Oie! Hoje vou contar sobre a absolutamente incrível viagem que fiz ao Peru. Quem acompanhou pelo Instagram já teve uma amostra de como estes dias foram bárbaros mas, só para explicar logo de cara quão maravilhosa foi esta minha experiência, apenas digo que fiz uma trilha, chamada Lares, que é paralela à Trilha Inca Original e à trilha Salkantay, ou seja: fui à pé para Machu Picchu numa jornada de 5 dias, em altitudes que variavam sempre entre os 2000 e 4000 metros acima do nível do mar, gente! Esta foi a primeira saída para esta trilha com seu lodges prontos, então posso dizer que eu e o grupo top que me acompanhou nessa aventura fizemos a viagem inaugural deste programa, intercalando caminhadas super extensas com hospedagens MARA, nos tais lodges novinhos em folha. Foi uma honra e um aprendizado. Inaugurar um roteiro é puro luxo, vamos combinar.  

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

Durante a viagem, tive a oportunidade de  explorar o Vale de Urubamba, o famoso “ Vale Sagrado dos Incas”, e o espetacular sítio arqueológico de Machu Picchu. Tudo isso combinado com a caminhada na região de Lares, um dos lugares menos visitados e menos populosos ao norte de Cusco, conhecido por sua atmosfera rural, seus artesãos de tear com suas roupas coloridíssimas e seus rebanhos de alpacas e de lhamas – um pedacinho da autêntica vida peruana.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

As caminhadas diárias me levaram a lugares super remotos, onde fiquei cara a cara com cascatas, picos nevados, lagos glaciais e magníficos condores planando. Um absurdo de lindo. Estes trajetos também me deram a chance de visitar as pequenas comunidades andinas onde o estilo de vida permanece imutável há séculos.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

Conheci o trabalho impressionante dos artesãos de tear manual, os camponeses….dei um verdadeiro mergulho no passado! Isso tudo, meus amigos, com todo os conforto dos lodges que me alojaram com todo o luxo ao final de cada dia, depois de cada etapa cumprida para o merecido e necessário descanso. Imaginem como é pesado caminhar de 6 a 8 horas por dia… importante dizer que cada aventura é programada de acordo com a capacidade individual dos viajantes, então há trilhas com diferentes níveis de dificuldade. É possível optar por fazer uma parte a pé e outra de carro, caminhadas reduzidas, enfim: são super cuidadosos com os viajantes. Todo e qualquer movimento nas trilhas é acompanhado por guias mega experientes que, além de nos orientar, compartilham todo seu vasto conhecimento sobre história natural, cultura e tradições locais. Cada dia é uma aula, gente, com infinitamente mais informações do as que poderíamos encontrar em qualquer livro de história, qualquer guia de viagem, qualquer Google. Demais.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

Como eu já disse, fiz o itinerário de 5 dias, que inclui os mais expressivos sítios Incas do vale sagrado e as melhores trilhas da região de Lares mas, para quem tem mais tempo e quer uma aventura mais completa, há também a opção que dura 7 dias. Tanto um como outro oferecem visitas aos incríveis sítios Inca de Pisac, com suas notáveis estruturas de pedras; de Ollantaytambo, onde o líder rebelde Inca MancoInca derrotou os espanhóis em batalha; e da incomparável Machu Picchu, glória do império Inca e maravilha arqueológica da América do Sul.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

Bem, tudo começou em Cusco, onde cheguei e fiquei por 2 dias para me adaptar à altitude. Essa parte não é nada fácil, viu? Confesso que sofri bastante mas mastigar folhas de coca, tomar seu chá, muita água e uma alimentação leve ajudam bastante. O grupo que foi comigo era de 19 pessoas no total e maior parte dele era formada por operadores e agências de turismo. A tchurma dos “desbravadores peruanos” ainda contou com a presença da Gabriela Pugliesi, Didi Wagner e seu marido, Fred. Time nota mil, a integração entre todos foi ótima!

  

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Foto de Guilherme Padilha

 

Em Cusco fiquei no hotel El Mercado, que tem ótima localização e um custo beneficio top. O dono deste hotel, Henrique, é também proprietário dos lodges onde nos hospedamos durante a trilha e adorei conhecê-lo pois me encantou ver seu comprometimento e envolvimento com as comunidades locais. visitamos alguns sítios arqueológicos em Cusco e demos uma volta na praça. Já nestes primeiros dias fiz minha primeira constatação: como a natureza é generosa com o Peru! Se nos primeiros dias eu já estava de queixo caído, imaginem só como fiquei ansiosa pelo resto da viagem! Eu sabia o que me aguardava.

 

 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

 

A partir dai foi que a trilha começou de fato. Neste primeiro dia ‘hardcore’ saímos cedinho de Cusco num carro em direção ao Vale Urubamba, o “Vale Sagrado dos Incas”. Passamos por Pisac e pelo vilarejo de Qoya, que já está a 2900 m de altitude. Depois deste trajeto motorizado, que durou mais ou menos 1 hora e meia, chegamos à comunidade de AyarCancha, onde começamos a caminhada numa altura de 3800 metros! Subimos montanha por duas horas até chegarmos ao desfiladeiro de Challwacassa, a 4250 metros de altitude. Juro, achei que fosse morrer, kkkk, mas o cansaço logo deu lugar ao encantamento que senti observando as lindas vistas dos picos das cordilheiras de Vilcanota e Vilcabamba e, mais ao longe, dos gigantes picos nevados de Ausangate e Salcantay. Que visual!

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

 

Como tudo o que sobe, desce, seguimos então montanha abaixo até a comunidade de Viacha, a 3900 metros, onde paramos para um almoço gourmet. Depois de um merecido descanso, pegamos uma trilha Inca restaurada, que leva até o impressionante sítio arqueológico de Pisac, a 3200 metros, que domina todo o vale. As encostas mais baixas das montanhas exibem terraços para plantio e sistemas de irrigação impressionantes, que datam dos tempos Inca.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

Depois de um passeio de exploração nas ruínas, continuamos descendo por uma hora, até a pitoresca aldeia de Pisac, a 2972 metros, lugar super conhecido por seu colorido mercado de produtos artesanais. Dali, seguimos de carro até a cidade de Lamay (2941 metros), onde passamos a noite num lodge bem confortável, que ainda estava meio em obras mas assim mesmo era maravilhoso. O legal é que membros da comunidade trabalham lá. É o tal envolvimento do Henrique e seu irmão com as comunidades locais. Bem bacana. Neste primeiro dia foram 6 horas de caminhada (ui), mas é aquilo que já falei: há diferentes níveis de dificuldade e se alguém preferir algo mais leve há a possibilidade de adaptar a divisão carro/trilha em cada etapa. Andei 6 horas porque tenho um super condicionamento e sou metida, kkk. 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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No segundo dia fizemos a caminhada de Quiswarani até Huacawasi, uma das mais belas trilhas da região de Cusco! Saímos de Lamay bem cedo, e fomos de carro numa viagem de belas paisagens por 2 horas até Lares, região norte do Vale Sagrado. Ao deixarmos a estrada principal, logo chegamos à singular aldeia de Quiswarani, que fica a singelos 3.829 metros, onde começamos a andar. A trilha seguiu vale acima, onde logo demos de cara com lagos e rebanhos de alpacas pastando. Seguimos caminhando e subindo por umas 3 horas até o desfiladeiro de AbraHuchuyccasa, a 4.414 metros de altitude.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

Duro, viu? Mas lá do alto…vocês não imaginam como são incríveis as paisagens das cordilheiras de montanhas ao longe e os maravilhosos lagos azuis turquesa. Em Cuncani passamos por muitos campos e casinhas de camponeses descendentes do Incas que mantém seu tradicional estilo de vida e seguem cultivando uma grande variedade de batatas que produzem durante o ano inteiro, além de ainda usarem as lhamas para transporte, e as alpacas, para alimentação e vestimenta. Fofíssimos. 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Daí é aquela história, né? Subiu, tem que descer, não há outro jeito! Então, a partir dos 4387 metros do desfiladeiro de Phoñaccasa, seguimos até o lago de Qeywagocha para um almoço tranquilo. Terminamos a caminhada na aldeia de Qelgena (3.647 m), onde nosso carro nos resgatou após 8 horas de caminhada e nos levou até a aldeia de Huacawasi (3.800 m), onde tivemos um encontro cultural único com as pessoas da comunidade local. Passamos a noite no lodge de Huacawasi, que já está bem completo. A-do-rei a estadia lá e gostei mais ainda de saber que a comunidade participa como sócia em 25% do lodge. Top. 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Huacawasi é uma famosa aldeia de artesãos de tear, onde os homens ainda vestem os tradicionais ponchos coloridos, e as mulheres usam saias feitas à mão e chapéus decorados. Nosso terceiro dia de trilhas partiu de lá e, ao passar pela aldeia, mergulhamos na vida cotidiana da comunidade, observamos as mulheres trabalhando nos teares, e vimos cenas impagáveis, como as crianças indo para a escola.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Sorria! Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

Engatamos uma caminhada de 2 horas e meia montanha acima até o topo do desfiladeiro de Ipsaycocha (4.442 m), de onde o visual é magnífico. Durante o trajeto encontramos os habitantes locais se deslocando de aldeia em aldeia, levando suas mercadorias e rebanhos de animais. Esse tipo de integração é sempre muito interessante.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

Adivinhem o que fizemos chegando lá em cima? Sim, descemos até os 4292 metros de altitude do lago Ipsaycocha, onde nos maravilhamos com os condores circulando livremente no céu enquanto aproveitamos o almoço. Continuamos numa descida até a aldeia de Patacancha (3.848 m), onde embarcamos no carro que nos levou até a cidade Inca de Ollantaytambo, a 2.792 m, no Vale Sagrado. Nesse dia participamos de um batizado de uma criancinha Inca e isso foi muito especial. Após mais de 6 horas de caminhada eu simplesmente capotei no hotel. 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

Depois de todos esses dias andando como loucos, fizemos um programa um pouco mais light. Visitamos Ollantaytambo, que ostenta um sítio arqueológico impressionante e a bem preservada estrutura desta cidade, que já foi uma capital Inca. O local era propriedade do imperador Pachacutec, conquistador da região, que construiu a cidade e o centro de cerimônias. Ollantaytambo data do século 15 e apresenta algumas das moradas de ocupação contínua mais antigas da América do Sul. As ruínas são impressionantes!

 

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Depois do almoço, chegou a hora mais esperada por mim: pegamos nosso trem até Aguas Calientes, ou seja, estávamos indo para [tcharããã] Machu Picchu! Ficamos hospedados no maravilhoso Inkaterra Pueblo Hotel. 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

O quinto dia de exploração foi bárbaro. Saímos cedíssimo do hotel e pegamos o ônibus que leva ao santuário de Machu Picchu. A viagem é super tranquila, leva apenas meia horinha e, chegando lá, tudo o que eu consegui dizer e pensar foi “UAUUUU!” 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

É difícil verbalizar o impacto que Machu Picchu causou em mim, sério. Durante a visita às ruínas senti de verdade a curiosidade despertada naturalmente em torno da clássica pergunta “como essas construções chegaram até o topo da montanha”? Pois é. Resumindo, digo que ver de perto os mistérios do lugar e fazer descobertas sobre o povo Inca e sua cultura fizeram desta viagem uma experiência pra lá de engrandecedora. A imensa capacidade daquela sociedade é facilmente notada através da impressionante a disposição dos prédios e dos inúmeros terraços para agricultura. Depois de explorar a ruínas, subimos a ultra master íngreme escada Inca de Huayana Picchu. A caminhada dura umas 2 horas e é absurdamente desafiadora. Imagina um caminho VERTICAL. Pois é. Mas, lá de cima, a vista de Machu Picchu e das cordilheiras faz valer cada passo. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a história inca, tudo isso foi super planejado justamente para a passagem do Deus Sol. Demais gente. Ver isso de perto foi algo incrível. Bem, e se a subida de Huayana Picchu pode ser classificada como loucura, a descida é praticamente um suicídio, kkkk. Trancos e barrancos literalmente. Quem foi que disse que “para baixo todo santo ajuda”, hein? Esse cara certamente não desceu Huayana Picchu, certeza!

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

Vocês acreditam que perdi 3 kg em 5 dias? Juro.

 

Depois deste gran finale com emoção, retornamos à Cusco e passamos a última noite no deslumbrante hotel Sol y Luna. Gostei tanto que vou escrever um post inteirinho só para ele. Fechou com chave de ouro nossa inesquecível aventura. 

 

Finalizando, só sei que absolutamente tudo acrescentou. O contato com o povo, as caminhadas com subidas e descidas por horas a fio, a consciência de saber que para fazer uma trilha dura como as que encaramos, basta querer. A natureza esplendorosa do Peru, tudo o que aprendi sobre turismo de aventura com os top agentes e operadores que viajaram comigo e, como disse uma das minhas companheiras, o “consumo de cultura” que vivemos. 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

Foi, sem dúvida, uma das melhores viagem da minha vida!


 

Importante saber:

1 – Você sabia que a maioria das voos internacionais chega em Lima ou tarde da noite (23 hs) ou bem cedo de manhã (5 hs), e que os voos de conexão a Cusco saem a partir das 6 hs? Passar uma noite num hotel em Lima, mesmo que por poucas horas, pode ser uma excelente idéia para descansar um pouco e iniciar a viagem tinindo. 

 

2 – É sempre recomendável passar pelo menos 2 noites em Cusco para se adaptar às altitudes antes de começar as trilhas. Se seu plano de viagem permitir este período, não pense duas vezes! Mesmo porque explorar Cusco é bem bacana.  

 

3 – Para quem quer conhecer outros lugares no Peru, a hora é essa! As programações extra são bem variadas e incluem opções bárbaras como visitar as coloridas comunidades que vivem em volta do Lago Titicaca (o mais alto lago navegável do mundo), se aventurar na exuberante selva amazônica peruana, ou visitar o cânion de Colca, com suas incríveis alturas, terraços Inca e condores.

 

4 – Vale muito a pena se preparar fisicamente antes de ir. Eu fiz isso e afirmo que me ajudou bastante. Foquem nos exercícios cardio-vasculares e controlem a dieta. Esteira, parque, piscina, bike…escolham como pretendem preparar o corpitcho para as caminhadas! E continuem aplicados depois da viagem, né? Boa alimentação, exercícios moderados e canja de galinha não fazem mal a ninguém ;-)

 

5 – O que levar? Pouca bagagem, mas itens “certos”:

Mochila esportiva, Botas de caminhada em trilha já usadas por você (tênis não são apropriados e é super indicado já ter botas “amaciadas”), casaco e calça impermeáveis, capa impermeável, luvas, roupas lever para as caminhadas, camisetas de dryfit, jaqueta de frio, chinelos (tem que descansar os pés, né!), o combo master chapéu/boné/óculos escuros/protetor/repelente, binóculos, luz de cabeça, muitas meias confortáveis, garrafinha para água, bastão para caminhadas, roupas confortáveis para usar à noite, maiô/biquini (há piscinas!), e o mais importante: câmeras com muito espaço livre e carregadores!

 

 

 

Postado por às 14:39

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Hoje vou falar sobre como minha super amiga Maria Fernanda Kuntgen transformou sua última viagem de trabalho em uma experiência bacanérrima pela Europa e Ásia. A Mafê viaja muito – ela é uma daquelas pessoas irritantes que sempre postam fotos em lugares ensolarados e paradisíacos enquanto estamos presos no trânsito da Marginal Pinheiros, kkkk – e isso faz dela uma ótima fonte de dicas. Então vou reproduzir aqui o roteiro que ela fez, com as indicações de hotéis e #traveltips bacanas de cada lugar.

 

Como o destino da Mafê era a Ásia, ela optou por fazer a conexão em Amsterdam. Bela escolha, acho esta umas das cidades mais agradáveis de toda a Europa, e a Mafê soube aproveitar muito bem a rápida estadia. Foram apenas 2 dias, mas ela caprichou na escolha do hotel e optou pelo lendário Hotel De L’Europe, que fica nas margens do Rio Amstel, bem no coração histórico de Amsterdam, ou seja: independente de quanto tempo você passe lá, ficar no De L’Europe faz com que seja praticamente impossível não participar da cidade e viver suas riquezas culturais. É um verdadeiro tesouro icônico do século 19, com design atemporal, ambiente intimista e serviço irretocável. Muito elegante e, principalmente, muito bem localizado. Ela recomenda de olhos fechados e, como as recomendações da Mafê são sempre deusas, eu assino embaixo!

 

Hotel De L'Europe

Hotel De L’Europe

 

Mafê de bike por Amsterdam

Mafê de bike por Amsterdam

 

E Mafê pelos canais de Amsterdam

E Mafê pelos canais de Amsterdam

 

Bem, depois da passagem relâmpago por Amsterdam, Mafê embarcou para Kuala Lumpur, capital e maior cidade da Malásia. Aqui ela ficou no Mandarin Oriental e me contou que, apesar de o hotel não ter passado por nenhuma reforma recente, ostenta todas as características típicas da rede Mandarin, uma das melhores do mundo e da qual sou fã absoluta. Essas tais características comuns aos Mandarins são uma espécie de assinatura de estilo da rede e se traduzem através de localizações privilegiadas, vistas incríveis, e os mega janelões do chão ao teto em todos os ambientes porque, afinal de contas, se a vista é incrível, temos que desfrutar dela, certo?

 

Mafê e a Torres Petronas

Mafê e a Torres Petronas

 

O Mandarin é o edifício à esquerda das torres. Bem localizado é apelido.

O Mandarin é o edifício à esquerda das torres. Bem localizado é apelido.

 

Estes detalhes são como que uma impressão digital da marca e estão presentes em todos os hotéis Mandarin (deem uma olhadinha no Mandarin de NYC, sobre o qual já falei aqui!). Portanto, não foi surpresa nenhuma ouvir da Mafê que o Mandarin de Kuala Lumpur é extremamente bem localizado tanto para quem está na cidade a passeio quanto a trabalho. Segundo ela, o hotel, que fica no City Centre,  está “a 3 minutos de caminhada” do Convention Centre, onde acontecem as feiras e convenções (importante lembrar que Mafê estava lá a trabalho, então pôde constatar isso pessoalmente).

 

Piscina do Mandarin

Piscina do Mandarin – notaram o reflexo das Petronas ali no prédio em frente?

 

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Ao mesmo tempo, o Mandarin está plantado, literalmente, entre os lindos jardins do City Centre Park e as Torres Petronas, cartão postal super célebre de Kuala Lumpur. O visual é incrível. Para completar, o Shopping Suria, bárbaro, que tem todas as melhores marcas do mundo, também fica ali, coladinho ao Mandarin. O hotel tem vistas muitos bacanas para a cidade e a Mafê achou especial o visual que a academia – super completa, equipadíssima – tem por sobre o parque. 

 

Corridinha no "quintal" do hotel, o City Centre Park

Corridinha no “quintal” do hotel, o City Centre Park

 

Sua próxima parada foi Hong Kong, na China, cidade conhecida pelo seu skyline repleto de arranha céus e por ser uma das áreas mais densamente povoadas do mundo! A Mafê ficou impressionada desde o momento em que pisou no imenso aeroporto. Dica super importante: tenha sempre os endereços de seu interesse, principalmente o do hotel, anotados em um papel. A maioria dos taxistas não fala inglês e tentar se fazer entender pode ser um problemão. Imagine você tentando explicar seu destino e o motorista te olhando com cara de paisagem? Se perder em Hong Kong não deve ser o programa mais agradável do  mundo, hein? 

 

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Hong Kong by night vista do Peak Tram, bondinho que leva até o topo de Victoria Peak. De lá, o panorama da cidade é de encher os olhos. Mafê indica iniciar a subida bem no final da tarde. Assim é possível observar o sunset e o skyline iluminado.

 

Essa foto foi tirada no Restaurante Acqua, considerado o restaurante com a mais bela vista do mundo! Fica localizado na cobertura à cobertura do One Peking Building, em Tsim Sha Tsui, distrito moderno, comercial e agitadíssimo de Kowloon, parte continental de Hong Kong.

Essa foto foi tirada no Restaurante Acqua, considerado o restaurante com a mais bela vista do mundo! Fica localizado na cobertura do One Peking Building, em Tsim Sha Tsui, distrito moderno, comercial e agitadíssimo de Kowloon, parte continental de Hong Kong.

 

Mais uma da vista do Acqua

Mais uma da vista do Acqua

 

Bom, como em time que está ganhando não se mexe, Mafê repetiu a fórmula do sucesso e se hospedou novamente em um Mandarin Oriental. Ela achou a unidade de Hong Kong excelente e super bem localizada, o que é padrão dos Mandarins, como eu já comentei. Este hotel tem uma piscina coberta MARA, que ela adorou, bem como a academia, equipada com os melhores aparelhos e todos os apetrechos imagináveis. No Mandarin de Hong Kong a Mafê destacou os restaurantes e o nível do atendimento, impecável. Enfatizou que o café da manhã servido por eles foi um dos melhores que já viu e saboreou. Adoooro café da manhã caprichado a ponto de chamar a atenção. Me empolga e diz muito sobre o hotel. 

 

A academia TOP do Mandarin de Hong Kong...

A academia TOP do Mandarin de Hong Kong…

 

...e sua piscina coberta, bárbara.

…e sua piscina coberta, bárbara.

 

Foi em Hong Kong que surgiu a tão esperada brechinha na agenda da Mafê e ela não pensou duas vezes: foi visitar o grande Buda e ficou maravilhada. O Tia Tan Buddha é a maior estátua de Buda sentado ao ar livre da Ásia. Fica na ilha de Lantau e é uma das mais importantes atrações de Hong Kong. A outra é o templo budista Po Lin Monastery, que fica ali do ladinho do Buda, ou seja: você faz um passeio e conhece dois pontos chave da cidade. Show. Isso sem falar no trajeto, que é um espetáculo à parte. 

 

O magnífico templo budista Po Lin Monastery

O magnífico templo budista Po Lin Monastery

 

Mafê lááá em cima, aguardando o teleférico

Mafê láááá em cima, DENTRO da Crystal Cabin. Dá ara acreditar que ela já está no teleférico?

 

 

Olha lá o Grande Buda

Olha lá o Grande Buda

 

É o seguinte: dá para chegar até lá de metrô, de ônibus ou de táxi, ok. Mas esqueça essas opções e pegue o teleférico Ngong Ping 360. É TUDO na vida.  Segundo a Mafê, esta é a parte mais impactante do passeio. Deus me livre de dizer que o grande Buda sentado não faz nossos corações baterem mais forte, mas gente: a vista lá de cima é bárbara, o piso panorâmico (existe piso panorâmico? kkk, não inventa Silvana, o nome correto é Crystal Cabin!) é demais e a experiência é íncrível, vamos combinar. A Mafê viajou numa Crystal Cabin, mas há outras opções, como a Standard Cabin, mais em conta, mas também com a vista deusa de 360°, e as Private Cabins, para um passeio super exclusivo. Este é o teleférico mais longo de toda a Ásia, percorrendo quase 6km num passeio de 25 minutos.

 

A Crystal Cabin da Mafê. Demais, né?

A Crystal Cabin da Mafê. Demais, né?

 

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Mafê diz que, mesmo que haja filas imensas para embarcar no teleférico, você deve insistir, jamais desistir! Vai valer a pena, pode acreditar. A dica master dela é: “vá de manhã cedinho/final da tarde ou compre online o ticket que dá direito a prioridade no embarque”. Anotadíssimo.

 

Desembarcando do teleférico, você chegará ao Grande Buda em poucos minutos de caminhada. A estátua tem 34 metros de altura e simboliza a harmonia do homem com a natureza. A mão direita elevada representa a sua benção a todos os visitantes. Subir os 200 degraus que nos deixam pertinho do Grande Buda é para quem tem fôlego, mas, como todo esforço tem sua compensação, lá do alto é possível avistar o Mar da China e até a cidade de Macau em dias claros! Claro que vale a pena, né? 

 

Mafê e o Grande Buda. Claro que ela subiu a escadaria!

Mafê e o Grande Buda

 

Obrigada, linda Mafê! Sua dicas vieram, como sempre, tinindo!

 

Postado por às 15:00

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Quem é fã de Harry Potter precisa ver essa: o Hotel Georgian House, um Bed and Breakfast Boutique super charmosinho no centro de Londres, acabou de inaugurar seus quartos temáticos totalmente baseados nos aposentos de Hogwarts! Não é bárbaro?

 

 

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Os “Wizard Chambers” têm todas as características dos cômodos da escola de bruxaria, como as camas de dossel típicas, mesas de estudo, garrafas de poções, livros de feitiços e até caldeirões! Apesar de serem super peculiares, os quartos são bem aconchegantes e a estadia inclui English Breakfast.

 

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O Georgian House avisa que os hóspedes não precisam se preocupar, pois eles não vão servir nenhum tipo de banquete macabro para os hóspedes dos Wizard Chambers, hahaha adorei!

 

 

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Para vocês terem uma ideia de valores, segundo o site do Georgian, a diária de um Wizard Chambers para 2 pessoas com café da manhã custa a partir de £ 209. O quarto menor acomoda até 3 pessoas e o maior pode receber 5 hóspedes. Mas a brincadeira não para por aqui. O hotel ainda oferece um pacotinho turístico que inclui um passeio em ônibus temático aos estúdios Warner Bros, com visitas aos cenários do castelo e alguns pontos da cidade cenográfica utilizada nos filmes. Eles também levam o povo a um restaurante que vende as famosas Cervejas Amanteigadas e para dar uma volta pelo Beco Diagonal.

 

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Achei muito bacana.

 

Bem, como eu disse, o Georgian é um B&B classificado com 4 estrelas, tem um serviço pra lá de acolhedor e está na ativa desde 1851. Fica bem perto da Victoria Station e tem acesso super fácil para toda a cidade. 

 

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Postado por às 15:31

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Recentemente contei para vocês sobre minha estadia no delicioso Tivoli Ecoresort, lembram? Bom, dentre os incontáveis pontos positivos do hotel está sua localização: a Praia do Forte.

 

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A Praia do Forte fica na Costa dos Coqueiros, litoral norte da Bahia, a apenas 56 km do Aeroporto Internacional de Salvador. É um antigo vilarejo de pescadores super charmoso que conta com uma excelente infraestrutura para os visitantes. Sua rede hoteleira é excelente e oferece, além dos resorts top, como o Tivoli, mais uma série de hotéis e pousadas bem bacanas, ou seja: não tem desculpa para não ir até lá e conhecer esse lugar simpaticíssimo na costa baiana. Bem, “simpaticíssimo” e “Bahia” é quase que uma redundância, vamos combinar, mas importa mesmo é que eu ameiiii a Praia do Forte e hoje vou dar alguns detalhezinhos da vila para vocês.

 

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A parte boa de visitar cidades pequeninas é que, mesmo que sua passagem seja relâmpago, é possível entrar no clima do lugar e conhecê-lo relativamente bem. Foi exatamente isso que aconteceu comigo e, em apenas 2 dias, tive a chance de bater perna pela vila o suficiente para sentir a energia da Praia do Forte. É muito legal ver uma cidadezinha que, além de contar com localização privilegiada e ter tantos bons hotéis, ainda nos oferece gastronomia da melhor qualidade, lojas bacanudas, história e cultura marcantes e a chance de fazermos passeios ecológicos e muitos esportes radicais. Não tem erro, agrada todo mundo!

 

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Ali encontramos uma mistura perfeita de lindas praias, piscinas naturais, coqueirais, lagoas, cachoeiras, trilhas e reservas ecológicas com belas lojas, cafés, bares e restaurantes. Uma delícia, dá para encher dias e mais dias com programações diversas.

 

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A Vila dos Pescadores, super descolada, é o coração da Praia do Forte. O lugar é realmente especial e seu charme vem, principalmente, da combinação entre o rústico e o sofisticado num clima de verão eterno que encanta qualquer mortal. Super agradável circular pelas ruazinhas – onde não há trafego de carros – tomar um drink, escolher um lugarzinho para jantar e depois emendar uma baladinha da boa, porque vocês nem imaginam como a vida noturna da Praia do Forte é animada! O Bar do Souza que o diga! Sabe aquele mix de música com gente bonita pela rua que vai até de madrugada? Pois é.

 

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Importante dizer que são muitas e muitas opções de bares e restaurantes, todos servindo comidinhas que dão água na boca, e não estou falando apenas de culinária baiana de primeira linha, viu? Ali a gente encontra também restaurantes franceses, italianos, japas…andando pela Alameda do Sol você vai dar de cara com todos eles. 

 

Duas construções históricas super importantes estão na Vila: a Capela de São Francisco de Assis, que é também um dos mais famosos cartões postais da Praia do Forte, onde acontece a grande festa de Réveillon todo ano, e o Castelo Garcia D´Ávila, que foi uma das primeiras fortificações brasileiras e ostenta até hoje suas características medievais. Seu lema é ” um castelo medieval em pleno paraíso tropical” – adorei! Dá para chegar até lá de bike pela ciclovia que liga a Vila ao sítio arqueológico e vale a pena programar a visita para o final da tarde. O por do sol é bárbaro. 

 

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As praias, tipicamente baianas, com águas quentes e calmas, muitas piscinas naturais, areia branquinha e vastos coqueirais, são a grande atração, sem dúvida. Como eu estava hospedada no Tivoli e passei só o final de semana por lá, acabei conhecendo apenas a praia do EcoResort, mas soube que a praia do Papa Gente é cheinha de piscinas bem rasas, incríveis para mergulho; na Praia do Lord há uma piscinona natural onde é possível provar petiscos e tomar drinks – sim, o pessoal te serve DENTRO d’água; e que a Praia do Porto, em frente à Igreja de São Francisco de Assis é ideal para as crianças, além de ser repleta de barraquinhas que servem iguarias baianas. 

 

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É na Praia do Forte que está a primeira base do Projeto Tamar, programa ecológico super importante que trabalha na pesquisa e proteção de todas as espécies de tartarugas marinhas que existem no Brasil, controlando a desova ao longo de 30 km de costa. Vale lembrar que TODAS estão ameaçadas de extinção. Todos os anos, entre setembro e março, as tartarugas vêm desovar na Praia do Forte e em outros pontos da costa brasileira. Sabiam que mais de 50% dos ninhos protegidos pelo Tamar no Brasil estão em praias baianas? A área do Tamar compreende uma área de 10.000 m2 e conta com diversas atrações como o museu da tartaruga, tanques de exposição dos animais marinhos e até uma lojinha. As crianças adoram! Embora o Tamar fique na vila, a área de proteção das tartarugas fica bem longe e é mantida em segredo. 

 

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Outra atividade ecológica muito interessante fica por conta do Instituto Baleia Jubarte, quer foi criado no ano 2000 justamente para monitorar e fazer a conservação desses animais que chegam da Antártida entre julho e outubro. A coisa toda é tão bem feita que a Praia do Forte se tornou uma área de concentração e reprodução desses mamíferos. Legal, né? Mais legal ainda é participar da “baleiada”, um passeio de barco com biólogos para vê-las em alto mar. É o máximo, pois as enormes baleias, que chegam a 40 toneladas, fazem acrobacias inacreditáveis na água. É isso que eu chamo de “espetáculo da natureza”. 
 
 
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Quem está atrás de ecoturismo pode contar com as caminhadas ecológicas na maravilhosa Reserva da Sapiranga, formada por nada menos que 600 hectares de Mata Atlântica e habitat natural de orquídeas e bromélias incríveis. Dá para fazer os passeios caminhando, de bike, a cavalo ou em quadriciclos. Imperdível.
 
 
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Como que um lugarejo tão pequenininho pode oferecer tanta coisa boa, né? A Praia do Forte é tudo de bom! Certamente voltarei para ficar mais tempo! 

Postado por às 12:43

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Hoje vou falar sobre um casamento incrível cujo relato me foi passado pelas experts no assunto, Nanna Martinez e Lívia Colucci, da Whitehall, boutique referência em se tratando de vestidos de noiva e festa. Eu adoro essa minha parceria com elas pois, na Whitehall, as duas, que são irmãs e sócias, não criam e vendem as roupas, apenas. Elas vivem a história de cada casamento, se envolvem com a noiva, com as madrinhas, com as convidadas e, no fim, sempre têm em mãos uma linda história para contar. Porque afinal de contas, um casamento não é feito apenas de vestidos, certo? A gente adora festas, roupas, decorações e buffets maravilhosos mas, aqui neste blog, o Destination Wedding – local escolhido para se casar fora da própria cidade – é sempre a estrela principal, claro.

 

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E este foi simplesmente bárbaro. A noiva Natalia Billa escolheu a Escócia para o dia do sim, principalmente porque o casal não se identificava muito com uma festa enorme. Isso fez com que surgisse a ideia de se optar por um lugar inusitado e lá fazer um casamento que durasse mais de um dia, um evento que fosse uma experiência, que daria a cada convidado a chance de compartilhar com os noivos este momento tão especial, além de – claro – fazer uma viagem interessante e conhecer lugares inesquecíveis. Portanto, um Wedding Weekend era a perfeito. Eles pesquisaram muitos locais antes de encontrarem, nas palavras da noiva, “o ‘nosso’ Eilean Donan Castle, encantador, em um local muitíssimo bem decorado por Deus”. 

 

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Bom, só digo que com esta frase ela sintetizou muito bem a impressão sobre o Castelo, pois o Eilean Donan é um lugar fantástico, reconhecido no mundo inteiro como uma das mais emblemáticas imagens da Escócia. Ele fica na pequenina ilha Eilean Donan (Ilha de Donan) localizada bem no ponto onde os três grandes lagos marinhos, Loch Duich, Loch Long e Loch Alsh, se encontram e é totalmente rodeado por cenários majestosos. Trata-se de uma das atrações mais visitadas e importantes das montanhas escocesas, então imaginem a beleza do lugar, né?

 

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Só para falar um pouquinho mais sobre o lugar, já que ele pode ser visitado por todos que estiverem pela Escócia, oferece uma viagem através da história da região e tem uma estrutura bem bacana para visitantes: embora a ilha Eilean Donan já fosse habitada lá pelos idos do século 6, o primeiro castelo fortificado surgiu ali apenas em meados do século 13 e foi construído para guardar as terras de Kintail, região da qual estamos falando, que é cheia de montanhas e fica a noroeste das highlands. Desde então, pelo menos quatro versões diferentes do castelo foram construídas, destruídas e reconstruídas de acordo com o desenrolar da história feudal da Escócia ao longo dos séculos.

 

Visão geral de Eilean Donan

Visão geral de Eilean Donan

 

A última grande destruição do nosso castelinho aconteceu em 1719, durante a revolução jacobina, e esta jóia ficou em ruínas por quase 200 anos quando, finalmente, o tenente-coronel John MacRae-Gilstrap comprou a ilha em 1911 e deu início à restauração completa do castelo. Ele foi reaberto com todas as glórias em 1932, após 20 anos de labuta. Mandou muito bem o Gilstrap, hein? Se não fosse ele, a Natalia ia ter muito mais trabalho para escolher onde casar, imaginem!

 

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Mas vamos voltar então aos detalhes do casamento dela. 

 

Desnecessário dizer que a experiência foi maravilhosa, certo? A Natalia contratou uma cerimonialista chamada Cheryl que a ajudou com todos os detalhes, especialmente com a parte de “não enlouquecer”. Olha, só quem já se casou sabe a loucura que é! Ela indicou o bolo, as flores e coordenou todo o serviço. Isso sem falar na ajuda da mãe da noiva, que trabalha no Brasil com casamentos, e foi fundamental.   

 

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Como fora do Brasil as pessoas não estão acostumadas com o estilo de casamento que temos, a noiva se planejou e levou os itens que não encontraria com facilidade lá. Ela comprou coisas extras de decoração em sites como o Ebay e IKEA e mandou entregar no escritório da assessora.

 

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Para os noivos o fotógrafo era uma das coisas mais importantes. Claro, né? Imaginem só o casamento dos sonhos neste lugar incrível sem fotos maravilhosas para recordação? Sou suspeita, sou louca por fotos, mas acho que todos concordamos que, neste caso, a importância de um bom profissional elevou-se à quinta potência, certo? Para terem total segurança em relação à qualidade do resultado, optaram por levar alguém do Brasil, com quem se identificassem e cujo trabalho amassem. O escolhido foi Diego Migotto, e as fotos deste post são todas dele, exceto a que mostra o castelo por fora, esta de autoria do fotógrafo alemão Stefan Krause.

 

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O vestido, maravilhoso, foi feito pela Nanna Martinez e a empatia entre as duas foi instantânea. Nanna me disse que a Natalia foi uma noiva muito especial e que desenvolver o vestido dela, que tinha tons de chá em degradeé na barra, foi algo que a fascinou. Ela realizou o sonho da Natalia sem poupar esforços e isso fez com que a noiva ficasse estonteante. 

 

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A cerimônia leve e romântica foi conduzida pelo Reverendo Allan McArthur e um dos pontos altos do casório ficou por conta da banda típica local Ceilidh, que garantiu a animação da festa do início ao fim.

 

Uma curiosidade: é costume local o cardápio do jantar do casamento ser enviado com os convites. Assim os convidados já escolhem os pratos que irão degustar no dia com suas opções favoritas! O jantar é servido a francesa com três courses. Bem diferente do que costumamos ter por aqui, não acham?

 

Pelas fotos a gente vê bem como foi o clima do casamento. Eu achei incrível e não vejo a hora de poder organizar um destes por lá!

 

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Postado por às 16:46

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Aqui no Brasil a gente não tem à disposição ferrovias que nos atendam em deslocamentos turísticos, digamos assim; por isso é que a maioria de nós, normalmente, é apresentado à esta experiência durante viagens pela Europa, por exemplo, onde uma imensidão de trechos curtos ou bem longos podem ser cumpridos a bordo dos trens que cortam o continente. Nesses casos é bastante comum ser mais barato viajar por terra do que voando e isso, aliado à curiosidade em relação ao meio de transporte, contribui muito para que a gente escolha fazer deslocamentos internos desta maneira.

 

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Mas vocês já pensaram em fazer alguma viagem super diferente inteirinha a bordo de um trem de luxo, onde os vagões não são coadjuvantes mas sim um dos atrativos principais do roteiro?

 

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Pois bem. A Golden Eagle Luxury Trains é uma companhia que oferece as mais exclusivas e pioneiras viagens de trem possíveis pela Rússia, Europa Central, Europa Oriental, Ásia Central, Mongólia, China e Irã. Imaginem escolher um destino fabuloso, porém super remoto como um desses, e conhecê-lo a bordo de um trem que vai te dar toda a estrutura, segurança e conforto necessários para que sua viagem dos sonhos se realize sem preocupações? Tudo de bom. Além de viajar em altíssimo estilo, todos os tours ‘off-train’ e até hospedagens em hotéis 5 estrelas durante o percurso são organizados por eles. Atendimento VIP completíssimo. 

 

Vagão Restaurante do Golden Eagle Express

Vagão Restaurante do Golden Eagle Express

 

Pensem que numa viagem de longa distância em um trem de luxo você vai ter a chance de visitar os lugares mais belos, acomodado em uma cabine top com vistas que mudam constantemente! Você não tem um quarto com vista, mas sim um quarto com dezenas de vistas. É o que eles chamam de ‘Rail Cruises’, ou seja, Cruzeiros de Trem. Demais. Isso sem falar nos serviços a bordo, no ambiente super elegante e nos restaurantes deusos que há nos trens. E não importa para onde você vai. Você conhecerá os lugares mais pitorescos a bordo de um 5 estrelas. Não é bárbaro? 

 

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Sabem aquele stress envolvido no árduo processo de se conhecer diversos lugares em uma só viagem, que consiste em “carrega mala/faz check-in no hotel/desfaz mala/faz mala/faz check-out no hotel/carrega mala/vai para o aeroporto/espera o voo/carrega mala/faz check-in no próximo hotel/etc etc etc” ? Simplesmente não existe. Você entra no trem, desfaz suas malas e só pensa nisso novamente na hora em que a viagem terminar. Adoro. 

 

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A Golden Eagle conta com 5 diferentes trens de cruzeiro:

 

 

- o Shangri-La Express, inquestionavelmente o melhor trem privado na China atualmente, cujas enormes janelas são o lugar ideal para se observar as muitas paisagens do imenso país;

 

 

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- o Danubio Express, que tem as melhores acomodações ferroviárias da Europa;

 

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- o The Prestige Continental Express, que tem todo o estilo do icônico Orient Express aliado ao luxo, conforto e segurança de um trem super moderno – destaque para o ‘Le Diamant’ seu elegante piano bar com música ao vivo durante todo o dia;

 

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- o Glacier & Bernina Pullman Express, construído em 1931 e o único trem europeu de calibre estreito original desta época;

 

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- e  o Life on Board Golden Eagle, super luxuoso, que conta com 3 categorias de cabines, incluindo as Suites Imperiais, acomodação mais espaçosa de todos os trens Golden Eagle e de todos os trens que existem em toda a Rússia. 

 

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Suite Imperial

 

Vagão Bar do Golden Eagle

Vagão Bar do Golden Eagle

 

E como a escolha do trem é uma consequência do itinerário desejado, já que cada um deles trafega por regiões distintas, é importante dizer que cada itinerário da Golden Eagle é elaborado especialmente para transformar expectativas em memórias inestimáveis e envolvem alguns dos mais culturalmente diversos destinos que o mundo tem para nos oferecer. Os Cruzeiros Ferroviários são uma fantástica maneira de absorver a rica cultura e paisagem cinematográfica de cada região por onde se passa. São explorações únicas, realmente inesquecíveis. Dentre os principais roteiros, temos uma opção mais incrível do que a outra, deem uma olhada: 

 

- Caspian Odissey – explora os países das margens leste e oeste do Mar Cáspio: Armênia, Geórgia, Azerbaijão, Turcomenistão, Uzbequistão e Cazaquistão. São 16 dias e 6 países. 

 

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- Silk Road – em 21 dias, refaz uma das mais importantes rotas de comércio da antiga civilização, a Rota da Seda, seguindo os passos de figuras lendárias como Alexandre, o Grande e Marco Polo. Engloba Moscou, Volgograd, Kara Kum, Khiva, Ashgabat, Merv, Bukhara, Samarkand, Tashkent, Almaty, Urumqi, Turpan, Dunhuang, Jiayuguan, Xian e Beijing. Há uma segunda opção, um pouco mais enxuta que leva 13 dias, a Taste of The Silk Road, que também faz Rússia e Ásia Central a bordo do Golden Eagle. 

 

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- Jóias da Pérsia – Viagem única por destinos raramente explorados pelos viajantes ocidentais. Das margens do Danúbio para a beira do Bósforo e antiga Pérsia, a rota passa por Budapeste, Kecskemet, Sighisoara, Brasov, VelikoTarnovo, Kazanlak, Istambul, Cappadocia, Van, Van Lake, Akdamar Island, Zanjan, Yazd, Isfahan, Shiraz, Persepolis e Teerã em 15 dias. É um roteiro muito especial.

 

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- Coração da Pérsia – 12 dias passando por Teerã, Mashhad, Kerman, Bam, Rayen, Mahan, Yazd,  Isfahan, Shiraz, Persépolis, Kashan, Shushtar, Chogha Zanbil e Susa, retornando então à Teerã. 

 

- Balkan Odyssey – Perfeito para conhecer a Europa através de uma perspectiva bem diferente. É um roteiro sofisticado que te leva para alguns dos destinos mais fascinantes do continente: Veneza, Liubliana, Zagreb, Sarajevo, Mostar, Belgrado, Sofia, Plovdiv, Kazanlak, Veliko Tarnovo, Brasov, Sighisoara, Kecskemet, Lajosmizse e Budapeste.

 

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- Balkan Explorer – este roteiro a bordo do Danubio Express te deixa cara a cara com as paisagens, a fascinante história, a cultura vibrante e as relíquias medievais da encantadora região dos Balcãs. São 12 dias e 9 países, de Istambul a Veneza, passando por Plovdiv, Sofia, Salónica, Skopje, Belgrado, Dubrovnik, Mostar, Sarajevo, Zagreb, Ljubljana e Trieste. 

 

- Clássicos da Europa Central – viagem através de encantadoras cidades e maravilhosas paisagens a bordo do Danubio Express. A rota engloba Budapeste, Keszthely, Viena, Bratislava, Cracóvia e Praga.

 

- Europa Central e Transilvânia – de Praga a Istambul através do suntuoso cenário da Europa Central e Meridional. Passa por cidades belíssimas como Praga, Cracóvia, Bratislava, Viena, Keszthely, Budapeste, Lajosmizse, Kecskemet, Sighisoara, Brasov, Veliko Tarnovo e Kazanlak, chegando à Istambul.  

 

- Transilvânia – Viagem medieval pelo coração da Transilvânia com muita cultura, arquitetura antiga, montanhas e floretas desta bela região. Sai de Istambul e chega em Budapeste, passando por Kazanlak, Veliko Tarnovo, Brasov, Sighisoara e Kecskemet. 

 

- Tesouros da Europa Oriental – 12 dias e 7 países a bordo do Danubio Express com todas a relíquias preciosas que remontam o passado triste de algumas das cidades mais importantes da Europa. Acesso aos tesouros arquitetônicos de Praga e Budapeste, à rica cultura do legado musical de Viena e à história pungente das cidades mais influentes da Segunda Guerra Mundial. Praga, Zittau, Berlim, Gdynia, Gdansk, Kaliningrad, Malbork, Cracóvia, Bratislava, Viena, Keszthely e Budapeste.

 

 - Swiss Rail Espetacular – 10 dias a bordo do Prestige Continental Express através da beleza incomparável das montanhas suíças. Ah, os alpes….Bom, aqui a gente sai de Zurich e segue por Basel, St. Moritz, Rheinschlucht Gorge, Gotthard Fortress, Furkapass, Gornergrat, The Matterhorn, Interlaken, Jungfrau, Brienz, Brienzer-Rothorn, Lago Lucerna e Mount Rigi, retornando para Zurich.

 

- Expresso Transiberiano – De Moscou a Vladivostok, corta a Rússia través dos Montes Urais, passando pelas magníficas e intermináveis estepes e ao longo da margem do maior lago de água doce do mundo. É uma das viagens de trem mais tops que existem. São 15 dias saindo de Moscou, passando por Kazan, Ecaterimburgo, Novosibirsk, Irkutsk, Lago Baikal, Ulan Ude, Ulaanbaatar e chegando à Vladivostok. Ah! Existe também o roteiro especial de inverno para a viagem do Transiberiano. Essa deve ser demais. 

 

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- Expresso TansMongoliano – Dá uma visão super completa da Mongólia e passa, inclusive, pelo Festival Nacional do país, chamado Naadam e conhecido como a segunda Olimpíada mais antiga do mundo. Ai gente, participar de um festival mongol deve ser muito, mas muito diferente mesmo. Adorei. São 13 dias de Moscou a Ulaan Baatar. 

 

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- Arctic Explorer – Imagine celebrar o Natal e o Ano Novo passando pela Moscou e São Petersburgo todinhas decoradas antes de chegar, finalmente, ao Círculo Polar Ártico russo e norueguês buscando a Aurora Boreal? Incrível. 

 

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Olha, eu digo para vocês que fui atrás dessas informações fuçando muito na internet, mas já estou louca de vontade de escolher um destes roteiros bacanérrimos e fazer a viagem de trem mais interessante da minha vida! 

Postado por às 15:32

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Fui para o Tivoli Ecoresort da Praia do Forte e adorei. O hotel é bárbaro, bem grande, mas muito aconchegante e bem estruturado. Tinha muita curiosidade em conhecer o Tivoli pois sempre ouvi falar muito bem do resort e realmente os elogios têm fundamento. Meu final de semana por lá foi incrível, tanto pela estadia como pela linda Bahia, que está sempre dentro do contexto, né gente? Eu costumo dizer que é quase medicinal, kkk.

 

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A Praia do Forte, vila onde está localizado o hotel, fica ao norte de Salvador e é um lugar perfeito para quem curte a natureza, ecoturismo, beleza e luxo. O que me chamou bastante a atenção neste 5 estrelas foi a infra e o cuidado que eles têm com as crianças. A estrutura para kids é excelente e isso faz do Tivoli um destino top para férias em família. São muitas atividades para os pequenos como jogos, teatro, esportes, atividades na praia e piscina, aulas de culinária, leitura de histórias, ações de integração com a natureza e passeios bem legais. As excursões ao projetos Tamar são muito bacanas – importantes também, né? – e na volta para o hotel há uma parada em uma sorveteria onde podemos saborear sorvetes de frutas típicas. Se os adultos adoram, imaginem a s crianças! E, além desta, o hotel ainda organiza mais um monte de visitas bárbaras, como à que vai às ruínas do Castelo Garcia D’Ávila e ensina um pouco da história colonial portuguesa, à Reserva Ecológica da Sapiranga, ao manguezal do rio Timeantube…isso sem falar nas Oficinas Ambientais, nos esportes e em todas as facilidades que oferecem. É realmente bem completo.

 

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Mas então o hotel é indicado apenas para famílias? Não! De jeito nenhum. Indico para todo mundo que queira uma beira de mar baiana com estrutura nota dez. Os serviços para kids são um plus e é importante falar que os do Tivoli são excelentes pois perco a conta de quantos clientes ligam na minha agência pedindo uma indicação como essa ;-)

 

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Adorei a academia ao ar livre – vocês sabem que eu sou a #LoucaDaAcademia , certo? – e no quesito “entretenimento/esportes” o hotel oferece muitas opções. Também gostei muito do Thalasso Spa que oferece tratamentos em dois ambientes diferentes, além da área de Beach Spa, com massagens nos jardins. Bacanérrimo. Fiz uma drenagem que poderia ter sido mais “forte”, mas, no todo, achei bem legal. Minha sugestão para o Tivoli é disponibilizar bikes para os hóspedes, já que o hotel é enorme e alguns pontos ficam realmente bem distantes uns dos outros. É prático, é saudável, é sustentável…será que eles topam? Tomara.

 

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Os restaurantes e bares são todos super bons, com buffets super bem servidos. São 3 restaurantes – Goa, Tabaréu, que serve almoço à beira mar, e o delicioso À Sombra do Coqueiral, com vista para a imensa piscina – e 2 bares – Dendê, na piscina e Ice, na praia. 

 

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Os quartos são inspiradores, super confortáveis, com design moderno e decoração simples, em tons naturais. Um contraste interessante e bastante adequado. O melhor de tudo é que tem acomodação para todos os gostos. São 5 categorias diferentes, incluindo uma Suite Presidencial e apartamentos conjugados para que está com a família. Só digo que passei o fim de semana in love com a minha varanda. 

 

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Daí, quando eu achei que já tinha visto tudo o que o Tivoli tem de bom, emendei uma conversa com a Maria Helena, que trabalha lá há 27 anos, e ela me contou que ali, dentro do resort, há uma escola que foi construída por Klauss Peters, o antigo dono do lugar, para alfabetizar tanto os funcionários como os habitantes da praia do forte. Achei demais.

 

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Aliás, a vila da Praia do Forte é um charme à noite, cheia de restaurantes gostosos e barzinhos com musica ao vivo, uma delícia.

 

 

Bom demais esse Tivoli!  

 

Postado por às 17:47

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Firenze é o berço do renascimento italiano e uma das cidades mais atraentes do país. Belíssima. Fundada por Júlio César em 59 a.C., a cidade é a capital da Toscana, região vinícola mais famosa da Itália, que se estende da parte central da bota até a costa noroeste do Mar Tirreno. Firenze encontra-se na bacia do rio Arno e está rodeada por uma paisagem espetacular: os Apeninos ao Norte e Leste, as colinas cobertas por videiras, oliveiras e ciprestes da região de Chianti ao sul, e a região vinícola de Carmignano e a planície Valdarno a oeste. Está bem de vizinhança nossa Firenze, hein? 

 

A Região da Toscana no mapa da Itália

A Região da Toscana no mapa da Itália

 

 

e aqui o mapinha da Toscana, assim a gente se localiza perfeitamente, né? [adoro mapas]

e aqui o mapinha da Toscana, assim a gente se localiza perfeitamente, né? [adoro mapas]

 

É uma das mais significativas cidades históricas da Itália e lar de quase metade de todo o patrimônio artístico do país. Brunelleschi, Botticelli, Maquiavel, Leonardo da Vinci, Michelangelo…todos fizeram a sua estreia em Firenze, cujo Centro Storico tem mais tesouros artísticos por metro quadrado do que qualquer outra cidade do mundo!

 

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Centro Storico e o Duomo, sempre!

 

Seu pequeno centro, datado do final da Idade Média, exala um sentido clássico de estilo e criatividade, e isso é endossado pela abundância de museus de categoria internacional, galerias, estúdios de arte e artesanato, boutiques e casas de moda. As curvas de suas ruazinhas de paralelepípedos são repletas de botteghe (ateliês abertos ao público onde é possível assistir a pintores e artesãos no trabalho) voltados para as piazzas cheias de estátuas e ladeadas por cafés e trattorias. Mesas ao ar livre adicionam uma atmosfera vibrante às ruas e oferecem aos visitantes o ponto de vista perfeito para que participem de um dos mais tradicionais passatempos florentinos: observar as pessoas. 

 

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Apesar da grandiosidade de sua herança histórica e artística, Firenze mantém um atraente charme descontraído, com a consciência social que data dos ideais humanistas do Renascimento. A “agradabilidade” notável da cidade se deve muito à gentileza dos seus moradores, à grande comunidade internacional que lá existe, ao clima temperado mediterrânico – delicioso –  e à sua área central, que, sem tráfego de veículos, nos convida a caminhar e conhecer cada detalhezinho na maior tranquilidade. Sair a pé por Firenze é uma delícia e todas as tantas atrações imperdíveis da cidade ficam concentradas lá, ou seja: dá para ver tudo mesmo se você tiver pouco tempo. Vale a pena dar uma geral, nada ali dá para ser dispensado. 

 

Ruazinha na região de Oltrarno, que significa "do outro lado do Arno", o rio que corta Firenze

Ruazinha na região de Oltrarno, que significa “do outro lado do Arno”, o rio que corta Firenze

 

Dentre as muitas “coisas-que-devem-ser-vistas” em Firenze, temos:

 

- O David de Michelangelo, que fica na Galleria dell’Accademia (Galeria da Academia de Belas Artes de Firenze), museu importantíssimo que foi fundado em 1784 pelo então Grão Duque da Toscana, Pedro Leopoldo, juntamente com a Academia de Belas Artes, para proporcionar aos estudantes acesso a um grupo seleto de obras que serviriam como estímulo e exemplo para estudo e desenvolvimento dos futuros artistas. Bacana, né? 

 

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- O Duomo – Catedral de Santa Maria del Fiore – a fachada da Catedral é incrível, toda em mármores de várias cores, e trata-se de uma construção antiquíssima, datada de 1296! No seu interior encontramos pinturas e afrescos super importantes, como a Divina Comédia de Dante, de Domenico di Michelino, e vitrais feitos por artistas italianos famosíssimos, como Donatello. O Duomo da Catedral simplesmente domina a paisagem da cidade. É impressionante, pois podemos vê-lo de praticamente qualquer ponto de Firenze. O bacana é que dá para subir ali e ficar cara a cara com seus afrescos espetaculares, que foram pintados há mais de 500 anos. Na parte externa da cúpula há um terraço de onde temos vistas indescritíveis não só de Firenze, mas também da região da Toscana. Muito verde, muitas colinas e tons de céu incríveis podem ser observados de lá. Aproveite para visitar a Campanile, torre que abriga o enorme sino da Catedral e o Battistero, ambos ali em frente. 

 

Santa Maria del Fiore

Santa Maria del Fiore

 

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O onipresente Duomo

 

Os afrescos

Os afrescos

 

Campanile di Giotto

Campanile di Giotto

 

Il Battistero

Il Battistero

 

- A Piazza della Signoria – é a mais famosa e bela praça de Firenze, além de ser o coração cultural da cidade. É aqui que fica o Palazzo Vecchio e a Loggia dei Lanzi, galeria que tem esculturas de mármore mega importantes como o “Rapto das Sabinas”, de Giambologna e “Perseu com a cabeça da Medusa”, de Cellini. Vá para a Pizza, sente em um dos cafés e observe as pessoas. Não falei que esta é uma atividade típica? Pois então. Aproveite para babar na arquitetura do lugar e não deixe de ver a Fonte de Netuno, que tem uma estátua MARA do deus grego dos mares.

 

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- O Palazzo Vecchio – edifício medieval que se destaca na Piazza della Signoria e abriga um museu e a prefeitura de Firenze. O museu do Palazzo é bárbaro e conta com muitos salões repletos de obras de arte como esculturas de Michelangelo e Donatello e pinturas de Da Vinci. Destaque para o Salone dei Cinquecento, o maior e mais importante salão do Palazzo em termos de valor artístico e histórico, que abriga várias obras-primas do período maneirista e tem suas paredes decoradas com seis cenas de batalhas pintadas por Giorgio Vasari. 

 

O Palazzo Vecchio

O Palazzo Vecchio

 

Salone dei Cinquecento

Salone dei Cinquecento

 

-A Galleria Uffizi – fica colada ao Palazzo Vecchio e é um dos museus mais importantes da Europa. É imensa – são umas 50 salas – , possui muitas coleções e seu acervo inclui obras como “O Nascimento de Vênus” de Botticelli, e “A Sagrada Família”‘ de Michelângelo. [hashtag achochic]. Daí você acha que apenas a parte de dentro do lugar merece atenção e se surpreende com sua área externa, cheia de estátuas dos maiores artistas italianos, e que ainda conta com um grande pórtico que leva até o rio Arno.

 

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- A Ponte Vecchio - foi a primeira ponte medieval a atravessar o rio Arno, e é a única deste período que permaneceu. A ponte tem em sua estrutura, apartamentos, lojinhas de souvenir e muitas joalherias. Olha que interessante: durante a Segunda Guerra Mundial, todas as pontes de Florença foram destruídas pelos alemães, menos a Ponte Vecchio. Sabe quem mandou preservá-la? O próprio Hitler! Sua beleza pode ser apreciada de diversas partes da cidade, e eu tive a sorte de me hospedar no Portrait, hotel delicioso que me presenteou com a seguinte vista:

 

Não é incrível ter a Ponte Vecchio na janela? Eu amei.

Não é incrível ter a Ponte Vecchio na janela? Eu amei.

 

Ponte Vecchio

 

As lojinhas da Ponte Vecchio

As lojinhas da Ponte Vecchio

 

Mas é bem interessante também contemplá-la a partir de um dos barchettos que navegam o Rio Arno ou, ainda, a partir da Piazzale Michelangelo. 

 

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- A Piazzale Michelangelo – fica nas colinas da região de Oltrarno (“do outro lado do Arno”)  e é um lugar muito especial, com uma vista espetacular lá do topo: a cidade todinha, o Duomo em destaque e o rio Arno complementando a paisagem. Demais. A subida a pé é meio pesada, mas o panorama que temos já durante o trajeto, faz todo o esforço valer a pena. 

 

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- O Jardim de Boboli – fica bem no meio de Firenze, próximo à Ponte Vecchio, e faz parte do Palazzo Pitti, lugar que foi residência da família Medici, clã responsável por transformar a cidade em uma das mais importantes do mundo. Lá, inclusive, há um museu com objetos pessoais e jóias da família, além dos apartamentos privados que eram ocupados por eles. O Jardim foi criado para Eleonora di Toledo, esposa do Duque da Toscana, e é repleto de fontes e estátuas. 

 

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Giardino di Boboli

 

Palazzo Pitti

Palazzo Pitti

 

O interior do Palazzo Pitti

O interior do Palazzo Pitti

 

- Basilica di San Lorenzo – foi a Catedral de Firenze por mais de 300 anos e lá estão enterrados os 50 principais membros da dinastia Médici. Além disso, seu interior é riquíssimo, cheio de estátuas de mármore, afrescos, pinturas e o maravilhoso teto que é suportado por colunas romanescas que formam arcos por toda a extensão da nave.

 

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Agora o que eu acho bárbaro mesmo em Firenze, é justamente o grande número de oficinas/ateliês/lojas de venda de artigos feitos à mão de primeira linha, jóias, artigos de decoração, artigos de papelaria deluxe e comida gourmet que encontramos pela cidade. A moda é uma atração à parte, mas ali o tempo corre mais lento e a sistemática produção em série ainda não substituiu as mãos hábeis de inteiras gerações de artesãos. Em Firenze, o acesso à griffes como Gucci e Ferragamo – até o hotel onde me hospedei, o Portrait, é um Ferragamo, vejam só – nos chamam a atenção, mas, não deixem de lado as lojas e marcas independentes.  Vários estilistas e designers podem ser encontrados no bairro de Santo Spirito, que fica na região de Oltrarno, uma área residencial de ruas estreitas e tranquilas, super “off centro”. A maioria das boutiques ficam em lindos edifícios renascentistas e se destacam simplesmente por preservarem a tradição cada vez mais rara do trabalho artesanal.

 

Feira no bairro de Santo Spirito

Feira no bairro de Santo Spirito

 

Endereços que valem a pena ser conferidos:

 
- Lorenzo Villoresi: mestre perfumeiro de renome internacional que produz fragrâncias sofisticadas em sua oficina na Via de Bardi, com uma deslumbrante vista para a Catedral e Galeria Uffizi.

 

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- Pagliai: oficina e loja do ourives Paolo Pagliai que fica em Oltrarno, numa torre medieval do século 14, na Borgo San Jacopo. É uma empresa familiar genuinamente florentina que, desde 1930, produz e comercializa prataria, além dos itens Sheffield. Pagliai é também um restaurador especializado de talheres antigos. Na loja é possível encontrar muita prataria vintage.  

 

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- Moleria Locchi: é uma excelente oficina de restauração e design de peças de cristal, além de ser um dos poucos lugares no mundo que restaura peças antigas danificadas.

 

Restaurador top em ação

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- Giovanni Melli: loja familiar, única, especializada desde o século 19 em jóias antigas, artigos de prata, camafeus e micromosaicos. Fica na Ponte Vecchio, 48. 

 

- Pampaloni: prataria eclética, desenhada e fabricada desde 1902 pela família Pampaloni. As peças são inspiradas tanto em padrões históricos, como pelo estilo contemporâneo, incluindo a famosa coleção “Bichierografia”, composta por cerca de 140 copos de prata desenhado pelo pintor romano Giovanni Maggi em 1604, e a exclusiva coleção de objetos projetados pelo arquiteto Giò Ponti em 1920.

 

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- Guido Bartolozzi: uma das lojas de antiguidades mais refinadas da Itália, está desde 1887 na Via Maggio.

 

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L’Ippogrifo: nesta loja/estúdio, o artista gráfico Gianni Rafaelli usa uma técnica de 500 anos de impressão em placas de cobre para criar gravuras exclusivas que retratam a vida florentina durante a Renascença, e também imagens contemporâneas de carros, personagens de desenhos e outros objetos do dia a dia. Fica Na Via Santo Spirito, 5. 

 

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- Lapiccirella: fundada no final dos anos 40 por Leonardo Lapiccirella, logo se tornou um dos melhores endereços para colecionadores italianos e estrangeiros; em 1985, Damiano, filho do fundador, abre sua própria galeria. Hoje, a galeria está localizada nas suas instalações históricas em Borgognissanti, depois de ser literalmente varrida pela inundação 1966. A galeria lida principalmente com pinturas dos séculos 16 ao 18. 

 

- Mannina: Bolsas, malas e sapatos feitos sob medida neste pequeno, mágico ateliê que fica na Via de Barbadori, pertinho da Ponte Vecchio. A flagship store fica na Via Guicciardini.

 

- Stefano Bemer: este jovem e hábil sapateiro e designer fabrica lindos sapatos masculinos feitos a mão usando uma mistura inteligente de técnicas tradicionais e couro refinado. Entre seus clientes mais famosos está o vencedor do Oscar Daniel Day-Lewis, que foi até aprendiz sapateiro neste ateliê durante um tempo!

 

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- Roberto Ugolini: Quarta geração de uma família de sapateiros, Roberto Ugolini vende só modelos masculinos feitos sob medida em sua loja/ateliê minúsculos. Seus calçados são criados a partir de vários materiais, incluindo couro, pelica e pele de tubarão. Fica na Via Michelozzi, 17. 

 

- Procacci: um dos foodshops mais antigos da cidade, fica na Via Tornabuoni; é uma instituição florentina fundada por Leopoldo Procacci em 1885 e tornou-se famosa pelos seus deliciosos sanduíches de trufas, caviar, patês, chocolates e doces servidos na loja, que permanece inalterada desde a sua fundação.

 

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- Pegna: fica perto da Catedral e é um verdadeiro paraíso dos gourmets. Está há mais de 150 provendo as mais importantes famílias florentinas com boa comida, excelentes vinhos, doce ma-ra-vi-lho-sos e até produtos de banho e fragrâncias exclusivérrimas. 

 

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- ‘Ino: Loja de alimentos super inovadora e sofisticada na Via dei Georgofili, entre a Ponte Vecchio e a Galeria Uffizi. 

 

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- Scriptorium: em suas duas oficinas e lojas no centro da cidade, Yvonne Miliani Querales oferece artigos de papelaria finos,elaborados a partir de couro, madeira e papel feito à mão. A Scriptorium também trabalha com impressão e caligrafia personalizados para ocasiões especiais.

 

- Angela Caputi: a designer trabalha apenas com resina plástica e produz jóias grandes e ousadas em seu amplo ateliê que fica na Via Santo Spirito, 58

 

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- Il Santino: minúsculo wine bar e empório localizado na Via Santo Spirito, 60, absolutamente recheado de tesouros gastronômicos como 150 rótulos, a maioria produzida por vinícolas artesanais da Toscana, mais de trinta tipos de queijos produzidos nas colinas da região — incluindo um vinacce com infusão de casca de uva merlot — e dezenas de embutidos, como o salame de carne de javali e veado.

 

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Dá ou não dá para passar diiiiiaaasssss andando por Firenze? A questão é que, com seus tesouros renascentistas e palácios seculares, Firenze às vezes é tratada apenas como um museu vivo, mas trata-se, na verdade, de uma cidade vibrante, cheia de cultura contemporânea. E as evidências desta Firenze jovem e revitalizada estão por toda parte. Praças dilapidadas foram reformadas, galerias de arte contemporânea surgiram por toda parte e antigos palacetes foram transformados em elegantes restaurantes. 

 

Para completar, saibam ainda que, estando em Firenze, dá para ir até Siena – uma das mais bem preservadas cidades medievais da Itália -, Lucca – uma jóia do século 19, onde existe um dos mercados de antiguidades mais importantes do país – , e Pisa – cidade histórica super importante onde nasceu Galileu Galilei. Todas elas ficam a uns 45 minutos de Firenze, ou seja: dá para ir e voltar no mesmo dia. Isso sem falar nas vinícolas, restaurantezinhos e os fabricantes de queijo pecorino que estão espalhados pela Toscana e também devem ser visitados. 

 

Lucca

Lucca

 

Pisa

Pisa

 

Siena

Siena

 

Firenze rocks! 

 

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Postado por às 19:04

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Imagine só ter sua viagem dos sonhos comprometida por uma doença ou mal-estar que poderia ter sido evitado. Nada pior, né? Isso nos faz pensar: será que tais situações não podem ser prevenidas? Dependendo do lugar para onde estamos indo, há sim riscos de se contrair malária, febre amarela, passar por desconfortos gastrointestinais e sofrer acidentes lesionais. Além disso, efeitos como altitude, frio ou calor extremos, baixa umidade, flora e fauna diferentes, alimentos estranhos e até mesmo aspectos sócio-culturais e fusos horários são questões que influem muito no sentido de termos uma viagem tranquila ou não, pensem nisso.

 

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Recentemente passei por uma consulta médica na clínica do Dr. David Uip e tive acesso a uma informação muito importante e super bacana que é interessante para todos nós, viajantes inveterados que adoram rodar o mundo mas se preocupam muito com fatores como segurança, planejamento e, principalmente, saúde: a Medicina do Viajante.

 

 

Para mim, foi uma grata surpresa saber que existe uma nova especialidade médica que se dedica à prevenção de doenças e situações de risco às quais todos os viajantes podem estar expostos, independente do destino escolhido. Além da prevenção, essencial, a Medicina do Viajante também dedica-se ao diagnóstico e ao tratamento das doenças que podem ser adquiridas durante as viagens.

 

Achei incrível e, como não conhecia o assunto, “aluguei” o Dr. Marcos Vinicius da Silva, que é médico da Clinica Prof. David Uip, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Professor Associado da Faculdade de Medicina da PUC-SP e ele me explicou tudinho, desde o conceito até o funcionamento prático da coisa. Feríssima o Dr. Marcos.

 

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Ele me contou que a Medicina do Viajante  já existe há algumas décadas na Europa, na América do Norte e Austrália, mas no Brasil está apenas a 16 anos. No início, foi tratada de uma maneira informal dentro dos serviços de Infectologia e Medicina Tropical, mas evoluiu ao longo dos anos e atualmente oferece serviços super especializados. Em São Paulo, a Medicina do Viajante existe há 14 anos e o Dr. Marcos e a equipe da Clínica David Uip atuam nela desde então. 

 

A questão é que, com o aumento do deslocamento de pessoas nos últimos tempos, maior contato com áreas cujos níveis de infra-estrutura sanitária são bem baixos e com o incremento do ecoturismo, os viajantes acabam se deparando com situações novas e maiores riscos de alguma situação inesperada relacionada à saúde. Em outras palavras, o turismo cresceu muito, os destinos se multiplicaram, e hoje vamos até lugares que não eram explorados antigamente. Com isso, as chances de sermos afetados pelo ambiente subiram bastante, estejamos nas áreas de risco ou não. Vai saber se no aeroporto de NYC não há um foco de contaminação. 

 

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 Mas como é que funciona isso tudo na prática?

 

Mais simples do que a gente imagina: São feitas duas consultas, uma pré e outra pós-viagem, seja para quem está viajando sozinho ou em grupo, a turismo ou a trabalho. Pensem só que, se é importante para quem viaja de férias, imaginem para empresas que deslocam funcionários!

 

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Enfim. Na consulta pré-viagem é avaliado o perfil da Viagem – em que época do ano será realizada, duração, finalidade, meios de transporte que serão utilizados, tipo de hospedagem, alimentação, atividades pretendidas, roteiro, condições atuais de saúde física e psíquica do viajante, idade, doenças pregressas, tratamentos, uso de medicamentos, alergias, imunodepressão, gestação ou intenção, situação vacinal, necessidades especiais. Ufa. Ainda é feita uma análise dos locais visitados, se são áreas seguras, áreas com risco de doenças emergentes ou áreas com risco de doenças re-emergentes – como por exemplo o Ebola – com a finalidade de avaliar os riscos e realizar as orientações necessárias que vão desde as roupas adequadas, alimentação, protetores solares, repelentes, atualização vacinal, profilaxia de doenças não preveníveis com vacinas como a malária, que pode ser fatal, até a orientação sobre seguro de saúde. Afinal de contas, todo mundo sabe que a melhor forma de se prevenir doenças infecciosas é a vacinação, não é mesmo? Então, gente, vamos tomá-las com acompanhamento médico, certo?

 

Dentre os benefícios, ainda é elaborado um kit de viagem com medicamentos essenciais e produtos específicos acompanhado da orientação para a utilização em casos de emergência. Isso sem falar que toda essa estrutura acelera o diagnóstico e o tratamento, se for o caso, após a viagem. 

 

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Mais completo do que isso é impossível, minha gente. 

 

Dr. Marcos explicou que, preferencialmente, a consulta na Medicina do Viajante deverá ser realizada no mínimo com 45 dias de antecedência pois muitas vezes há necessidade de exames ou de vacinas que necessitam mais de uma dose com intervalo de tempo pré-estabelecido. E que, para cada nova viagem, há necessidade de nova avaliação pois os roteiros são distintos assim como os riscos, mesmo em se tratando do mesmo local.

 

A Clínica David Uip tem tradição na Medicina do Viajante e também disponibiliza as vacinas necessárias para proteção dos viajantes, inclusive Vacina para Febre Amarela seguida pelo fornecimento do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), autorizada pela ANVISA. O CIVP é exigência Internacional para a entrada do viajante (turismo, trabalho, estudo, missão humanitária, etc) em muitos países. Já falei sobre esse assunto aqui no blog.

 

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Então, amores, considerem esta prevenção antes de suas viagens. falem com seus médicos e vão tranquilos. Eu vou, sempre!

Postado por às 19:50

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Sabiam que o restaurante mais antigo do mundo fica em Madri? Pelo menos é isso o que o Guiness Book diz, e no Livro dos Records a gente confia, né? Sabe-se lá se algum outro restaurante abriu as portas antes do Botín, mas as condições exigidas pela turma do Guiness – mesmo nome e mesmo uso – foram cumpridas e hoje, a quarta geração de proprietários ostenta o título. 

 

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As especialidades do Restaurante Botín são os leitões e cordeiros assados lentamente no forno à lenha, que é o mesmo onde Jean Botin, o fundador do lugar, assava suas carnes no século 18. Desde então, ele é a alma da casa. O forno. Botín é o nome. Mas é uma bela combinação e é isso que importa. 

 

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Nos anos de 1700, não existiam restaurantes como conhecemos hoje, pois, os açougueiros e comerciantes de alimentos da época meio que se opunham com truculência à tal prática. Não era permitido vender comida pronta em parte alguma, porém, era permitido que as pensões oferecessem seus fornos para que os viajantes famintos assassem os pedaços de javali que traziam em suas bagagens.

 

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Então, em 1725, o cozinheiro francês Jean Botin chegou à Madri e abriu justamente uma pensão que prestava serviço de forno. Botín não queria se envolver com a hospedagem de cortesãos, então pagou uma espécie de isenção, ficou livre para se dedicar exclusivamente à gastronomia e…tcharã: assim surgiu o primeiro restaurante do mundo. Na verdade, a palavra restaurante só surgiria anos depois, na França, mas essa é outra história e o que vale é o conceito da coisa. 

 

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Desde então o Botín vem recebendo muita gente importante em suas pequenas salas por trás da fachada old school: Marcelo Mastroiani e Catherine Deneuve estiveram lá; a mesa preferida de Hemingway, onde se passa a cena final de seu primeiro romance, O Sol Também Se Levanta“, e onde ele gostava de se sentar de costas para o salão, continua no mesmo canto; Jacqueline Kennedy, Charlton Heston, Ava Gardner, Michael Douglas, Pedro Almodóvar, os reis espanhóis e até Ricky Martin também já provaram os assados do restaurante; e houve até uma ocasião onde diplomatas americanos e soviéticos dividiram um leitão em plena Guerra Fria!

 

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Agora a melhor de todas: vocês acreditam que Francisco de Goya trabalhou no Botín lavando pratos antes de se tornar um pintor renomado? 

 

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Além dos pratos típicos da Segóvia, dos ilustres frequentadores e do título inusitado, a casa também exibe na fachada marcas da Guerra Civil, momento super importante da história da Espanha. Acho incríveis lugares tradicionais e históricos como este. Não é a toa que permanecem fazendo sucesso e atraindo mais e mais gente. Sempre digo que vale a pena conhecer!

 

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Calle Cuchilleros, 17
Madrid, Espanha

Postado por às 16:40

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