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Por quantas vezes planejei mentalmente minha ida ao Japão e adiei pois me faltava tempo? Mil vezes. E então, quando eu tinha tempo, não era a época das cerejeiras e eu deixava, de novo, para o próximo ano. Mas eis que desta vez tudo se encaixou e eu finalmente estreei na terra do sol nascente.

 

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Falar que o Japão é o lugar onde o antigo e o moderno estão em sintonia finíssima parece clichê, mas juro que não é, gente. Trata-se da mais pura realidade e é justamente isso que nos impressiona por lá. Ali é fácil observarmos a combinação perfeita entre cidades cosmopolitas e comunidades regionais totalmente arraigadas à cultura local, ou santuários com mais de mil anos de história e edifícios de vanguarda, tudo em plena harmonia.

 

Ao mesmo tempo em que a nação avança em ritmo non stop rumo ao futuro, sua herança, que é muito ampla e viva, continua preservada, e é bem interessante, uma loucura mesmo, notar isso tudo lado a lado. É uma contradição equilibrada. O país das cerejeiras, da tecnologia, dos trens bala, das tradições e da deliciosa comida está sempre nos provando de que os opostos se atraem sim e agradam todos os tipos de viajantes.

 

cerejeiras

 

Muito importante desmistificar os alto preços. Tem pra todos os bolsos. Eu fui na altíssima temporada, na floração das cerejeiras, mas com planejamento tudo fica viável.

 

É possível chegar ao Japão desde o Brasil via USA, inclusive compondo com Hawaii, tipo incrível fazer isso; via Oriente Médio, por Dubai, Doha ou Istambul; ou pela Europa, que foi o que fiz. Fui para Paris, dormi uma noite lá e segui para Tokyo. Dá para entrar por Osaka também. Como são 24 horas de voo direto (se tiver conexão a coisa ainda se estende), super arreguei e decidi parar em Paris, mesmo porque, na volta voei Osaka-Paris, fui até Positano, na Itália, e então Paris-SP, mas essa é outra história que logo logo estará no ar, aguardem.

 

Meu roteiro foi composto por 5 noites em Tokyo, 1 noite em Hakone, 6 noites em em Kyoto e entornos, 2 noites em Naoshima e 2 noites em Osaka. Para circular pelo país, só digo uma coisa: TREM. Você compra o passe no Brasil e roda o Japão inteiro da forma mais maravilhosa e eficaz possível. Fiz um Japan Rail Pass de 14 dias e ainda contratei os serviços da Takkiu Bin Service, que despacha suas malas e permite desmembrar a bagagem para que você não fique carregando tudo de um lado para o outro. Por exemplo: Saí de Tokyo com toda minha bagagem, mas levei apenas uma bolsa para Hakone, onde passei só uma noite, enquanto minhas malas seguiam despachadas direto para Kyoto, onde fiquei por um período maior. Super eficiente.

 

Tokyo

Tokyo

 

O Japão tem MUITA coisa para ser vista. Como é um país pequeno, é super possível fazer tudo em apenas uma viagem, nada que 20 dias por lá não resolvam. Claro que este é um destino que merece vários repetecos mas, com planejamento, dá para dar uma boa geral de uma vez só, sem dúvida. Muito importante ter um guia para otimizar a viagem e porque a comunicação é sim um problema, já que a maioria das pessoas não fala inglês ou fala o inglês-tosco. Muitas atrações devem ser bookadas com bastante antecedência, então não pensem duas vezes e contratem um bom guia. Nem preciso dizer que descobri isso porque “casa de ferreiro espeto de pau” então não vamos entrar em pormenores, mas eu deveria sim ter contratado um cara full time. Enfim.

 

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Tokyo é um sonho composto por modernidade, educação, prestatividade e organização. Trata-se de um lugar incrível, cosmopolita, que superou todas as minhas expectativas. Mesmo com tanta gente à sua volta, os japas fazem com que você se sinta único. A mistura de tradição com contemporaneidade é de encher o coração e basta olhar em volta para vermos enormes arranha céus e templos centenários juntos. O Monte Fuji como pano de fundo emoldurando a metrópole dá o plus.

 

Omotesando-dori

Omotesando-dori

 

Taí uma cidade boa para consumidores vorazes de eletrônicos e moda. As melhores lojas estão na estação Harajuku e no bairro Ginza, com destaque para a Avenida Omotesando-dori, que é uma espécie de Champs Elysées japonesa. Tokyo também é uma cidade de restaurantes únicos. Segue uma listinha daqueles que visitei e recomendo:

 

Ginza, Tokyo

Ginza, Tokyo

 

Sushi Taku – 2 estrelas Michelin, em Nishiazabu. O dono do lugar, Takuya Sato, é sushi chef e sommelier, então combina sushi com vinhos maravilhosos;

 

Benoit Tokyo – um bistrô Alain Ducasse que fica no 10º e 11º ndares do Aoyama Building em Shibuya-ku;

 

Inakaya East – Restaurante e Izakaya em Roppongi;

 

Narisawa – do chef Yoshihiro Narisawa, cuja influência francesa vem de Bocuse, Giradet e Robuchon. Sem mais. Ele funde a alta gastronomia francesa com uma profunda compreensão dos ingredientes japoneses. o resultado é incrível. Tem 2 estrelas Michelin e está na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo como “Melhor na Ásia”. Precisa de reserva e antecedência, claro.

 

Seamom Guinza – fica em Guinza e tem um sushi de enguia maravilhoso;

 

Kanetanaka – em Omotesando. Imperdível;

 

Yakumo Saryo – restaurante de um bom gosto sem fim, super exclusivo. Pra reservar, diga que foi indicação de Masashi Shiobara. Pra mim, foi a melhor refeição (menu degustação – kaisek) da viagem.

 

Midore – em Ginza, é um restaurante bem simples, mais local e menos turístico, geralmente com fila na porta (e senha – tem que lembrar de perguntar como “soa” o seu número em japonês pois eles ficam gritando na calçada – e tem um aviso que não adianta dizer depois que não entendeu a chamada haha). O sushi é maravilhoso! Os pratos são maiores do que parecem nas fotos.

 

Takazawa – um dos melhores restaurantes de Tokyo. Japanese – fusion style. Super sofisticado. 3-5-2 Akasaka, Minato

 

L’Effervescence – francês super sofisticado. Ocorre que Tóquio tem algumas das melhores cozinhas francesas fora da França. Isso porque os chefs japoneses estudam com os melhores do mundo – Michel Bras e Heston Blumenthal, no caso de Shinobu Namae do L’Effervescence. Adicione ao produto da equação uma sensibilidade sazonal inata e um orgulho no bom serviço incorporado ao DNA e você vai começar a entender por que L’Effervescence é o que é. Para completar, o preço do menu de almoço é muito bom.

 

Two Rooms Grill Bar – contemporâneo internacional ótimo para o almoço, fica em Kita-Aoyama;

 

Kobe Beef Kaiseki 511 – pra quem gosta de carne, o must. Dear Plaza Akasaka, B1, Akasaka 4-3-28.

 

GORIO – para steaks incríveis. Fica em Ginza.

 

Comi muito kobe beef em Tokyo. Delícia.

 

Em Ebisu tem uns lugares onde os japas vão jantar depois do trabalho. São vários Food Markets, com diferentes tipos de cozinhas. Você escolhe um balcãozinho, mas se quiser o sushi de um e a cerveja o outro não tem problema, é só pedir que eles te servem assim. É tudo bem barato, gostoso e sem turistas, o que complica um pouco pois demora para achar alguém que fale inglês. Se nenhum bilingue surgir, peça “Osusume”  que significa “what ever u recomend”. Sério.

 

Há muitos restaurantes e lojinhas no Tsukiji Fish Market. Muito bacana conhecer.

 

TURISTANDO:

 

O Asakusa Kannon é um dos mais antigos e belos templos de Tokyo: em 628, dois pescadores tiraram do rio Sumida uma pequena estátua de ouro de Kannon, a deusa da misericórdia. Essa estátua pode ser observada até hoje no local. Imperdível o passeio pelos jardim do santuário, ir até o joukoro – queimador de incensos – e caminhar pela Nakamise-dori, rua repleta de artigos típicos, como quimonos, leques e chinelos.

 

Templo de Asakusa Kannon

Templo de Asakusa Kannon

 

Nakamise-dori

Nakamise-dori

 

Palácio Imperial – O imperador japonês e sua família ainda vivem no Palácio Imperial de Tokyo, que foi sede do shogun Tokugawa de 1603 a 1867 e se transformou em Residência Imperial apenas em 1868. Durante a Segunda Guerra Mundial, o local foi destruído, mas reerguido novamente com o seu esplendor original. É incrível observar, mesmo que de longe, o contraste formado por sua arquitetura antiga em pleno coração financeiro de Tokyo. A propriedade imperial tem, aproximadamente, o mesmo tamanho do Central Park em NYC, e o acesso ao público só é permitido em duas datas: no ano-novo e no aniversário do imperador. Porém, nos demais dias, os visitantes podem conhecer os fantásticos jardins e parques que fazem parte do terreno do palácio. Um dos lugares mais procurados é a bela ponte Nijubashi e seu arco duplo em pedra. Vale a vista e a foto! 

 

A famosa ponte e o Palácio Imperial

A famosa ponte e o Palácio Imperial

 

Roppongi Hills é um complexo de prédios e áreas de lazer localizado na área central de Tokyo construído pelo famoso Minoru Mori. Tem excelentes vistas, lojas e restaurantes. Visite o MORI Art Museum. 

 

Tokyo Midtown fica no centro de Roppongi, e também inclui apartamentos, escritórios, lojas, restaurantes, museus, parque e o super luxuoso Ritz Carlton Tokyo. O edifício Galleria é um elegante complexo de compras e restaurantes de 4 andares que também abriga o Museu de Arte Suntory, um dos museus do “Art Triangle Roppongi”. O espaço verde é encontrado atrás dos prédios de Tokyo Midtown, incluindo um agradável jardim de estilo japonês chamado Hinokicho Park.

 

Akihabara fica em Chiyoda e é onde estão localizadas milhões de lojas de eletrônicos, onde encontramos produtos com preços bem bons. 

 

Shinjuku Gyoen é um lindo parque no meio de Tokyo. Foi originalmente a residência particular de um senhor feudal e hoje é considerado um dos jardins mais importantes da era Meiji. É cheio de gramados, árvores, lagoas e combina paisagismo japonês com os estilos inglês e francês.

 

O Parque Ueno abriga templos, museus, entre eles o Museu Nacional de Tokyo, e tem como atração máxima as cerejeiras. São mais de 1000 árvores, então imagina isso tudo florido. Deslumbrante.

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Gente, os museus, todos o museus são fantásticos. Não percam, vasculhem as programações, explorem. A arte japonesa, as coleções, é tudo muito bárbaro. São muitas opções imperdíveis, como o Museu de Arte Contemporânea e o Nezu Museum, entre outros.

 

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Em Tokyo me hospedei no The Capitol. Excelente.

 

Seguindo viagem:

 

Hakone é um balneário muito popular, bastante procurado por suas nascentes hidrominerais. A área da cidade fica sobre um antigo vulcão inativo, e daí que vêm suas fontes termais. Vale fazer um cruzeiro pelo lago Ashi e andar de teleférico desde o Monte Komagatake até o vale de Owakudani, de onde dá para ver os vapores que saem das fendas vulcânicas. O Hakone Open Air Museum é um museu a céu aberto muito bacana, como se fosse um Inhotim japonês, com várias esculturas modernas de artistas diversos, espalhadas pelos lindos jardins, incluindo até um pavilhão inteiro dedicado a Picasso.

 

Cruzeiro pelo Lago Ashi

Cruzeiro pelo Lago Ashi

Hakone Open Air Museum

Hakone Open Air Museum

 

Em Hakone me hospedei no Gora Kadan que, na verdade, não é um hotel, mas sim um Ryokan japonês tradicional, com camas de tatame, shiatsu, ofurôs privativo ao ar livre…O Gora Kadan fica na propriedade da antiga villa de verão da família Imperial, e chama a atenção pelo seu design, totalmente harmonioso com as montanhas próximas, misturando a tradição japonesa e elementos modernos. É membro do Relais & Chateaux desde 1981 e isso diz MUITO sobre seu padrão de hospedagem e serviços.

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Kyoto é um lugar onde as tradições japonesas podem ser vistas de maneira autêntica. Cidade das gueixas e dos samurais, tem cerca de 2 mil templos, budistas e xintoístas. A cidade está a apenas 2h30 de Tokyo e é um banho de cultura, nos colocando em contato direto com a essência de tudo. Pensem em um lugar onde é possível observar de perto rituais como a meditação zen, a cerimônia do chá, as gueixas vestidas em seus quimonos de seda e a arquitetura histórica nos templos budistas e santuários xintoístas. Kyoto foi capital do Japão por séculos e abriga um de seus palácios imperiais (o outro está em Tokyo), além de tesouros como o Palácio Katsura Rikyu, também propriedade imperial, e o castelo Nijo, que era uma espécie de quartel general do xoguns. Para quem gosta de cultura popular, é importante saber que lá acontecem 3 edições de Matsuris, um festival super animado, coloridíssimo, talvez uma versão japonesa do carnaval.

 

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Não deixe de visitar os templos Kinkaku-ji, um dos símbolos de Kyoto, onde eu aposto que você vai tirar uma foto com o Pavilhão Dourado, Kiyomizudera e Ginkaku-ji, patrimônios mundiais pela UNESCO.

templo de ouro

 

Rodeada por montanhas, Takayama fica na região conhecida como Centro de Honshu, que engloba as áreas entre Tokyo e Kyoto. Seus altos picos fizeram com que se mantivesse isolada, então suas ruas são super conservadas, com pequenas lojas, museus e restaurantes. A cidade é conhecida pelo super famoso Festival Takayama Matsuri, que acontece duas vezes por ano, na primavera (Sanno Matsuri/pedidos para um bom ano de plantações) e no outono (Hachiman Matsuri/agradecimento pelas colheitas), com procissões e desfiles de carros alegóricos. É considerado um dos 3 mais bonitos do Japão e acontece desde o século 16. Super típico.

 

As alegorias do Takayama Matsuri

As alegorias do Takayama Matsuri

 

Nara está a 1 hora de trem partindo de Tokyo. Foi a capital do Japão durante 74 anos a partir de 710. Daí a cidade cresceu e se tornou um centro Budista no país, por isso que guarda templos importantíssimos e antiquíssimos. O destaque principal é o gigantesco templo budista Todaiji, o maior edifício de madeira do mundo, que abriga o elegante Daibutsu, o Grande Buda de bronze. Em volta do Parque Nara você encontrará outros grandes tesouros, como o pagode de Yakushiji e outro belo templo, o Horyuji. Preparem-se para o excesso de fofurice dos cervos andando pelas ruas e jardins da cidade. O bichinho é sagrado e convive com as pessoas numa boa.

 

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Kamakura, a 50 km de Tokyo, é sagrada para os japoneses e preserva muitas marcas da história. Seus templos, santuários e monumentos à beira do mar, cercados de florestas, fazem da pequena cidade um lugar ímpar. O ponto mais visitado é o magnífico Grande Buda, uma estátua de bronze de 13,5 metros, erguida em 1252. Tufões, terremotos e tsunamis destruíram os templos que guardaram o buda, mas a estátua resistiu. 

 

O grande Buda de Kamakura

O grande Buda de Kamakura

 

A cidade tem 3 templos que valem a pena ser visitados: o templo de Hasedera fica no alto de um morro, de onde se tem uma vista linda para a cidade, e é famoso por seus jardins; o templo Hokokuji fica no meio de uma floresta de bambus e tem uma casa de chá aberta ao público que serve o matcha, bebida utilizada na tradicional cerimônia do chá; o Zeniarai Benten fica em meio às trilhas que ligam alguns dos principais pontos turísticos de Kamakura e é super procurado por causa da lenda que diz que quem lava o dinheiro na fonte da sua gruta, recebe a mesma quantia em dobro. Ui. 

 

Templo de Hasedera

Templo de Hasedera

 

Japão

Os bambus do templo de Hokokuji

A lenda do dinheiro lavado em Zeniarai Benten

A lenda do dinheiro lavado em Zeniarai Benten

 

 

Naoshima, onde se chega de ferry boat, é um pequena ilha japonesa localizada localizada no mar de Seto, sul do país, que tem apenas três mil habitantes e hoje abriga uma das mais criativas galerias de arte contemporânea a céu aberto do mundo, além de museus com acervos da mais alta qualidade projetados pelo ultrapremiado Tadao Ando, o mais famoso arquiteto japonês. Lá a gente vê Hiroshi Sugimoto, Yukinori Yanagi, Yayoi Kusama, Andy Warhol e até Monet. Até 25 anos atrás, Naoshima era uma área semiabandonada, poluída, basicamente um ponto ignorado no Japão, mas esse quadro começou a mudar a partir de 1992, quando um dos homens mais ricos do país e colecionador de arte Soichiro Fukutake, propôs que Ando construísse museus na ilha para expor seu grande acervo. Hoje, é um e exemplo mundial do poder transformador da arte, recebendo cerca de 400 mil visitantes anualmente em busca de suas mostras e exposições em meio ao cenário rural japonês.

 

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O museu Benesse House é o principal de Naoshima e tem quatro edifícios projetados por Ando Tadao, todos eles com galerias de arte e quartos de hóspedes. O Benesse House Oval, também projetado por Ando, é o mais luxuoso hotel da ilha, com apenas seis quartos, repletos de obras de arte. Suas curvas de concreto e jardins suspensos dialogam com a paisagem natural da ilha.

 

Oval

Oval

Museum

Museum

Suite do Park

Suite do Park

 

Hóspedes dos edifícios “Museum” e “Oval” têm acesso 24h às obras de arte dos museus onde dormem. Aqui, nada a ver com o Inhotim. Apesar da arte a céu aberto, é tudo muito mais distante, maior, diferente mesmo. Me hospedei no edifício Park da Benesse House. Incrível. 

 

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A escultura Yellow Pumpkin, de Yayoi Kusama, é o cartão postal da ilha e foi projetada especificamente para o local onde está.

 

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As ilhas vizinhas de Naoshima, Teshima e Inujima, também foram revitalizadas com projetos artísticos. Hoje, o circuito das 3 ilhas abriga 13 museus, sete casas tradicionais que foram ocupadas por artistas e cerca de 20 instalações e esculturas a céu aberto.

 

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Teshima é encantadora, tem apenas 20 km de diâmetro e uma montanha bem no centro. Tem uma natureza linda, super rica, e muita arte também. O Museu de Arte de Teshima tem forma de gota d’água e se mistura perfeitamente ao ambiente que o circunda.

 

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Osaka é agitadíssima, com excelentes restaurantes e uma vida noturna que não para. Ainda mantém seu lado antigo, evidente no belo Castelo de Osaka, mas o edifícios futuristas ganham cada vez mais espaço. Aqui, me hospedei no fantástico St. Regis. Que hotel maravilhoso.
O Castelo de Osaka

O Castelo de Osaka

 

Mais do Japão:

 

Com 3776 metros, o Monte Fuji é o pico mais alto do Japão. Inativo desde 1707, o vulcão tem mais de 8 mil anos e até um século atrás, era considerado um lugar sagrado, onde só monges e peregrinos podiam subir. Hoje não tem mais nada disso e os alpinistas são os que mais frequentam o local. No sopé do Fuji há 5 lagos que oferecem infraestrutura para lazer e prática de esportes.

 

Em Toba a grande atração fica por conta da Ilha de Pérola Mikimoto onde dá para ver de perto o trabalho das mulheres mergulhadoras no cultivo das pérolas. Incrível. Não deixem de visitar também o Santuário Ise Jingu, na cidade de Ise, dedicado à deusa do sol, Amaterasu. É um dos santuários mais importantes do Japão, com mais de 100 templos.

 

 

O trabalho das mulheres mergulhadoras no cultivo das pérolas de Mikimoto

O trabalho das mulheres mergulhadoras no cultivo das pérolas de Mikimoto

 

Shirakawa-go é uma aldeia e Patrimônio da Humanidade que fica na fronteira dos Alpes do Japão, a uma hora de Takayama. É famosa pelas suas habitações tradicionais, chamadas gasshoku, que são de madeira e com o telhado coberto por plantas de arroz, trocadas a cada cinco anos. Aqui acontece o famoso festival Doburoku Matsuri, quando as pessoas rezam para o deus da montanha pedindo segurança e uma boa colheita e oferecem o Doburoku (saquê não refinado) ao santuário para expressar sua gratidão. A produção particular de bebida alcoólica é proibida no Japão, mas o povo de Shirakawa recebem uma permissão especial para produzir Doburoku em quantidade limitada para este festival. O Doburoku parece um mingau de arroz. É grosso e ligeiramente doce. Daí o povo dança, executa Niwaka (palhaçadas improvisadas), cantam e assim por diante, a-ni-ma-dís-si-mo. Trata-se da maior entre as festividades para os moradores.

 

Vejam que coisa linda é Shirakawago

Vejam que coisa linda é Shirakawago

 

Hiroshima é a memória viva de um dos capítulos mais tristes da história da humanidade. Visitá-la gera sentimentos diferentes nos turistas, que se emocionam ao ver a cúpula da Bomba-A, única construção que se manteve em pé após a bomba atômica arrasar a cidade. A lembrança da tragédia está contada no Parque da Paz, onde uma série de monumentos relembra as milhares de vítimas. O ponto central do parque é o Museu Memorial da Paz, que tem um acervo enorme de fotos e vídeos que mostram a devastação. Chocante e muito interessante, mesmo porque, determinados fatos não devem ser esquecidos nunca.

 

Parque da Paz. Ao fundo vemos a Cúpula da Bomba A

Parque da Paz. Ao fundo vemos a Cúpula da Bomba A

 

Kanazawa é considerada pela UNESCO como a cidade do artesanato e da arte folclórica, um lugar de importantes realizações culturais. Tem muitos museus e atrativos históricos e o destaque fica com o Kenrokuen, o jardim mais bonito do Japão por muitos.

 

Jardim Kenrokuen, um dos três mais belos do Japão

Jardim Kenrokuen, um dos três mais belos do Japão

 

A pequena cidade de Nikko, nas montanhas da província de Tochigi, fica a apenas 2 horas de Tokyo e conta com muitas atrações. O lago Chuzenji, por exemplo, formado a partir da cratera inundada de um vulcão, dá origem a uma das maiores quedas d’água do Japão, a cachoeira Kegon. A vista da cachoeira a partir da sua base é espetacular. 

 

Lago Chuzenji e a cachoeira Kegon

Lago Chuzenji e a cachoeira Kegon

 

Porém, a grande estrela aqui é o santuário Toshogu, erguido em homenagem ao shogun Tokugawa Ieyasu, que unificou o Japão no século 17. O lugar é lindo e fica em meio a uma floresta de ciprestes, esculturas, edifícios decorados, portões e templos. Agora, o que fez deste um lugar famoso mundialmente, foi o pequeno entalhe conhecido como Os Três Macacos Sábios – nada ouço de ruim, nada falo de ruim, nada vejo de ruim – que faz parte da decoração da porta do Estábulo Sagrado, templo localizado no complexo do Santuário Toshogu. É bem pequeno e seria difícil de achar se não fosse a multidão de fotógrafos na frente indicando o lugar preciso. Tipo a Mona Lisa no Louvre.

 

Os 3 macacos do ensinamento budista

Os 3 macacos do ensinamento budista

 

Nagoya fica entre Tokyo e Kyoto e ali vale visitar o Castelo de Nagoya, datado de 1612, que acabou totalmente destruído após a Segunda Guerra, sobrando apenas a sua base de pedra. A partir disso, foi reconstruído em 1959 seguindo o projeto original. Os “Kin no Shachi-hoko“, as duas estátuas de ouro que ficam no telhado do castelo, são considerados o orgulho do povo de Nagoya. Na primavera muitas pessoas visitam os jardins do local para contemplar as flores de cerejeira. O Santuário xintoísta de Atsuta também fica por lá e é o segundo santuário mais venerado do Japão. Possui muitos tesouros e o mais importante é, sem dúvida, uma espada sagrada chamada kusanagi no mitsurugi (“a espada sagrada de Kusanagi”), uma das três insígnias imperiais do Japão. Muitas festas acontecem durante o ano, sempre.

 

Castelo de Nagoya e suas estátuas de ouro

Castelo de Nagoya e suas estátuas de ouro

 

Vão para o Japão, gente. É de se apaixonar. 

 

Perguntaram a uma criança de 5 anos que voltava sozinha da escola em Tokyo: Não tem ninguém cuidando de você? Ela respondeu: Todo mundo!

Postado por às 20:03

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