Quase caí de costas quando cheguei no Four Seasons em Firenze. Em uma palavra, o hotel é estonteante. Além de toda a riqueza histórica e arquitetônica que está por toda parte em seus deslumbrantes ambientes e imensos jardins, recheados com obras de arte e objetos de decoração de valor inomináveis – o que faz dele um museu vivo da história da arte – este hotel é, acima de tudo um local interessante, cheio de histórias, é um desbunde. Nunca vi algo semelhante e demorei um pouco para me acostumar com tanta beleza, com tanta perfeição. Ok, ok, MUITOS hotéis ao redor do mundo são deslumbrantes neste nível, mas é que realmente fiquei impressionada. Adoro quando isso acontece assim, logo de cara. 

 

Almoço delicioso em um dos lindos terraços

Almoço delicioso em um dos lindos terraços

 

Começa que o Four Seasons está plantado bem no meio do maior jardim privado de Firenze, o Giardino della Gherardesca (nome de uma das famílias que foi dona do local, de 1607 a 1859), que é a mais bela área verde da margem direita do Rio Arno.

 

O GIARDINO

 

Ter um jardim botânico cheio de espécies raras – muitas foram plantadas originalmente – como quintal não é brinquedo não, hein gente. Um dos destaques é uma centenária árvore Thuja, conífera aromática, também conhecida como “árvore da vida” por suas por suas propriedades hoemopáticas. Há também sequóias imensas (esta espécie tem as árvores mais altas do mundo), muitas plantas antiquérrimas e verdadeiras explosões de cores oferecidas pelas flores silvestres e pelas lindas azaleas.

 

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O Giardino della Gherardesca, inicialmente conhecido como Giardino Pinti, foi originalmente concebido entre 1472 e 1480 após a compra do Palazzo por Bartolomeo Scala. A área diretamente atrás do Palazzo foi arrumada como um tradicional jardim italiano e o resto dos 4,5 hectares viraram hortas e pomares. Foi só em 1820 que o conde Guido Alberto Gherardesca redesenhou o jardim para criar um espaço uniforme que refletia o estilo romântico da época. Até tangerineiras importadas de Nápoles cresciam ali e foi a partir desta fase que o lugar cimentou sua reputação como um paraíso para os espécimes botânicos raros e exóticos. Em 1870 o Conde Ugolino della Gherardesca deu mais uma repaginada no Giardino e aproveitou para mandar construir a colina que dá num retiro arborizado onde, hoje em dia, os hóspedes podem desfrutar de refeições privadas ao ar livre com vista para o Duomo. Espetáculo. 

 

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Após a destruição causada pela Segunda Guerra Mundial, o jardim passou por uma restauração completa, comandada por Pietro Porcinai, o mais distinto paisagista italiano do século 20.

 

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Vocês não imaginam o que é abrir a janela do quarto pela manhã e dar de cara com o Giardino. Afff. Melhor ainda é caminhar por ele, em meio a todo aquele verde e esculturas bárbaras. Passada a recuperação do pós guerra, o Giardino foi, mais uma vez, totalmente restaurado de acordo com as diretrizes da Superintendência Italiana que controla o Patrimônio Histórico e Artístico. Isso garantiu que fossem preservados todos os aspectos românticos originais do século 19, como os caminhos, os gramados, os bosques pontuados por morros, lagos e piscinas, as estátuas, as fontes, os pequenos templos jônico e dóricos, a limonaria e a pequena “Kaffeehaus” que há ali.  É de largar a família.

 

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Imagina um casamento no Giardino? Pois é. No dia em que eu cheguei no Four Seasons, havia uma equipe imensa justamente fazendo a montagem de uma cerimônia e festa. Como eu estava na Itália por causa dos 2 casamentos que minha agência organizou por lá, claro que fui conferir os detalhes de perto. Babei. Já entrou para minha lista de recomendações “onde casar”. Espiem:

 

 

O HOTEL – PALAZZO E CONVENTINO

 

O Conventino

O Conventino

 

Bem, o hotel em si é composto por dois palácios renascentistas tombados: o Palazzo della Gherardesca e o Conventino – um anexo que foi, de fato, um convento no século 16 e fica bem lá no fundo do Giardino.

 

Conventino

Conventino

 

 

Em 1473, o chanceler da República Florentina, Bartolomeo Scala, comprou um terreno enorme que fazia limite com a Via Capponi e Borgo Pinti e achou uma ótima ideia construir ali um Palazzo lindo, riquíssimo. Um sábio esse Bartolomeo. Se não fosse ele, hoje não teríamos essa maravilha à nossa disposição, vamos aplaudi-lo. Alguns anos depois foi construído o edifício do Conventino e de lá para cá, muito aconteceu na propriedade, que mudou de mãos diversas vezes antes do Four Seasons transformá-la num dos melhores hotéis do mundo.

 

Entrada do Conventino

Entrada do Conventino

 

giardino com entrada do Conventino ao fundo

 

 

Para vocês terem uma ideia, a lista dos antigos moradores do Palazzo inclui um Papa, uma ordem de freiras, a primeira empresa ferroviária da Itália, cinco séculos de nobreza florentina e um vice-rei do Egito, que comprou a propriedade e logo a vendeu, pois imaginem que seu harém não foi autorizado a se mudar e viver ali. Babado.

 

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Circulando pelo hotel, podemos observar nitidamente a importante história do lugar através de seus interiores ricamente pintados e trabalhados, que voltaram a ostentar a absurda beleza original após sete anos de restauração meticulosa. Este trabalho, a exemplo do que ocorreu com o Giardino, também foi rigorosamente supervisionado pela Superintendência de Florença para Patrimônio Artístico Histórico, pelo Ministério da Belas Artes e Cultura e pelo Departamento de Belas Artes. Uma das funções destes órgãos governamentais foi determinar a quais períodos artísticos cada artefato cultural deveria ser remetido na restauração.

 

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Assim, as obras de arte presentes no Hotel são o fiel testemunho das muitos movimentos artísticos  que passaram pela longa história do Palazzo e ConventinoPor detrás da fachada clássica, porém despretensiosa, nos deparamos com a oportunidade rara de ver obras de arte dos séculos 15 ao 19 em seu contexto original. Obras de arte originais e detalhamento arquitetônico (afrescos, baixos-relevos, estuques, papéis de parede de seda, etc) podem ser encontrados tanto nas áreas comuns como nos quartos. Por exemplo:

 

- O imponente lobby do século 15 é um dos lugares que nos fazem ficar de queixo caído por sua beleza. Ali, observamos intrincados baixos-relevos e estuques, detalhes renascentistas que ilustram demonstrações públicas de riqueza da época; 

 

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- Durante o século 18, os Della Gherardesca encomendaram uma série de pinturas sobre sua própria história familiar, outra tendência popular da época. Estes afrescos, que podem ser vistos no Della Gherardesca Ballroom, foram pintados pelos artistas barrocos ​​Vincenzo Meucci e Giovanni Domenico Ferretti; 

 

- A arte do século 19 é representada pelos papéis de parede chineses, maravilhosamente restaurados e  encontrados na Volterrano Suite, uma das 6 suítes históricas do Hotel, que antigamente era o ‘Chinese Room’ do Palazzo. Seu desenho retrata uma cena de busca de flores e pássaros exóticos. Este exemplo delicado e raro da arte decorativa chinesa foi restaurado alcançando a beleza vibrante de seu design original e ilustra o fascínio histórico da nobreza do século XIX por tudo o que era Oriental.

 

Suite Volterrano

 

- Em toda a propriedade, os brasões das famílias Scala, Medici e Della Gherardesca, antigas proprietárias do Palazzo, aparecem em pinturas, estuques, vitrais e servem como boas lembranças do passado ilustre do edifício.

 

E por aí vai. Estes são apenas alguns exemplos que dei para mostrar a vocês que nadica de nada se perdeu nas restaurações e para reiterar que é absolutamente fantástico ter um museu como esse à disposição.

 

AS ACOMODAÇÕES

 

Bem, é claro que as acomodações do hotel, 116 quartos e suítes divididos entre o Palazzo e o Conventino, também mantêm a integridade do layout original, né? O interessante é que não há nenhum quarto igual ao outro. Cada um tem dimensões e tamanhos de janelas diferentes, além de características como afrescos, frisos e baixos-relevos, clarabóias e arte teto, escadas, lareiras e fogões distintos. Para completar, apenas digo que os quartos foram todos concebidos pelo super designer Pierre Yves Rochon em dois esquemas de cores, amarelo e verde, e ele obviamente levou muito a sério a identidade de cada uma das suítes especiais – já vou falar delas – respeitando todos os seus detalhes históricos e artísticos.

 

Foi nesta suite que fiquei

Foi nesta suite que fiquei

 

Os quartos do Conventino têm recepção, restaurante, sala de eventos e concierge próprios. São bárbaros, super isolados e tranquilos e têm até entrada independente pela rua. Um sonho. As amenities são ‘tailor-made’ e foram elaboradas pelo top perfumista italiano Lorenzo Villoresi.

 

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São diversas as categorias de acomodações, mas vamos falar das suítes especiais:

 

Noble Suites, Gallery Suites e Renaissance Suites – são 11 acomodações especiais com muita arte, história e características distintas. Destaque para a Suite Volterrano e suas paredes cobertas de papéis de seda chineses, sobre a qual já falei no começo do post, Suite Stephenson, que homenageia George Stephensos, o inventor do trem, e a Suite Scala, que tem afrescos MARA.

 

Noble Suite

Noble Suite

 

Suite Volterrano

Suite Volterrano

 

 

La Villa – é uma suite isolada no Giardino, perfeita para quem procura privacidade. É o máximo, fica na antiga estufa de limoeiros do Conventino. Tem terraço e janelões do chão ao teto. Imaginem a vista. 

 

 

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Della Gherardesca Royal Suite – é inacreditável. Fica no antigo andar nobre do Palazzo e é imensa, parece uma casa. Janelas enormes, afrescos do século 18, pisos maravilhosos, tanto os de cerâmica como os parquets.  O banheiro de mármore é todo adornado com baixos relevos com temas der engrenagens, martelos e bigornas. Motivo: este ambiente foi o gabinete do presidente da Strade Ferrate Meridionale, no início dos anos 1900. Viram? A gente encontra história em tudo. 

 

suite della gherardesca

 

Agora vejam a Suite presidencial do Conventino:

 

terraço conventino

 

suite presidencial

 

suite presindencial

 

 

OS RESTAURANTES

 

Il Palagio – é o restaurante principal do hotel e serve culinária tradicional italiana baseada em ingredientes sazonais e super frescos. Há um salão interno e uma esplanada externa, deliciosa para refeições ao ar livre. Fica no piso térreo do Palazzo della Gherardesca, no lugar que, originalmente, abrigava o estábulo. Os menus degustação criados pelo chef Vito Mollica são fantásticos, bem como os doces criados pelo chef pâtissier Domenico Di Clemente.

 

Área externa do Il Palagio

Área externa do Il Palagio

 

E o Il Palagio por dentro

E o Il Palagio por dentro

 

Al Fresco – é todinho ao ar livre e ideal para os meses de verão. Uma trattoria de atmosfera típica toscana onde as refeições são saboreadas à sombra das árvores centenárias do jardim. 

 

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Winery – Bar de vinhos super intimista, que acomoda apenas 28 pessoas. Homenageia os mais célebres produtos dos campos italianos servindo mais de 50 tipos de vinhos, incluindo especialidades toscanas como Sassicaia e Ornellaia, das vinhas costeiras de Bolgheri e Suvereto. A adega ocupa um espaço autônomo espaço na autônoma dentro do Il Palagio e vale muito a pena experimentar as assaggini – porções de degustação compostas por ingredientes locais. Aqui é possível fazer uma noite de degustação de vinhos especiais com private dinning. 

 

La Magnolia – fica no térreo do Conventino e serve um café da manhã íntimo e elegante, cheio de pães caseiros e bolo assados na hora. 

 

la magnolia cafe da manha

 

Atrium Bar – ocupa um espaço iluminado por luz natural e serve refeições rápidas, chá da tarde, sobremesas, cafés e cocktails num ambiente lindamente decorado.  À noite rola um pianinho delicioso ali.

 

 

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Amo os detalhes da decoração.

 

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Agora o que me deixou de boca aberta foi o ambiente ao ar livre que recebe os jantares românticos particulares. Imagina jantar ‘dentro’ de uma árvore completamente iluminada por velas! Não dá para verbalizar isso muito bem, por favor, vejam que coisa mais linda:

 

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Aliás, em se tratando de espaços para eventos especiais, o Four Seasons é campeão e oferece opções super interessantes. Se salão de banquetes principal ocupa a antiga igreja da Conventino, então pensem quão bárbaro é usar este ambiente para um casamento, por exemplo. Além deste ainda temos o Ballroom Della Gherardesca, que fica no primeiro andar do Palazzo, é todinho decorado com afrescos renascentistas e foi o salão de festas usado durante 300 anos pela família Della Gherardesca. Isso tudo sem falar nos jardins do Four Seasons, né? Perfeitos para qualquer tipo de comemoração durante os meses de calor. 

 

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Gherardesca Ballroom

 

O SPA, A PISCINA E A ACADEMIA

 

Spa

Spa

 

O Spa do Four Seasons fica ao lado da piscina, tem uma decoração super suave e trabalha em conjunto com a Officina Profuma-Farmaceutica di Santa Maria Novella, uma das mais antigas farmácias, fábrica de fragrâncias e ervanário do mundo. Gente, quem conhece os produtos da Santa Maria Novella sabe bem do que eu estou falando. É pura riqueza ter um Spa provido pela marca. É tudo natural, tudo cheirosíssimo, tudo de altíssima qualidade e imaginem que a sua origem vem láaaa do século 13. Tradição é tudo na vida, mesmo. 

 

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A piscina é uma coisa linda, um dos lugares mais agradáveis para se passar o dia, almoçar e mesclar um mergulho com uma ida ao Spa ou um banho de sol com um pouco de malhação, já que a excelente academia fica bem ali ao lado.

 

5 estrelas de primeira linha. Inesquecível.

Postado por às 16:53

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Essa é para quem, assim como eu, é louco por praia e adora detalhes exóticos.

 

Já ouviram falar de Papakolea Beach, no Hawaii? Bem, essa praia fica na região de South Point e também é conhecida como Mahana Beach e Green Sand Beach. Imaginem vocês que sua areia é totalmente verde, já viram isso? Eu achei o máximo. A incrível coloração é natural e o visual é impressionante. 

 

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As areias das praias variam muito de cor e textura de acordo com os elementos que as compõe. Desde as mais finas e branquíssimas, como vi recentemente nas Maldivas, até as praias onde temos pedras ao invés de areia na beira do mar, como muitas na Côte D’Azur e Costa Amalfitana, são muitas as cores e formas que as caracterizam. As mais comuns são bege clarinhas, em alguns casos são acinzentadas, até mesmo pretas, mas VERDES eu nunca tinha visto. É curioso, é raro (além de Papakolea, existem outras apenas na Noruega e nas Ilhas Galápagos) e é, principalmente, lindo. Imaginem só que maravilha deve ser este contraste de cores com o céu e o mar in loco. 

 

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Essa tonalidade verde oliva se dá por causa de uma pedra esverdeada e semi preciosa chamada Olivina, extraída do vulcão de 49 mil anos de idade Pu’u Mahana, em uma região próxima ao local. A força erosiva do oceano na base do vulcão acabou transferindo as pedras para a praia, trazendo a cor peculiar para a areia ao longo do tempo.

 

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Papakolea

 

Importante saber que, para visitar Papakolea, é necessária uma autorização do Departamento de Terras Natais havaianas (DHHL). Com o documento em mãos, basta alugar um 4X4 de algum morador local, já que as locadoras proíbem condução off road, e encarar a estradinha cheia de obstáculos. Chegando na beira do penhasco, é só descer a encosta – a pé, claro – e finalmente se maravilhar com a linda praia. 

 

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Eu, que sou uma super fã do Hawaii e não vejo a hora de voltar para lá, agora tenho mais um motivo para agilizar essa minha visita à ilha. Vale a pena ver de perto!

 

 

 

 

Postado por às 14:37

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Aproveitando que estive na Itália organizando 2 casamentos maravilhosos em autênticas Villas toscanas, ambos em meio a campos gigantes, muito verde, muitas flores, muitos pássaros, enfim, com locações e decoração totalmente integradas à natureza, hoje o post das queridas e ultra experts em casamentos, Nanna Martinez e Lívia Colucci, da Whitehall, fala justamente sobre essa tendência significativa e super en vogue: o desejo da aproximação com a natureza. Vejam que bacana:

 

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Elas me contaram que os desfiles internacionais de alta costura como Dior e Valentino, por exemplo,  exibiram flores e verde em abundância. De acordo com esse espírito a WhiteHall, atelier das meninas, lançou mão de um desfile com a mesma energia, inspirado nos Jardins Secretos Ingleses. O arco de flores criado pelo florista André Pedrotti lembrava a entrada da noiva em direção ao altar. Uma atmosfera lúdica e romântica.

 

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Muito bacana perceber que essa tendência invadiu o mundo dos casamentos fazendo com que as decorações e as locações tragam, cada vez mais, a sensação de uma digna floresta encantada! E quem nunca sonhou viver em um conto de fadas, não é? Para as amantes dessa ideia, fica a dica do livro “Wedding Paradise” que tem imagens que podem servir de inspiração. A que mais amamos é a da foto, com um arco em tom de lavanda. Lindo e fresh! O melhor é que o livro ainda nos transporta para St. Barths, já que as imagens e festas são fotografadas em suas praias.  Ideal para quem busca um destination wedding… quantas ideias!

 

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Aguardem pois, logo logo vou contar tudinho sobre os dois casamentos na Itália. E as meninas voltarão em breve com novidades sobre o assunto! 

 

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Postado por às 15:21

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Comer maravilhosamente bem na Itália não significa que você tenha que ir a um dos 329 restaurantes estrelados pelo Guia Michelin que há no país atualmente. Na minha opinião, o requinte maior da gastronomia italiana está na sua tradição e mais uma vez constatei isso de perto, durante meu jantar no excelente Osteria del Cinghiale Bianco, o melhor restaurante que conheci durante essa minha passagem por Firenze. 

 

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Além do spaghetti com trufas absurdamente bom que pedi e os tantos pratos típicos da cozinha toscana, como o crostino nero, as bruschette di pane toscano, as pappas al pomodoro, a ribollita, o pappardelle ao molho de javali, a maravilhosa bisteca alla Fiorentina cozida à lenha e os doces, como os biscoitos de amêndoa típicos acompanhados por um bom vin santo da região, o ambiente da Osteria, simples, histórico, super toscano, é também umas das delícias do lugar.  

 

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Logo de cara a gente já nota as referências ao “Javali Branco/Cinghiale Bianco” por toda a parte. Vejam alguns detalhes:

 

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O restaurante fica no térreo de uma torre do século 14, localizada na Borgo San Iacopo, uma das ruas mais características da antiga Firenze, cheia de lojinhas de arte, antiquários e boutiques. O salão principal é dividido em 2 ambientes: um deles ocupa o espaço da torre dos anos 1300, da qual restou apenas a parede de pedras para contar história; o outro, que abriga mais um salão de jantar e a cozinha, fica no antigo pátio da torre, e aqui podemos observar nas paredes os sucessivos restauros pelos quais o edifício passou, principalmente nos anos 1500. Será que é por isso que está de pé até hoje? Bem, o que importa é que os tantos consertos funcionaram e suas marcas ainda criaram recantos românticos em nichos de tijolo e pedra com atmosfera pra lá de especial durante a noite e à luz de velas. 

 

Olha que charme

Olha que charme

 

A adega do Cinghiale Bianco é super rica em vinhos top da Toscana como os Brunelli, Rosso di Montalcino, Dievole, Sassicaia…além dos vinhos de outras regiões italianas e estrangeiros também. Muita variedade para combinar com cada delícia típica preparada pelo Chef Mauro. Só de lembrar me dá água na boca.  

 

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Durante meu jantar conheci o Marco Masselli, um dos donos do Cinghiale, que me recebeu super bem e me contou que o restaurante está sob o comando da sua família desde 1984. Ele me falou bastante sobre como transformaram, em pouco tempo, o prédio histórico neste lugar que serve uma comida tão deliciosa, conversamos sobre os pratos e também sobre as receitas com carne de javali.

 

Eu e o Marco

Eu e o Marco

 

Para explicar sobre como é possível usar o ingrediente de maneira absolutamente simples, o Marco me mostrou este vídeo no Youtube que apresenta uma receita tradicional de cinghiale preparada na cozinha da Osteria e ainda tem várias tomadas bem bacanas de Firenze:

 

 

Adorei, gente. Restaurante memorável. Recomendo!

 

Borgo San Iacopo, 43
50125 Firenze – Italy

Tel: +39.055215706

Postado por às 16:15

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É quando viajamos que conseguimos notar nitidamente a diferença que faz uma dupla cidadania, né? Bem, eu sempre percebi isso, já que meus filhos têm cidadanias brasileira e italiana e eu não. Viajar pela Europa, por exemplo, é muito mais tranquilo para quem tem passaportes da União Européia, pois todos os processos de imigração são super facilitados pela cidadania local e dá para evitar as terríveis filas que os estrangeiros enfrentam nas alfândegas. Para estes, eu inclusa, é bem mais complicado cumprir essas etapas. 

 

dupla cidadania

 

Fazem parte da União Européia: 

 

Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Suécia. Para estes países é possivel ser cidadão de mais de um país. Podemos ser brasileiros e ter uma dessas cidadanias. 

 

E já que eu estou na Itália, vamos falar sobre cidadania italiana.

 

Sim, gente, cidadania. Todo mundo se refere a este processo como “tirar o passaporte”, mas na verdade, o correto é dizer que você vai pedir o “reconhecimento da cidadania italiana”, uma vez que o passaporte italiano é apenas um documento de identificação para cidadãos italianos reconhecidos que vão viajar ao exterior. Então, para ter um passaporte italiano, você precisa, antes de tudo, ter sua cidadania devidamente reconhecida. É uma consequência. 

 

O reconhecimento da cidadania italiana, para quem tem este direito por ser descendente de um ancestral italiano, pode ser feito no Brasil, através dos Consulados, ou diretamente na Itália. O processo direto na Itália tornou-se viável a partir de dezembro de 2002, com a autorização de permanência neste país enquanto o requerente aguarda o fim do processo. Qual a vantagem? Simples: é muito mais rápido. 

 

A boa notícia para nós, brasileiros, é que muito mais gente do que imaginamos têm direito a esta dupla cidadania. Outra boa notícia é que não há limites na ascendência. Não são apenas os filhos ou netos de italianos conseguem o reconhecimento. O seu parente pode estar bem distante, pode ser um tataravô lááááá de trás. Porém quanto mais longe estiver, mais difícil fica reunir toda a documentação que comprove a sua origem e este detalhe pode vir a complicar um pouco as coisas. Quando temos em mãos os documentos do nosso ancestral as coisas andam bem mais rápido e em algum meses é possível que a cidadania saia. Caso contrário, além dos gastos extra com a pesquisa dos documentos, que devem ser feitas diretamente na Itália, a coisa pode demorar até 10 anos!

 

Mas como a dupla cidadania é uma maravilha que facilitará muito seu trânsito pela Europa, vale a pena fazer um esforcinho para consegui-la. A seguir, uma listinha de alguns passos que devem ser seguidos para quem pretende ir atrás disso:

 

QUEM TEM DIREITO À CIDADANIA ITALIANA:

 

- Descendentes de italianos pelo lado masculino, ou seja, todos os filhos, netos, bisnetos, trisnetos e tataranetos de italianos, mantendo sempre a linha paterna (tataravô, trisavô, bisavô, avô ou pai). Você pode pedir seu reconhecimento tanto se o seu pai for nascido na Itália, como se o italiano for seu tataravô, não importa a distância deste tataravô, e também não importa se todas as outras gerações foram nascidas no Brasil. Apenas repito que, no caso de ancestrais muito distantes, aumenta a quantidade de documentos cujas cópias são necessárias. E isso é um obstáculo considerável. Uma assessoria de qualidade faz muita diferença. O que aumenta, no caso de ancestrais muito distantes é a quantidade de documentos que é necessário obter cópias.

 

- Descendentes de italianos pelo lado feminino. Vale para todos os filhos de italianas nascidos no Brasil a partir de 01/01/1948, PORÉM, uma certa Sentença nº 4466, de 25/02/2009, reconhece o direito de transmissão da cidadania italiana aos filhos nascidos antes da promulgação da Constituição Republicana em 01/01/1948. A decisão para ser aplicada por via administrativa (através dos Consulados ou dos Comunes italianos) precisa ser normatizada pelo Ministero Dell’Interno italiano, que ainda não se pronunciou a respeito. Enquanto isto não ocorre, o encaminhamento do processo só pode ser feito por via judicial. 

 

- Esposas de cidadãos italianos, desde que o marido já seja cidadão por ser descendente direto, em linha reta, de ancestral nascido na Itália, sem limite de gerações, se transmissão sempre de homem para filho homem e se não houve naturalização do antepassado, e se o casamento ocorreu até 27/04/1983. Neste caso a esposa tem o direito automático. Somente os homens transmitem a cidadania italiana por casamento às mulheres. O homem (marido) nunca adquire a dupla cidadania pela mulher através do casamento.

 

* A cidadania também pode ser reconhecida pelo casamento através da naturalização do cônjuge (marido ou esposa): neste caso o marido ou a esposa podem se naturalizar italiano, desde que o conjugue seja italiano. O processo de naturalização pode ser iniciado tanto no Brasil como na Itália. No Brasil ocorre depois três anos de casamento, e na Itália, depois de dois anos de casamento e residência em algum Comune. O cidadão brasileiro, homem ou mulher, que se naturalizar italiano não perde a cidadania brasileira. 

 

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:

 

- Para filhos e filhas de italianos: carteira de identidade de estrangeiros original do pai e/ou da mãe italianos; passaporte ou certidão de nascimento do pai e/ou da mãe italianos; certidão de casamento dos pais; certidão de nascimento do interessado; certidão de casamento do interessado, se houver; certidão de óbito do pai e da mãe, se for o caso.

 

- Para netos e netas de italianos: certidão negativa de naturalização do avô original; certidão de nascimento original do avô e/ou da avó italianos; certidão de nascimento da avó, seja ela, italiana, brasileira, ou de qualquer outra nacionalidade; certidão de casamento do avô e avó; certidão de óbito do avô e da avó, se for o caso; certidão de nascimento do pai e da mãe; certidão de casamento dos pais; certidão de óbito do pai ou da mãe, se for o caso; certidão de nascimento do interessado; certidão de casamento do interessado, se for o caso.

 

- Para bisnetos e bisnetas de italianos: certidão negativa original de naturalização do bisavô; certidão de nascimento original do bisavô italiano; certidão de nascimento original da bisavó italiana; certidão de casamento do bisavô e bisavó; certidão de óbito do bisavô e da bisavó, se for o caso; certidão de nascimento e casamento do avô e avó; certidão de óbito do avô e da avó , se for o caso; certidão de nascimento do pai e da mãe; certidão de casamento dos pais; certidão de óbito dos pais, se for o caso; certidão de nascimento do interessado; certidão de casamento do interessado, se for o caso.

 

- Para tataranetos e tataranetas de italianos: certidão negativa original de naturalização do tataravô italiano; certidão de nascimento original do tataravô italiano; certidão de nascimento original da tataravó italiana; certidão de casamento do tataravô e da tataravó italianos; certidão de óbito do tataravô e da tataravó italianos; certidão de nascimento do bisavô; certidão de nascimento da bisavó; certidão de casamento do bisavô e bisavó; certidão de óbito do bisavô e da bisavó, se for o caso; certidão de nascimento e casamento do avô e avó; certidão de óbito do avô e da avó , se for o caso; certidão de nascimento do pai e da mãe; certidão de casamento dos pais; certidão de óbito dos pais, se for o caso; certidão de nascimento do interessado.

 

Viu como a quantidade de documentos aumenta proporcionalmente à distância do seu ancestral? Uma loucura. Fiz essas listas para vocês terem uma ideia, mas antes de começar a providenciá-los entre em contato com algum despachante ultra competente para confirmar se é isso mesmo tudo o que exigem. Essas coisas mudam, novas leis são aprovadas, sei lá. É sempre bom se certificar. 

 

Detalhes importantes sobre a documentação:

 

- No certificado negativo de naturalização do antepassado italiano deverá constar o nome dele com todas as variações que aparecem nas certidões brasileiras (ex: Giuseppe/José, Giovanni/João e também alterações no sobrenome), expedido pela Divisão de Naturalização do Ministério da Justiça Brasileiro;

 

- Se o ascendente ainda estiver vivo, é suficiente ter a Carteira de Identidade para Estrangeiros (R.N.E.), modelo atual ou protocolo de recadastramento;

 

- Vamos supor que conste que o ascendente tenha se naturalizado: isso não prejudica seu direito à cidadania, desde que a naturalização tenha ocorrido após o nascimento dos filhos;

 

- Se o ascendente casou na Itália, é necessário o Registro de Casamento emitido pelo Comune Italiano (estratto dell`attodi matrimonio);

 

- Sobre erros nos nomes e sobrenomes italianos nas certidões brasileiras: caso as certidões contenham erros, imperfeições ou sobrenomes alterados, não é mais necessário que os interessados solicitem à Justiça brasileira a retificação de tais registros. Porém, no caso das alterações constantes na documentação causarem dúvidas quanto à identidade da pessoa, poderá ser solicitado uma documentação complementar.

 

- Sobre mudanças de sobrenomes após a naturalização: pela lei italiana, o sobrenome que apresenta alterações com relação àquele do antepassado que chegou da Itália é modificado para ficar conforme o sobrenome original. Da mesma forma, nos documentos de registros é usado apenas o sobrenome paterno e portanto é tirado seu sobrenome materno, se tiver. E se você quiser que o sobrenome não seja modificado na Itália, ou que constem também os demais sobrenomes, é possível fazer uma solicitação ao Comune na Itália expressando a sua posição para não ter o sobrenome modificado.

 

Saibam que apresentar sua árvore genealógica junto com a documentação agiliza bastante o processo.

 

O Consulado é super exigente em relação às regras de apresentação dos documentos, então é importantíssimo se informar muito bem sobre o padrão que eles devem seguir, como: onde devem ser reconhecidas as firmas, saber que as traduções devem ser juramentadas, o que precisa de cópias e quantas serão necessárias, qual ordem de expedição das certidões deve ser seguida, como proceder em relação aos documentos dos ascendentes nascidos no Brasil, enfim, toda a burocracia que envolve o processo. 

 

E também é bom saber que o Consulado pode, a qualquer momento, pedir outros tipos de comprovantes de residência para verificar a efetiva moradia dos interessados.

 

Eles também aconselham dar continuidade ao restante da documentação somente após a obtenção do “ESTRATTO”, certidão de nascimento do ascendente italiano que vai originar sua cidadania, que deve ser emitida pela autoridade civil da cidade onde ocorreu, já que os demais documentos têm validade limitada.

 

UFA.

 

Mas e os vistos? Como funcionam? Bem, cidadãos italianos não precisam de visto para toda a Comunidade Europeia, uma vez que a Itália faz parte dela. A cidadania italiana dá direito de ingresso, estudo, turismo e trabalho em todos os países da Europa, logicamente respeitando as leis de cada um deles. 

 

Desde 2005, o passaporte italiano possui um chip eletrônico inserido em sua capa que contém os dados pessoais do titular do documento e que registra o itinerário da pessoa. Este chip visa atender as normas de segurança aeroportuária de vários países ao redor do mundo, dentre eles os EUA e o Reino Unido. Essa informação é importante porque quem possui passaporte italiano eletrônico não precisa de visto para permanecer nos EUA durante 90 dias como turista, porém é obrigado a fazer o ESTA (Electronic System for Travel Authorization), que nada mais é que o pagamento de uma taxa e o preenchimento de um formulário.

 

A cidadania italiana não dá direito de residir e trabalhar nos EUA, tampouco facilita a obtenção do Green Card. A única facilidade é a desobrigação do visto de turismo, mas pelo amor de Deus, apenas quem tem o passaporte italiano eletrônico não precisa obter o visto no país de origem. Se o seu passaporte for normal, solicite o eletrônico ao Consulado Italiano.

  

Os Emirados Árabes Unidos também não exigem dos cidadãos italianos o visto obtido no país de origem. O procedimento é realizado no aeroporto mesmo, for free, e dá direito a 30 dias em qualquer emirado. 

 

Eu nunca me canso de dizer que não custa nada consultar o Consulado de cada país que você pretende visitar para se certificar sobre os procedimentos de imigração, mas com um passaporte italiano na mão, a Europa fica facílima! Use e abuse!

 

 

Postado por às 16:07

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Desde que voltei da Turquia estou para falar sobre como fui bem atendida e, principalmente, bem recebida pela Alessandra Madureira, concierge bárbara que tive o prazer de conhecer em Istambul. Hoje estou em Siena, pois um dos casamentos que organizei na Itália acontecerá apenas no final de semana e, como os noivos vão para a Turquia depois da cerimônia, me veio a lembrança de que precisava muito recomendar a Ally, como ela é conhecida, a vocês.

 

A Ally é brasileira, mora em Istambul desde 2006 e começou a trabalhar como concierge meio que por acaso, quando uma conhecida pediu que a ajudasse no acompanhamento de alguns turistas. Ela topou, achou o grupo ótimo e, o que era para ser um  jobzinho de apenas um dia, se transformou em sua profissão. Ela diz que foi adiante pois achou o trabalho super agradável, mas eu digo que ela é o que é pelo super mérito que tem. Quem sabe, sabe. E a Ally sabe muito!  

 

 

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Além de ser super competente, a Ally é também descoladíssima e esta é uma qualidade super importante para quem exerce uma profissão baseada no bom relacionamento entre pessoas. Conhece todos os melhores lugares, está sempre por dentro de tudo o que acontece na cidade e é capaz de resolver, com o pé nas costas, detalhes como aluguel de apartamentos, encontrar uma babá de qualquer nacionalidade, arrumar guias que falem português em todas as partes da Turquia, auxiliar quem está na cidade a negócios, nos guiar de todas as formas pela maravilhosa Istambul, enfim, ela é realmente 1001 utilidades. 

 

Com ela visitei pontos turísticos super importantes como a Mesquita Azul, Hagia Sofia e o Grand Bazzar,  e perambulei por Nisantasi, o bairro bacanudo de Istambul. É aquela coisa que nunca me canso de repetir: conhecer uma cidade e seus pontos turísticos acompanhada por quem é local e entende do assunto faz uma diferença tamanha que não dá nem para explicar. Você não VAI apenas aos lugares, você os CONHECE. Para completar, ela ainda me acompanhou em uma reunião de trabalho e até para assistir jogo do Brasil em um bar descolado ela me levou! 

  

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Minha programação em sua companhia não foi mais extensa pois passei pouquíssimo tempo na cidade, mas digo com toda a segurança que ela me deu uma das assessorias mais bacanas que já tive em viagens. E olha que eu viajo, hein? E sempre tenho assessoria! kkk 

 

A Ally é uma concierge que leva a sério o conceito de prestadora de serviços, a essência de sua profissão, e executa cada etapa do trabalho com excelência. E não foi só a mim que sua competência impressionou. Gente muito exigente entregou missões muito importantes e complexas em suas mãos e ficou satisfeitíssima, como por exemplo:

 

- Quando ela começou a trabalhar com turistas, logo conheceu a esposa de um jogador de futebol que estava precisando de uma interprete para a família. Passou a trabalhar com eles e em seguida surgiram mais 6 famílias, todas de jogadores também! Foi bem recomendada ou não foi? :-) . Bom, daí em diante ela passou a assessorar essas famílias em absolutamente tudo: consultas médicas, reuniões de escola, contratação de funcionários e serviços e até de um parto ela participou! Não disse que a Ally era 1001 utilidades? Ora, vejam só se eu ia exagerar!

 

- Importante comentar que, enquanto ela resolvia a vida de 7 famílias inteiras, continuava atendendo os turistas, equilibrando, como uma circense, todos os trabalhos. Perceberam o grau de competência da pessoa? Bem, quando os jogadores começaram a se mudar para outros países, ela decidiu que era a hora de investir pesado nesse lado do turismo. Como não planejava abrir uma agência e não poderia ser guia, já que para isso teria que ser turca, seu trabalho foi naturalmente tomando a forma que tem. Os clientes começaram a solicitar sua companhia (que é excelente, by the way) atrelada aos mais diversos serviços, como locação de carros, reservas em restaurantes, aluguel de yachts para jantares ou passeios no Bósforo ao por do sol, ou seja: coisas que precisam ser resolvidas por um concierge eficiente. 

 

- Sabe aquela história de que o boca a boca é a melhor propaganda que existe, pois vem endossada por quem vivenciou a experiência? Pois é. Em 2010 o apresentador Zeca Camargo foi fazer uma matéria para o Fantástico em Istambul. Adivinhem quem ele contratou para organizar logística e tradução: a Ally, claro! Ela acabou participando do quadro e não perdeu mais contato com o Zeca. Ele voltou à Istambul 2 anos depois e fechou com a Ally a organização de seu aniversário de 50 anos, uma festa para 40 pessoas. Ela ficou responsável por toda a produção, logística, eventos e serviços que aconteceram durante uma semana inteira. Desnecessário comentar que tudo saiu da forma mais impecável possível, né?

 

- Em 2012 a produtora que estava junto à Rede Globo na gravações da novela Salve Jorge pediu socorro à Ally, pois estavam precisando de 2 tradutores português/inglês/turco. Ela nem precisou arranjar quem soubesse. Ela mesma e o marido, que têm as 3 línguas, foram contratados e acompanharam a equipe da novela por 40 dias, ou seja: Ally é padrão Globo de qualidade, perceberam?

 

Isso sem falar no dia a dia, que configura sempre nossos maiores desafios profissionais. Eu fui uma cliente de dia a dia e fui tão bem atendida que hoje estou aqui, no meio da Toscana, escrevendo este post sobre minha experiência.

 

Hoje a Ally tem uma empresa super conceituada e oferece tudo o que faz de melhor através de parcerias bem sólidas com as grandes empresas de transfer, barcos em Bodrum, um time de guias top pois ela é uma só e os clientes são muitos (quem quiser o acompanhamento dela precisa solicitar, certo? Só pedir que ela vai!), fotógrafos, babás, manicure e massagista brasileiras, ou seja: não há o que ela não possa fazer acontecer. 

 

Quem for à Turquia deve mesmo entrar em contato com ela. Garanto que será a mais positiva experiência!

;-)

 

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Postado por às 18:57

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Estou na Europa a trabalho pois minha agência está organizando 2 casamentos na Itália e esse é o tipo de missão que faço questão de monitorar bem de perto. E eu adoro, pois além de dar aos meus clientes toda a assessoria que eles merecem, aproveito para fazer a ronda dos hotéis, conhecer os managers, os concierges, os serviços, enfim, tudo o que preciso para melhorar profissionalmente. Trabalho + conhecimento + aprimoramento = diversão e crescimento. 

 

suite com terraço

 

 

Agora já cheguei em Firenze, cidade onde montarei base por enquanto, já que as duas festas acontecerão na Toscana, mas essa é uma outra história, que virá em capítulos nos próximos dias. A questão é que vim para cá via Londres, aproveitei para passar um diazinho na cidade que tanto amo, e hoje quero contar sobre o The Berkeley, hotel onde me hospedei lá.

 

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O luxuoso hotel Berkeley London tem encantado clientes com seu estilo clássico e atmosfera acolhedora por mais de cem anos, e não é para menos. Super bem localizado, no coração de Knighstsbridge, tem a Sloane Street na porta e o Hyde Park bem em frente, como um quintal.  Delícia. 

 

Hyde-Park

 

Minha experiência no Berkeley durou menos de 24 horas, mas foi bem intensa. Logo que cheguei já fiz meia hora de uma massagem bárbara que super me salvou do inchaço causado pelo longo voo, ou seja: comecei com o pé direito. O Bamford Haybarn Spa oferece montes de tratamentos, todos eles enraizados na filosofia do uso de produtos orgânicos, de origem natural e que oferecem energia para corpo e mente.  Os tratamentos utilizam produtos puramente botânicos que limpam, protegem, revigoram e foram criados especialmente para o Spa. Tudo de bom.

 

spa reception desk

 

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Em seguida fiz uma sauna úmida, que amo, e corri 9 km na esteira para conhecer a academia que é muito bacana, super equipada, tem personal trainers e tudo o que a gente precisa para malhar ‘comme il faut’.

 

Running machines

 

academia

 

A academia fica na cobertura do hotel, onde também temos, ao ar livre, uma espetacular piscina com vistas panorâmicas de Londres e ainda um solarium bárbaro, cheinho de espreguiçadeiras em meio a um jardim lindo, com muito  verde e muitas flores. Perfeito para tomar aquele solzinho simpático que custa a aparecer na cidade, saboreando um chá, café, água mineral ou suco, tudo cortesia. Um sonho. 

 

Open-air-BER-home

 

 

Bamford-experience

 

 

 

Daí eu fui jantar, né. Saco vazio não para em pé eu eu queria mesmo era comprovar se procedia a excelente fama dos restaurantes do Berkeley. Ô se procede! Escolhi  o Caramel Room, que é atualmente um dos restôs mais chics de Londres para uma refeição tranquila ou um drink.

 

caramel room

 

Além de oferecer opções de menu durante todo o dia, o Caramel Room também serve o premiado chá da tarde “Prêt-à-Portea”.  O Prêt-à-Portea é uma reinterpretação do Berkeley para o tradicionalíssimo five o’clock tea e é completamente inspirado nas coleções de moda atuais. É incrível e obviamente virou um hit entre os fashionistas. Achei fantástico, principalmente o nome! Olha que divertido, criativo, lindo:

 

tea

 

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blog

 

 

Fora o Caramel Room, o Berkeley ainda conta com mais 2 restaurantes e 1 bar super bem conceituados. Como fiquei apenas 1 dia no hotel, não tive a chance de conhecê-los, apenas visitei os ambientes, mas a Catherine, que é responsável por toda a parte de eventos do hotel, me recebeu hiper bem, foi queridíssima, muito atenciosa e me contou tudo sobre eles enquanto guiava minha visita:

 

Koffman’s – restaurante informal no melhor estilo bistrô francês de Pierre Koffman, considerado integrante do crème de la crème dos chefs e uma verdadeira lenda gastronômica. Sua chegada no Berkeley, em 2010, foi anunciada como o ressurgimento da culinária francesa em Londres. Vem causando furor na cidade desde então. Gostei muito do ambiente, discreto, elegante, clean, aconchegante. PRECISO jantar aqui. Talvez na volta, já que meu voo para o Brasil também sai de Londres. :-D

 

koffmans

 

Marcus Wareing – o aclamado chef e o restaurante que leva seu nome oferecem uma culinária super requintada para os hóspedes do Berkeley desde 2008. Seu menu é premiadíssimo, incluindo 2 estrelas Michelin. Bom, vou ter que jantar aqui também, mudem minha volta, providenciem uma noite a mais em Londres no retorno! kkk. 

 

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Blue Bar – Lindo de morrer, todinho azul de acordo com seu nome, design super marcante, lugar bem exclusivo, cultuado, referência em Londres. É famoso pelos seus coquetéis criativos e extensa lista de champagnes vintage. Minha cara, amei. 

 

blu bar

 

Bom, daí eu aproveitei que estava sendo ciceroneada justamente pela chefona dos eventos e perguntei sobre os espaços para casamentos, já que é este o tema da minha viagem e só penso nisso. Descobri que o Berkeley tem várias salas apropriadas para este fim, uma mais bacana que a outra. Olha que coisa mais linda:

 

eventos

 

Tomara que alguma das noivas que a Hiptour está atendendo decida fazer a cerimônia em Londres :-)

 

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Para finalizar essa estadia relâmpago, porém especial, restava-me apenas…dormir. Mas não sem antes dar uma geral nas suites e apartamentos além da minha. Cada um dos quartos que vi tem sua própria personalidade e uma atmosfera de luxo atemporal, todos com detalhes que combinam estilo e qualidade. É disso que gosto. Por exemplo: os banheiros são de mármore italiano, as obras de arte são individualmente selecionadas e os tecidos são tão luxuosos que dá vontade de tocá-los!

 

suite

 

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super suite

 

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Detalhes que merecem ser citados:

 

  • Os apartamentos Balcony King, projetados por Robert Angell, possuem uma vista espetacular e panorâmica da cidade de Londres.

 

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  • Guru do design, a nova-iorquina Alexandra Champalimaud foi responsável pela enorme reforma do salão de festas, e projetou o ambiente discreto e elegante do Caramel Room.

 

  • Todas as manhãs, belos arranjos florais chegam da célebre florista McQueens.

 

  • Todas as tardes no Prêt-à-Portea, as últimas criações das passarelas se tornam doces delicados servidos em um aparelho de chá exclusivo de Paul Smith.

 

  • David Collins foi responsável pelo projeto do Blue Bar, restaurando e incorporando os painéis de madeira projetados por Sir Edwin Lutyens, que recebeu uma homenagem de Collins, com a criação de uma tinta de cor azul royal que batizou de “Lutyen’s Blue”. Ele também foi responsável pelo projeto da sala de jantar e da mesa do chef, no restaurante Marcus Wareing.

 

Estes detalhes, entre tantos outros, fazem toda a diferença e comprovam o fato de que o Berkeley leva sua categoria de 5 estrelas muito a sério e faz tudo para oferecer um serviço de excelência, trabalhando sempre para criar um ambiente tranquilo nas suas dependências, com todo o conforto de um verdadeiro lar.

 

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Adorei. Recomendo a todos e espero voltar muito em breve!

 

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Postado por às 14:49

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Poucos lugares no mundo oferecem um banho de história clássica e impressionante beleza natural em igual medida. A região do Mar Egeu, na Turquia, onde fica a belíssima Bodrum, é um deles. Esta costa é lendária, pois pensem que foi aqui que nasceram os heróis de Homero, era aqui que os antigos gregos consultavam seus oráculos e onde os romanos construíram magníficos templos para honrar seus deuses. Em todos os lugares encontramos lembranças desse passado glorioso, que disputa atenção com um cenário natural espetacular, cheios de baías, florestas de pinheiros e olivais super antigos. E é justamente numa dessas baías, na península de Bodrum que fica o deslumbrante Amanruya, cujo nome vem da palavra em sânscrito para a paz, ‘aman’, com a palavra turca para sonho.

 

Esta é a entrada do Amanruya

Esta é a entrada do Amanruya

 

E o Amanruya faz jus ao nome que ganhou. Trata-se de um top hotel, em uma encosta com vista soberba sobre o mar, cercado pela natureza e localizado na Mandalya Bay, que fica na costa norte de Bodrum, a mais atraente vila costeira da região pois, além de ser famosa por seus locais históricos, ainda tem uma vida noturna super vibrante.

 

A baía onde fica o Amanruya

A baía onde fica o Amanruya

 

O entorno do hotel

O entorno do hotel

 

 

Dá para querem alguma coisa mais da vida? Não, né?

 

Vejam que vista

Não mesmo.

 

Bem, dentre as características típicas da rede Aman, a privacidade dos hóspedes é, sem dúvida, uma das mais marcantes. Todos os seus hotéis ficam localizados em áreas afastadas, o atendimento é impecável, nada invasivo e isso faz deles refúgios perfeitos para quem busca sossego e exclusividade com luxo. Bom, no Amanruya não poderia ser diferente. Quando estive em Marrakech e me hospedei no Amanjena, este detalhe já tinha me chamado a atenção e em Bodrum o padrão se repetiu com excelência.

 

Todas as acomodações, que são verdadeiras casinhas particulares, têm jardins bem espaçosos com pérgula, sofás, espreguiçadeiras, ombrelones e piscinas privativas em mármore, em uma área projetada cuidadosamente para acolher e acalmar. Detalhes como lareiras típicas, mesinha para refeições cama com dossel, banheira com vista para o jardim e belos tapetes locais que dão a cara turca para a decoração aconchegante, completam o clima do lugar. 

 

Entrada da suíte

Entrada da suite

 

Área interna. Muito mármore, muita madeira, tudo super clean e essa vista linda.

Área interna. Muito mármore, muita madeira, tudo super clean e essa vista linda.

Piscininha particular na área da suíte

Piscininha particular na área da suite

 

 

Vejam a minha piscina particular, que espetáculo:

 

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O Amanruya é todo muito gracioso, a começar pela estradinha de árvores que nos leva até ele. Importante dizer que o hotel manda um carro nos buscar no aeroporto, que fica a apenas meia horinha distante. Inspirado pela arquitetura tradicional turca, sua construção foi feita através dos métodos típicos da região, ou seja, o resort “sobe” pela encosta através de uma série de níveis, oferecendo uma variedade de pátios e terraços. Isso cria o ambiente intimista de uma aldeia e ao mesmo tempo proporciona uma sensação de espaço e luxo, muito luxo. O resort combina elementos mediterrâneos e otomanos e seu projeto arquitetônico complementa e respeita a natureza intocada da propriedade que o rodeia. Elementos como luz, sombra, vias estreitas, pátios abertos e fechados, pedras esculpidas, ferragens, mármore e madeira, juntos, formam uma paleta natural, atemporal, com linhas limpas e um toque contemporâneo. Dá para ver bem isso nas fotos. 

 

Detalhes da recepção do Amanruya. Adoro o estilo deles.

Detalhes da recepção do Amanruya. Adoro o estilo deles.

 

Um dos pátios

Um dos pátios

 

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A piscina principal

 

Sobre a gastronomia e restaurantes: a Turquia tem diversos micro climas e isso faz com que a variedade de produtos da terra seja imensas. Daí o pessoal da cozinha do Amanruya pega todas essas maravilhas provenientes das hortas e pomares e combina com os mais frescos frutos do mar locais.  O resultado final são menus sazonais de especialidades turcas e mediterrâneas completíssimos e deliciosos.

 

Refeições ao por do sol.

Refeições ao por do sol.

 

Prove a seleção de Meze (seleção de petiscos locais, servidos como nossos aperitivos) servida com os pães caseiros, que são absolutamente deliciosos e podem vir como uma refeição informal na sua suíte ou um lindo pic nic. Aconselho fazer o pic nic :-)

 

Restaurante da Piscina

Restaurante da Piscina

 

Restaurante do Beach Club

Restaurante do Beach Club

 

O restaurante da piscina é bárbaro e o Beach Club é uma delícia, repleto de árvores e terraços com espreguiçadeiras voltadas para a praia e o píer. Há também um outro restaurante bem especial, com uma vista panorâmica incrível. O Amanruya também conta com uma adega top, e um Wine Lounge que também tem visual espetacular sobre as colinas e a baía. Tudo muito bonito e agradável. 

 

O Beach Club

O Beach Club

 

 

Área interna do restaurante com vista para a fabulosa piscina principal

Área interna do restaurante com vista para a fabulosa piscina principal

 

Wine Lounge

Wine Lounge e seus janelões

 

Outra parte do hotel que chama a atenção é a biblioteca, que é uma torre de três andares, cujo salão localizado no piso superior tem janelas que se abrem de um lado para o mar e do outro para as florestas de pinheiros. Isso tudo recheadíssimo com uma interessante seleção de livros e uma grande variedade de DVDs.

 

A torre da biblioteca. Incrível, né? Fotografei como uma louca, rs.

A torre da biblioteca. Incrível, né?

 

 

Há também uma galeria de arte, que expõe obras diversas. Os dois medalhões decorativos pendurados em seus muros são de pedras brasileiras. Isso sem falar na “carpet gallery”, que mostra lindos tapetes originais. 

 

Art Gallery, com o piso todo em mármore

Art Gallery, com o piso todo em mármore

 

Carpet Gallery

Carpet Gallery

 

A piscina principal, infinita e toda em mármore verde de Antalya é demais. Dá para sentar ali na borda e ficar pra sempre! 

 

Piscina principal e a área do restaurante

Piscina principal e a área do restaurante

 

piscina e área de restaurante

por outro ângulo

 

Em suma, Bodrum é incrível, o Amanruya é uma maravilha e poderia passar dias aqui elogiando tudo. A Bahia que me perdoe mas, atualmente, é a Turquia que não me sai do pensamento ;-)

 

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Postado por às 14:07

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A Tailândia é o máximo e nisso todos nós concordamos, certo? Sua história, sua cultura fascinante, as tradições religiosas, a gastronomia de sabores ultra típicos, as belíssimas praias e paisagens de tirar o fôlego, além de uma boa dose de badalação são algumas das características que fazem nossos olhos brilhar só de pensar em visitar o país. 

 

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Mas o que muita gente descobre chegando lá, é que o maior tesouro da Tailândia é, de fato, o seu povo. O sorriso no rosto é marca registrada da população, tão simpática e feliz que nem precisa fazer algum tipo de esforço para deixar sua marca no coração de cada turista. E quer saber? Não precisam, mas mesmo assim, fazem!

 

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Não há ser vivo que eu conheça que tenha passado pela Tailândia sem me comentar sobre o carinho e amabilidade com que foi recebido por lá. Taí uma vivência que realmente não tem preço que pague.

 

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Fazer com que o mundo inteiro se apaixone por todo um país dando como moeda de troca simplesmente sorrisos é um trunfo e tanto, não? A primeira impressão é realmente a que fica, e a que a Tailândia nos dá é a melhor dentre todas! Por isso que é um dos destinos mais queridos do planeta. 

 

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Agora vejam este vídeo MARA que traduz, em menos de 2 minutos, a plenitude do sentimento de amor que toma a todos que por lá passam. É a síntese perfeita da Tailândia:

 

  

 

 

Não importa se é a primeira ou a vigésima visita, o “país dos sorrisos” vai sempre nos pegar de jeito. Essa tal de “thainess” é tudo na vida mesmo, viu? 

 

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Bora ser feliz na Tailândia, gente! Mais alguns thai-smiles para a gente se inspirar:

 

 

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thai smile7

 

 

thai smile5 

 

thai3

 

thai2

 

thai1

 

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thai smile

 

 Demais, né? 

Postado por às 11:58

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Estive pela Turquia recentemente e tudo o que tenho a dizer é que as coisas por lá são absolutamente maravilhosas. Como eu amei este país, quanta beleza, quanta cultura. Istambul é uma capital única, me deu vontade de morar ali, juro. Me senti uma adolescente viajando, que chega em uma cidade fantástica, se deslumbra e volta para casa dizendo que é naquele lugar que vai viver. Bodrum, na beira do Mar Egeu, é uma cidadezinha pra lá de charmosa e realmente merece o apelido de “St. Tropez da Turquia”. Fiquei encantada.

 

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E a Cappadocia, que foi minha última parada na Turquia e tema deste post, é de fato um lugar mágico, curioso, intrigante e belíssimo, cujas paisagens mais parecem um pedaço da lua na terra! Suas formações rochosas moldadas pela ação do tempo são incríveis e me fizeram ficar boquiaberta.

 

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A Cappadocia foi uma importante província do Império Romano e os antigos povos que viveram por lá construíram, nas encostas das montanhas, casas esculpidas na rocha, coladinhas umas nas outras, dando a ilusão de um gigantesco formigueiro. É uma loucura. Para completar, eles ergueram cidades completas embaixo da terra também, como forma de proteção contra ataques de inimigos, ou seja: são muitas e muitas cavernas e eu estou contando tudo isso para vocês justamente porque me hospedei em um autêntico hotel caverna e me apaixonei loucamente pela ideia, claro.

 

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O Argos in Cappadocia é, além de interessante e luxuoso, um hotel boutique muito cool, que excede as expectativas dos viajantes mais exigentes do mundo. Digo isso porque eu mesma sou uma viajante muito exigente, ossos do ofício, e achei suas instalações, os serviços exclusivos e a renomada hospitalidade turca simplesmente o máximo. Suas acomodações combinam o luxo moderno com túneis históricos e cavernas que foram cuidadosamente restauradas, e o resultado de tudo isso é bárbaro. Lindo, descolado, curioso e muito romântico. Sofisticação em cavernas é demais, né gente? Vejam nas fotos abaixo o style do hotel:

 

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O Argos fica no alto da aldeia de Uchisar, bem no coração da Cappadoccia. Está situado em um antigo mosteiro – que foi todo renovado – e todos os ambientes são interligados por túneis subterrâneos. Se hospedar lá é celebrar a tradição de habitar as cavernas da região e tudo é super bem decorado, cheio de tapetes antigos e peças bem típicas. Nas áreas externas, a beleza fica por conta dos exuberantes jardins e terraços banhados pelo sol, de onde temos vistas vistas panorâmicas que se estendem desde o sopé de Uçhisar Fortress até o Güvercinlik Valley e o majestoso Mount Erciyes. Vocês não imaginam a beleza que é o fim do dia  visto dali. 

 

 

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Sobre as acomodações, a top das tops no Argos são as Splendid Suites, que podem ter 1 ou 2 quartos e chegam a 1000m² de área (ui) com piscina privativa, vistas magníficas, terraços e nichos que se abrem para pátios públicos e ambientes totalmente esculpidos em rochas vivas.  Inacreditável. As demais suítes também têm piscinas, lareiras e não ficam nada atrás das Splendids. Não interessa em qual delas você fique, te garanto que a surpresa será boa. Detalhe: não há TVs em nenhum dos quartos, hein! No Argos a televisão fica na área comum e é coletiva. Mas gente, só faltava alguém, no meio da Cappadocia, ficar procurando a Globo Internacional para assistir Zorra Total no sábado à noite, né? Nem pensar. 

 

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Vejam os detalhes da parede esculpida na rocha

 

Uma das suítes com sua piscina

Uma das suítes com sua piscina

 

Estão vendo esta piscina?

Estão vendo esta piscina?

 

 

É dessa suite aqui. Não é demais?

É dessa suite aqui. Não é demais?

 

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Suite com lareirinha super aconchegante. Prestem atenção à decoração, ao estilo.

 

A tal TV coletiva. Só sentei em frente a ela porque era jogo do Brasil na Copa.

A tal TV coletiva. Só sentei em frente a ela porque era jogo do Brasil na Copa.

 

Programa bom mesmo é sentar no restaurante Seki, que serve refeições ao ar livre com vista para o vale. A culinária é regional turca e internacional e todas as ervas fresca e vegetais são colhidos ali mesmo, diretamente do jardim do restô. Aliás, aconselho visitar o jardim e escolher pessoalmente os temperos e ingredientes do seu prato ;-) . O Seki Lounge também é delicioso, tem um terraço com vista, e lá é possível pedir petiscos, drinks e provar o vinho Cappadocia, produzido no local. 

 

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Falando em vinho, lá no fundo das cavernas do Argos há a adega Seki, que oferece vinhos da casa selecionados, vinhos doces de diversos produtores de toda a Turquia, além, é claro, de vinhos de classe mundial que refletem o caráter da Cappadoccia. Experimente alguns dos melhores vinhos da região da Anatólia e participe de degustações enquanto aproveita a aura da atmosfera mística da adega. Vai por mim. 

 

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O Argos tem ainda uma sala de concertos, a sala Bezirhane, que muito antigamente fazia parte de um antigo mosteiro e, na sequência, ainda foi transformada em uma fábrica de óleo de linhaça. São dois ambientes conectados com com cúpulas originais, grandes lareiras e excelente acústica. A instalação é algo de outro mundo: tem mais de 26 metros de altura, com paredes de pedra gigantes e pilares majestosos. Perfeito para realizar um casamento, por exemplo. 

 

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Em suma, o hotel é bárbaro e eu recomendo muito a todos uma temporada lá. E estando no Argos, não deixe de visitar atrações únicas da Cappadocia como o Museu ao ar livre Goreme, que é Patrimônio Mundial da UNESCO, com 30 igrejas antigas, capelas e afrescos; as cidades subterrâneas de Kaymakli e Derinkuyu; o Castelo de Uchisar, com suas lindas vistas; os Vales Zelve e Ihlara; os Montes Erciyes, Hasan e Gullu, três vulcões que, 60 milhões de anos atrás, entraram em erupção e formaram a pedra vulcânica da Cappadoccia; o Vale Pigeon, com seu penhasco esculpido cheio de pombais; as adegas subterrâneas; e os centros de artesanato, onde encontramos tapetes e jóias incríveis.

 

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Faça esportes ao ar livre, pois a paisagem convida, e não deixe de marcar o famoso passeio de balão! 

 

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Postado por às 14:40

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