e vida noturna animada embalada por muito forró. Ê coisa boa. Porém, por ser pequena se comparada às demais, o clima ali é típico de uma cidade de veraneio, bem tranquilo. Todas as atrações estão reunidas na orla de poucos quilômetros entre a praia dos Artistas e a Ponta Negra, a preferida dos turistas. Tudo é muito bonito, com relevo típico e imponente. Na Ponta Negra, por exemplo, temos o Morro do Careca, cartão postal que é uma duna dourada, maravilhosa, meio coberta pela vegetação.

 

Morro do Careca

Morro do Careca

 

 

As praias do Meio e do Forte têm super aquele clima de cidadezinha litorânea, cheias de barraquinhas rusticas na areia. O mar em ambas é bem calmo por causa da barreira de corais que há ali na frente delas. Temos ainda a Praia da Redinha, onde o programa ideal é provar uma ginga com tapioca, prato típico do Mercado da Redinha, à beira mar. Para quem quer quer luxo, a praia de Via Costeira é o endereço certo.

 

Praia do Meio

Praia do Meio

 

 

Praia da Redinha

Praia da Redinha

 

O mais bacana de tudo é que Natal não para em Natal, digamos assim. Seus arredores de norte a sul estão repletos de belezas bem ao alcance dos visitantes, como a fantástica Pipa, com todo seu charme e super estrutura, os incríveis Parrachos de Maracajaú, rara formação de recifes de corais localizados a 7 km da costa da praia de Maracajaú, conhecida como “o Caribe brasileiro”, ou ainda a curiosa Parnamirim, que abriga “o maior cajueiro do mundo”.

 

Pipa

Pipa

 

 

Parrachos de Maracajaú

Parrachos de Maracajaú

 

 

O Maior Cajueiro do Mundo

O Maior Cajueiro do Mundo

 

Isso sem falar nas dunas de Genipabu, que podem ser percorridas de buggy ou, ainda melhor, no lombo de um dromedário! Seja como for, a sensação e o visual são únicos na imensidão de areia onde o topo dá vista para o mar, para a Lagoa de Genipabu e até para a orla de Natal com seu prédios e a Ponte Newton Navarro no horizonte. O contraste é bárbaro. Depois do passeio, nada como dar AQUELE mergulho nas águas super calmas da enseada da praia de Genipabu. 

 

As fantásticas dunas de Genipabu

As fantásticas dunas de Genipabu

 

 

Esta é a Ponte Newton Navarro, sobre o Rio Potengi.

Esta é a Ponte Newton Navarro, sobre o Rio Potengi.

 

Outro lugar que não pode deixar de ser citado é São Miguel do Gostoso, paraíso dos kitesurfistas e windsurfistas a apenas 110 km de Natal. Tudo ali é muito charmoso, com os dias de muito esporte e noites de luau com forró. Delícia de praia. 

 

São Miguel do Gostoso

São Miguel do Gostoso

 

Ok, a vida em Natal é quase que totalmente praiana, mas não podemos deixar de lado a arte, história e cultura locais. Bairros como Ribeira – onde podemos observar a movimentação dos barcos pesqueiros e dos grandes navios no rio Potengi – e Cidade Alta concentram igrejas, museus e construções em geral que preservam a história e o folclore desta, que é uma das capitais mais antigas do nordeste. A cidade é do ano de 1599 e o nome Natal vem da data de sua fundação, 25 de dezembro. E a relação entre datas e nomes não para por aqui: o Forte dos Reis Magos, atração histórica super importante do Brasil Colônia que preserva o marco da cidade, foi inaugurado justamente em 6 de janeiro de 1681, Dia de Reis. A imagem dos Reis Magos com a estrela guia é o símbolo da cidade, exibido em seu pórtico de entrada. 

 

O Forte dos Reis Magos, que fica na Praia do Forte, a foto de abertura do post.

O Forte dos Reis Magos, que fica na Praia do Forte, a foto de abertura do post.

 

 

Navio chegando na foz do Rio Potengi

Navio chegando na foz do Rio Potengi

 

Na Cidade Alta, há o Instituto Câmara Cascudo, memorial interessantíssimo onde o turista tem acesso ao acervo e conhecimentos do folclorista Luís da Câmara Cascudo, um dos maiores estudiosos da cultura popular brasileira. Nascido em Natal e cidadão do mundo, Cascudo morou por mais de 50 anos neste casarão que hoje abriga o Instituto. 

 

 

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Em relação à gastronomia, saibam que em Natal, camarão é o que não falta. Mas é MUITO camarão minha gente. Bem, basta dizer que a palavra potiguar, que define o que é do Rio Grande do Norte, em tupi-guarani quer dizer “comedor de camarão”. Para quem é fã do crustáceo, lugar melhor não há. O Rio Grande do Norte é um super produtor deste fruto do mar e a abundância dele nas mesas é notável. Eu, que AMO camarão preparado de todas as formas, faço a festa por lá. Eles vêm fritos, cozidos, grelhados, ensopados, refogados, em estilo Thai, na salada, na moqueca, no pastel, enfim, de tudo o que é jeito, fazendo a alegria do povo. 

 

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Importante dizer que na área ao redor da Arena das Dunas há um circuito super badalado de bares e restaurantes, com menus para todos os gostos. 

 

Para se hospedar, é bom saber que a grande concentração de hotéis está nos bairros de Ponta Negra, próximo de tudo, com opções bem variadas, e Via Costeira, mais distante, cujo perfil é mais sofisticado. Vale pesquisar de acordo com sua preferência.  

 

Via Costeira. Na verdade, ela nem está tão distante assim. As dunas é que estão no meio do caminho.

Via Costeira. Na verdade, ela nem está tão distante assim. As dunas é que estão no meio do caminho.

 

Em Natal é verão o ano inteiro. Em junho e julho, as festas juninas animam a cidade e em dezembro acontece lá o Carnatal. Não tem erro, gente. É só arranjar um tempinho e ir!

 

Postado por às 18:26

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5 Comentários

  1. Ana Luisa disse:

    Sil, seria legal se vc um post sobre os melhores lugares do verão europeu: Capri, St Tropez, Ibiza….adoraria ver…bjs

  2. rita disse:

    obrigada pelo trabalho rico e esclarecedor .

  3. rita disse:

    obrigada pelo trabalho.

  4. visit now disse:

    You’re a skilled writer with those sources.

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