Hotel Sol & Luna

 

O Sol & Luna é um Relais & Châteaux maravilhoso localizado bem no coração do Vale Sagrado dos Incas, onde me hospedei na reta final da minha incrível jornada à Machu Picchu. Que grata surpresa! O hotel é super bem montado em meio a um jardim estupendo, cujo horizonte dá para as colinas de Urubamba, então imaginem a vista. Muito verde, muitas flores, cada nascer do sol maravilhoso, um clima super agradável…que cenário! Eu não poderia ter escolhido melhor o lugar para relaxar após 5 dias fazendo trilhas puxadíssimas. São tantas coisas boas para falar sobre o Sol & Luna que eu fico até perdida, juro. 

 

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Bom, é importante dizer que ele fica bem na metade do caminho entre Cuzco e Machu Picchu, a apenas meia horinha de Ollantaytambo. Este é um ponto super estratégico pois, como é de Ollantaytambo que saem os trens para Machu Picchu, o Sol & Luna é uma excelente opção para quem está indo ou voltando do santuário e não quer se hospedar ali por Aguas Calientes/Machu Picchu. O fácil acesso ao legado inca é realmente um ponto muito positivo. 

 

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O hotel tem uma estrutura bem sofisticada, que me agradou muito. As acomodações, divididas entre 43 casinhas de pedra espalhadas pelo lindo jardim florido, são decoradas com objetos da arte popular peruana, que acho bárbara.  As construções estão em absoluta harmonia com o ambiente e cada casinha está rodeada por um belíssimo jardim. Sei que já falei dos jardins, mas eles realmente me maravilharam, então confesso que estou obcecada pelo tema e simplesmente não consigo deixar de comentar sobre isso. :-D

 

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A tranquilidade e beleza do lugar são impressionantes, bem como os serviços prestados. Tudo de qualidade altíssima e muitos detalhes a serem enaltecidos, como a piscina, o SPA, os dois restaurantes – o hotel tem uma adega de seleção super  requintada e uma proposta gastronômica desenvolvida por Pedro Miguel Schiaffino, chefe executivo do hotel que foi nomeado um dos 100 melhores chefes do mundo na última lista de San Pellegrino – e a coleção de atividades diversas perfeitas para se vivenciar o vale, como kaiaks, bikes, caminhadas, atividades culturais, voos de parapente, e até um estábulo com 20 cavalos de passo peruanos. 

 

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Mas duas características realmente merecem aplausos efusivos: o respeito ao meio ambiente, super rigoroso, e o incrível trabalho social comandado há 5 anos pelos proprietários Franz e Petit, que mantêm a melhor escola da região para centenas de crianças pobres, dando a elas o que todo mundo precisa: oportunidades. Esse projeto é o máximo, pois todo o dinheiro que a Petit ganha com o hotel é reinvestido na escola! Na verdade, ela montou o hotel justamente para bancar a instituição, que custa  cerca de 400 mil dólares por ano. O mais legal é que, a cada ano, é implantada mais uma série e assim, a continuidade deste maravilhoso trabalho fica garantida. Não é absolutamente bárbaro, gente? 

 

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Ter o prazer de se hospedar no Sol & Luna é, para mim, a oportunidade de viver a beleza, a cultura e a história desta terra maravilhosa, com o bônus de ver de perto o trabalho e a alegria do progresso. Quer luxo maior? 

 

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AMEI! Muito obrigada por me receberem tão bem e por terem me mostrado toda a beleza em torno do trabalho duro com a paixão pela alta qualidade e ver que é sim possível fazer tudo isso respeitando a natureza em meio a uma comunidade que vive com dignidade e tem futuro!

 

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Postado por às 14:56

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Gente, vocês viram esta mala?

 

 

 

É mala de bordo, full size, armário, mesa….

 

Apesar de ser mais um protótipo supimpa, não pude deixar de comentar e engrossar a torcida para que essa ideia inteligente entre em linha de produção e chegue até nossas mãos o mais rápido possível.

 

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Basicamente a Fugu foi desenvolvida por um israelense chamado Isaac Atlas que, com a ajuda de Daniel Gindis e David Lifshitz, pensou ser possível haver uma maneira melhor de solucionar o “dilema mala”. Na sua concepção, o trio pensou em uma mala que não forçasse o viajante a tomar decisões difíceis sobre o espaço real da bagagem. Tudo começou quando Isaac descobriu, durante uma viagem de negócios, que sua mala de mão não seria suficiente para trazer de volta os presentes que ele havia comprado para seus entes queridos. Essa situação super cotidiana, pela qual todos nós já passamos, o fez observar que todas as malas de qualidade disponíveis no mercado têm, mais ou menos, as mesma características e que nenhuma delas se ajustava adequadamente para atender todas as necessidades dos viajantes, desde a capacidade de se adaptar a um novo tamanho de bagagem até o modo como os itens são armazenados em seu interior. 

 

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Pois bem. Esta falta de flexibilidade os fez perceber que tinha chegado o momento de se repensar como uma mala de viagem deve ser e funcionar.

 

Eu sou louca por malas pois este é um acessório que faz parte da minha profissão. Tenho todos os modelos, tamanhos e cores possíveis e imagináveis, mas este protótipo é realmente incrível. Adorei porque, se pensarmos bem, as malas evoluíram, mas nem tanto. Daí alguém se vale da tecnologia e do design e cria algo inovador como a Fugu, que certamente virá para facilitar e muito a vida dos viajantes, atendendo às suas necessidades através de simples ajustes! 

 

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De acordo com as informações que vi no site, suas medidas estão em conformidade com as limitações padrão das companhia aéreas e a mala foi projetada para expandir dentro destas dimensões. Elas são feitas de materiais extremamente duráveis e resistentes a choques e água. Dentro delas há prateleiras embutidas que podem ser anexadas ou recolhidas a qualquer momento. Em outras palavras, ela pode virar um “armariozinho” e quem for organizado (ui) poderá optar por nem desfazer a mala no hotel. Além disso, sua altura e largura a tornam ideal para ser usada como mesinha portátil, formato que atende uma grande variedade de fins, e faz dela não apenas um suporte de laptop. 

 

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Falando em laptop, a Fugu tem um estojo portátil removível com medidas que se adaptam e fazem dele tanto um suporte para o computador como um case de fato. Isso sem falar que o estojo pode ser usado também para seus objetos pessoais.

 

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E o mais importante: seu peso, mesmo com as paredes infláveis e uma alça extra, não é maior do que o de uma mala média padrão.  

 

Como eu disse, ela ainda é um protótipo e os meninos estão buscando apoio dos próprios consumidores potenciais para que a produção da Fugu se viabilize. Mas tudo indica que é mesmo uma ideia revolucionária, hein?

Postado por às 16:40

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Foto de Paula Scarcelli

 

Viajar de navio é um negócio muito bacana. Acho incrível fazer um roteiro completo a bordo, desfrutando de todo o conforto sem se preocupar com absolutamente NADA. A partir do momento em que você embarca, o relaxamento é total. Sou louca pelo fato de poder desfazer minhas malas, guardar minhas roupas e saber que não terei que empacotar tudo de novo a cada fase da viagem. Não há check ins e check outs, não há transporte de bagagens, não há logística de aeroportos. Claro que isso tudo faz parte da rotina de um viajante, que a gente adora sair pelo mundo e por isso estamos acostumados, mas não podemos negar que é desgastante, que dá trabalho. Por isso que sempre digo: nunca fez um cruzeiro? Experimente. Você realmente desliga o modo “pensante” e passa dias onde sua maior preocupação é decidir em qual espreguiçadeira irá se acomodar na piscina, qual o melhor horário para uma massagem, a que hora deverá marcar a reserva do jantar, e se é melhor malhar pela manhã ou antes da sauna. Isso sem falar que, a cada parada, podemos conhecer cidades interessantíssimas, sempre. Explorar o mundo nesse esquema é bárbaro. Sabe aquela história de “um amor a cada porto”? Pois é. Podemos aplicá-la aos destinos.

 

Foto de Paula Scarcelli

Foto de Paula Scarcelli

 

Está claro que eu adoro cruzeiros, certo? Até hoje eu tinha falado muito superficialmente sobre o assunto aqui no blog pois confesso que faz muito tempo que não entro em um navio, logo, minha referência estava meio [muito] desatualizada, digamos assim. Foi pensando nisso que recrutei a Paula, que trabalha há eras comigo e também é uma grande fã da vida a bordo, para embarcar no luxuoso navio Marina, da Oceania Cruises a fim de dar um check em todos os detalhes da embarcação sob o ponto de vista de um viajante.

 

Olha lá a Paula analisando a piscina. Foto de Renata Braghetta

Olha lá a Paula analisando a piscina. Foto de Renata Braghetta

 

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Foto de Paula Scarcelli

 

Antes de mais nada é importante contar para vocês que o Marina é um navio super novo – foi construído em 2011 – e de “alma” moderna, já que não tem a maioria das características padrão dos grandes cruzeiros que conhecemos. Um exemplo: a decoração. Tudo nele é clean, leve, chic, atual e muito sofisticado. A escadaria principal, por exemplo, é todinha ornamentada com cristais Lalique. A coleção de obras de arte a bordo é impressionante, vocês não imaginam. Além de objetos e esculturas incríveis, suas paredes são muito bem vestidas e, dentre as obras de peso, temos inclusive Mirós e Picassos, quer dizer: o navio é de luxo porque vive-se tal conceito a bordo, não apenas porque está dentro de padrões estabelecidos para a categoria pela indústria do turismo.  

 

A happy hour com um por do sol desses é bem mais happy que as nossas, hein?

A happy hour com um por do sol desses é bem mais happy que as nossas, hein? Foto de Paula Scarcelli

 

E esse nascer do sol?

E esse nascer do sol? Foto de Paula Scarcelli

 

Todo dia um espetáculo

Todo dia um espetáculo Foto de Paula Scarcelli

 

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Foto de Paula Scarcelli

 

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Foto de Paula Scarcelli

 

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Foto de Paula Scarcelli

 

O Marina é um navio de médio porte, que leva apenas 1250 passageiros. Para efeito de comparação, navios de tamanho muito aproximado a este, costumam embarcar quase 2100 passageiros. Devo confessar que essa foi uma das partes que mais gostei, pois pensem que com essa diferença no número de viajantes, detalhes como espaço físico nas cabines e áreas comuns, serviços e atendimento, só tendem a melhorar! Isso sem falar que embarcações menores aportam em lugares onde os grandalhões nem podem pensar em chegar. Fora a atmosfera, super acolhedora e intimista. 

 

Navegação com sol é MARA

Navegação com sol é MARA Foto de Renata Braghetta

 

Esportes ao ar livre

Esportes ao ar livre Foto de Paula Scarcelli

 

E o azul sem fim

E o azul sem fim Foto de Paula Scarcelli

 

Enfim. Além do ambiente, super elegante, outro detalhe que chamou muito a atenção da Paula foi a tranquilidade, a eficiência da equipe e o silêncio. Lambaeróbica na piscina? Não tem, obrigada. Durante a rota que ela fez, de Santos à Buenos Aires, passando por Porto Belo, Rio Grande, Punta Del Este e Montevidéu, o Marina estava com cerca de 90% de ocupação, ou seja: podemos dizer que ela dividiu espaço com mais 1124 pessoas e não presenciou uma falha de serviço, não passou por nenhuma espera mais longa para se sentar nos bares e restaurantes e, principalmente, não teve sua paz interrompida por um segundo sequer. Porém ela frisou que o dia a dia “calmo e silencioso” não significa pacato, absolutamente.

 

E essa piscina?

E essa piscina? Foto de Paula Scarcelli

 

Visão dos decks em torno da deliciosa piscina

Visão dos decks em torno da deliciosa piscina Foto de Paula Scarcelli

 

E aqui, uma geral da piscina vista de cima

E aqui, uma geral da piscina vista de cima Foto de Paula Scarcelli

 

Drinks tailor made no bar do Cassino. O serviço super atencioso chamou a atenção.

Drinks tailor made no bar do Cassino. O serviço super atencioso chamou a atenção. Foto de Paula Scarcelli

 

O bar do Cassino é muito estiloso e essa iluminação contrasta super bem com a sobriedade do Marina. Luxo moderno é assim.

O bar do Cassino é muito estiloso e essa iluminação contrasta super bem com a sobriedade do Marina. Luxo moderno é assim. Nas paredes do corredor, 6 Mirós. Foto de Paula Scarcelli

 

 

Há sim música ao vivo na piscina, mas pensem em uma banda de metais tocando bossa nova e hits do delicioso American Song Book. Há shows noturnos, karaokê, pista de dança com banda e DJ, um cassino bem grande, bares que servem drinks de primeira ao som do quarteto de cordas, restaurantes deslumbrantes, academia e SPA completíssimos, um centro de artes plásticas com aulas, chamado Artists Loft, espaço para esportes ao ar livre com campo de mini golf, quadra de tênis, mesa de ping-pong (onde os casais norte americanos organizavam competições animadíssimas) e pista de cooper. Entretenimento compatível a um navio deste tamanho e padrão. E eu estou listando tudo isso pois acho vital ter tais informações em mãos na hora de escolher de fato um roteiro. Mas voltemos às atrações do Marina.

 

Música ao vivo na piscina

Música ao vivo na piscina Foto de Paula Scarcelli

 

 

GASTRONOMIA

 

Sabiam que o Marina foi especialmente concebido para os amantes da boa mesa? Pois é. A Oceania é conhecida como “a cozinha mais refinada em alto mar” e, no Marina, são diversas as opções de restaurantes a bordo, incluindo os salões “comuns”, os gourmets, o Baristas Coffee Bar, que serve cafés e petiscos pra lá de especiais, e ainda o Bon Appétit Culinary Center, única escola de cozinha prática em alto-mar. Demais. 

 

Dentre os restaurantes “comuns” – que de comuns não têm nada, basta dar uma rápida olhada nos menus e provar do excelente atendimento para se constatar isso em 2 segundos – temos:

 

O Grand Dining Room, que serve café da manhã, almoço e jantar em prataria impecável, porcelana europeia e cristais Riedel e oferece uma cozinha internacional num menu muito interessante que, diariamente, conta com duas opções especiais além das listadas: uma degustação típica inspirada em algum país e a refeição criada pelo SPA Canyon Ranch, equilibrada, light e super saudável. Eu, CERTAMENTE, seria adepta. A Paula me disse que no room service também é possível pedir o menu do SPA. Perfeito.

 

O delicioso salão do Grand Dining

O delicioso salão do Grand Dining

 

e os detalhes de seu incrível menu

e os detalhes de seu incrível menu Foto de Paula Scarcelli

 

O Terrace Café e seus incríveis buffets que proporcionam refeições inesquecíveis tanto no salão interno como ao ar livre – excelente opção para café da manhã e almoço;

 

Terrace Café

Terrace Café

 

 

E o super casual Waves Grill, que fica na piscina, serve saladas, hambúrgueres e sorvetes MARA, e é perfeito para quem está curtindo o sol. Gente, a Paula me disse que eles preparam milk shakes batidos à mão a qualquer hora do dia. Yummy. Entenderam porque eu ia focar no menu do SPA? Valha-me Deus. 

 

Só com estas opções já seria possível ter refeições memoráveis a bordo do Marina. Mas a questão é que o desfile gourmet não para por aqui e  os restaurantes de especialidades são de babar. Mesmo. 

 

No francês Jacques, do Master Chef Jacques Pépin, diretor executivo de culinária da companhia, a Paula provou o melhor escargot da sua vida, disparado. Ela amou a ambientação e disse que o jantar aconteceu com todas as cores do por do sol nas enormes janelas. Isso, mais o atendimento super carinhoso do Maître e da sommelier da casa, uma croata bem humoradíssima, certamente deram ao evento um tom especial. 

 

Couvert com pãezinhos personalizados, escargots, pato com laranja e crêpe suzette.

Couvert com pãezinhos personalizados, escargots, pato com laranja e crêpe suzette. Foto de Paula Scarcelli

 

O Red Ginger é um asiático contemporâneo de temperos marcantes, decoração envolvente e entradinhas fantásticas. Ela jantou neste restaurante duas vezes durante o cruzeiro, provou quase 10 itens do menu e  ficou maravilhada com todos. Destaque para o carré de cordeiro com especiarias asiáticas e Kohl Robi, creme de espinafre e azeite de trufas, e para o crème brûlée de chocolate com limão. Ui. Tudo delicioso e lindo de se ver.

 

Um dos jantares da Paula no Red Ginger

Um dos jantares da Paula no Red Ginger Foto de Paula Scarcelli

 

No Polo Grill, cuja decoração toda em madeira, couro e tecidos nobres é ultra acolhedora, a grande estrela é sua especialidade Surf &Turf que traz uma cauda de lagosta da Flórida e filé mignon grelhados. Bem como a lagosta do Maine, inteira e gratinada. E o bisque de lagosta recoberto com pedaços de lagosta corada. E a costela Bone-in King’s Cut Primeé, a seleção de mini hamburgueres, o magnífico coquetel de camarão e a sopa de cebola….

 

Mini burgers gourmet no Polo Grill

Mini burgers gourmet no Polo Grill Foto de Paula Scarcelli

 

O super típico Toscana é requintadíssimo e ao mesmo tempo, italianíssimo! Seu menu de azeites é bem bacana e a louça personalizada, toda Versace. Chic. O menu foi super elogiado pela Paula, que morreu de amores pelos azeites e pelo pot-pourri de sobremesas italianas “de largar a família”. 

 

Louça Versace

Louça Versace Foto de Paula Scarcelli

 

Agora, para uma experiência absolutamente bárbara, ela recomenda um jantar no Privée, espaço que pode ser reservado para até 10 pessoas, em caráter privativo, como o próprio nome diz. Seu ambiente é primoroso, com detalhes que enchem os olhos, como os entalhes barrocos, as paredes revestidas de ônix e o incrível  lustre de cristal branco Venini. Fazer uma degustação de vinhos no La Reserve by Wine Spectator também deve entrar na lista de compromissos a bordo. 

 

Olha que bárbaro o Privée

Olha que bárbaro o Privée

 

E aqui, o La Reserve.

E aqui, o La Reserve.

 

AS ACOMODAÇÕES

 

Além das cabines padrão, que em sua esmagadora maioria são externas e dispõe de agradáveis varandas (a Paula ficou em uma dessas e simplesmente amou. A varanda é perfeita para contemplar o nascer do sol e tomar café da manhã tendo o oceano como pano de fundo), o Marina ainda tem mais 4 tipos de suítes especias, que vão desde as Penthouses, com 39m², e as Suites Oceania, com 93m², localizadas na proa, popa e cento do navio, até as impressionantes Suites Vista, com 111m², que ficam na proa e têm interiores assinados pelo super Dakota Jackson, e as ultra master Suites Owner. Estas estão na popa, tem incríveis 185m² de área e são todinhas decoradas pela Ralph Lauren Home Collection. Dá para passar a vida viajando no Marina dentro de uma suite dessas, hein? Para completar, todas estas opções oferecem serviço de mordomo 24 horas, além de uma série infinita de vantagens e mimos. 

 

Aqui a cabine que recebeu a Paula.

Aqui a cabine que recebeu a Paula. Foto de Paula Scarcelli

 

Seu primeiro nascer do sol a bordo foi assim.

Seu primeiro nascer do sol a bordo foi assim. Foto de Paula Scarcelli

 

Café da manhã na cabine no porto de Rio Grande

Café da manhã na cabine no porto de Rio Grande Foto de Paula Scarcelli

 

Suíte Penthouse

Suíte Penthouse

 

A Suíte Oceania

A Suíte Oceania

 

Plantinha da Suite Vista

Plantinha da Suite Vista

 

A Suíte Owner. Notaram o tamanho da varanda e a jacuzzi particular ali à direita?

A Suíte Owner. Notaram o tamanho da varanda e a jacuzzi particular ali à direita?

 

Um show. A experiência foi super positiva e, para quem quiser provar deste navio delícia é bom saber que, além de passar pelo Brasil, com embarques no Rio de Janeiro e em Santos, o Marina ainda dá uma geralzinha na América do Sul, com Uruguay, Argentina e Chile, e segue por uma rota bárbara, que engloba Mediterrâneo, Ilhas Gregas, norte da Europa e Escandinávia, Pacífico Sul, Austrália e Nova Zelândia, Canadá, Nova Inglaterra (ponta nordeste dos USA), África, Caribe e Canal do Panamá.

 

Partindo de Punta Del Este

Partindo de Punta Del Este Foto de Paula Scarcelli

 

 

Demais. Roteiro top em um 5 estrelas flutuante onde todos os ambientes são”frente mar”? Tô dentro!

 

Cenas de Punta Del Este

Cenas de Punta Del Este Foto de Paula Scarcelli

 

Sobre Montevidéu

Sobre Montevidéu Foto de Paula Scarcelli

Postado por às 15:15

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Deu no UOL:

 

“Aperto da classe econômica pode estar com os dias contados”

 

Sério????

 

Antes de a gente sair dançando pela rua em comemoração à manchete, preciso dizer que, pelo menos por enquanto, essa maravilhosa notícia faz referência a um projeto que ainda é apenas um conceito envolvendo poltronas conversíveis concebido por um chinês joinha chamado James Lee. Ele é chefe da Paperclip Design, uma empresa de Hong Kong especializada em design de interiores para a indústria de aviação, e sua ideia genial traz uma solução para agradar os passageiros e ampliar a oportunidade de lucro de empresas aéreas ao mesmo tempo.

 

Não disse que ele era joinha?

 

Olha, se o que ele sugere sair mesmo do papel e for colocado em prática, uma nova era nas longas viagens em classe econômica se iniciará, e desta vez, sem a tortura gerada pelo aperto das cabines. Isso tudo apenas com a mudança de design das poltronas. Não é bárbaro?

 

Tipo isso

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O assento que ele projetou se chama Butterfly e seu modelo permite que as companhias aéreas modifiquem a configuração das cabines dos aviões de acordo com a demanda de cada voo. O resultado disso, segundo ele, é mais espaço para os passageiros de todas as classes, já que fica super fácil adaptar a cabine com uma disposição de 2-4-2 assentos para uma de 1-2-1. O Butterfly foi pensado especificamente em acomodar passageiros viajando em econômica premium ou executiva mas, diante disso que nos é apresentado, fica claro que não seria impossível aproveitar a solução para toda a classe econômica, ou até mesmo para a first!

 

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Cada Butterfly é composto, na realidade, por duas poltronas conjugadas, com o assento do corredor posicionado de forma desnivelada, para trás do assento da janela ou do meio. Olhando as imagens (que também tirei lá do UOL), fica bem mais fácil de entender as explicações da coisa toda, juro.

 

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Enfim. Quando as duas poltronas dos quatro conjuntos de assentos da fileira são utilizadas, temos a classe econômica. Nessa disposição, mesmo com oito passageiros sentados lado a lado, há um super espaço lateral para todos, graças ao esquema de desnivelamento. :-D . Isso significa que, mesmo na econômica, o passageiro vai contar com uma mesa larga, nichos para acomodar pequenos objetos e um apoio de pés ajustável em forma de pufe. Para vocês terem uma ideia, em uma aeronave como o 777, são até 53 cm de espaço entre os apoios de braço para cada passageiro. Isso, meus queridos, é o tamanho que encontramos em algumas cabines executivas, sabiam? :-D :-D

 

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E tem mais: o encosto dos assentos do meio ou da janela podem ser rebatidos, transformando a dupla de poltronas em uma mini-suíte com um sofá lateral na configuração de classe executiva. Este sofá, além de ampliar o espaço disponível para o passageiro, pode acomodar um segundo viajante para as refeições ou permitir que crianças durmam ao lado de seus pais durante o voo. :-D :-D :-D

 

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Para completar, o assento do corredor pode ser rebatido, e isso forma uma cama diagonal junto ao sofá com dimensões respeitáveis (196 cm de comprimento por 110 cm de largura) que faz dele uma das maiores camas disponível nos ares. É espaço suficiente para o passageiro dormir em qualquer posição. 

 

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Resumindo, além de permitir modificações rápidas nas combinações de assentos disponíveis em cada voo, o Butterfly simplificaria para as companhias aéreas a questão em torno de oferecer upgrades aos clientes. Como a demanda não é constante, previsível tampouco, essa flexibilidade toda ajudaria as empresas a combater incertezas, segundo Lee. 

 

Eu espero mesmo é que essa excelente ideia ajude a nós, passageiros que pagamos tanto para voar na econômica e mais ainda por uma poltrona business. Haja milhas. E dinheiro!

 

Mas é aquilo, né: todo mundo achou o MÁXIMO  o tal do Butterfly, mas o projeto – que já recebeu 2 prêmios super importantes da aviação – ainda depende de parcerias para ser executado. A Paperclip andou dizendo que, com otimismo, poderíamos pensar nisso para, talvez, depois de 2017.

 

Para mim, o que interessa é o fato de alguém competente ter apresentado algo que pode vir a ser uma solução. Algo que pode trazer benefícios para os viajantes. Estamos juntos nessa torcida, certo? Qualquer novidade eu conto para vocês! ;-)

 

Postado por às 14:31

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O Casa Chic é um hotel de campo delicioso localizado em Carmelo, cidadezinha super pacata e cheia de vinícolas que fica na beira do Rio de la Plata, a 3 horinhas de carro de Montevidéu, no Uruguay.  Por entre as silenciosas ruas de paralelepípedos de seu centrinho, todos, inclusive os turistas, trafegam montados em suas bicis. As casas são uma graça e a combinação parrilla-café-loja de vinhos é um sucesso. Muito, mas muito bacana, como tudo o que se refere ao Uruguay, né? Adoro a vibe do país, com aqueles campos todos, clima de fazenda, cidades simpáticas e praias badaladas. Sou fã. 

 

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Mas voltemos ao Casa Chic que, como eu estava dizendo, é um hotel e clube de campo super gostoso que fica a penas 1 km do Rio de la Plata e tem vistas lindíssimas sobre as florestas nativas e lagos naturais da região. O lugar foi idealizado justamente para que seus hóspedes relaxem e desfrutem de tudo o que a Riviera Uruguaia oferece com muito charme e, principalmente, conforto.  A paixão pelo design, gastronomia e estilo de vida moderno e descontraído de seus criadores garantem que nós, os hóspedes, experimentemos seu serviço personalizado em uma atmosfera de relaxamento e bem-estar que faz de qualquer estadia uma experiência bárbara.

 

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Agora, se você acha que toda a tranquilidade característica de Carmelo sobre a qual já comentei, vai fazer de sua estada no Casa Chic uma morgação sem fim, apenas digo que você está enganado. As atividades oferecidas pelo hotel são muitas e incluem coisas bacanas como golf, kayaks, tênis, cavalos, bikes e paddles. Gosto muito deste mix relax+atividades ao ar livre.

 

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E gosto mais ainda de vinhos, por isso amei saber que sua adega Buena Vista é super bem decorada e muito bem equipada, mesclando tecnologia e tradição na dose certa. Especialistas no assunto falam muitos bem sobre suas instalações e os vinhos produzidos na região de Punta Gorda e eu estou mesmo é ficando com vontade de ir ver tudo isso de perto. 

 

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Quem topa?

 

 

 

Postado por às 14:41

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O fim de novembro foi intenso. Emendei duas viagens – Machu Picchu e Paris – e ainda coloquei 2 pessoas da minha equipe na estrada também: a Paula embarcou no novíssimo navio Marina, da Oceania Cruises, sobre o qual vou falar logo logo, já que ela simplesmente amou e voltou cheinha de detalhes para contar, e a Mafê se mandou para Botswana, onde fez sua estreia no mundo dos safáris e conheceu, além da vida selvagem, lodges bárbaros e serviços de primeira linha.

 

 

Que lugar incrível essa tal de Botswana, gente! Viagens de safári são sempre memoráveis. No ano passado a Paula foi para a Tanzânia e quando voltou me disse que se precisasse resumir a experiência em uma palavra, diria “grandiosa”. Daí a Mafê voltou da África e confirmou a definição. Ambas afirmam que seus primeiros safáris foram, até agora, a grande viagem de suas vidas.  

 

Não dá pra discutir, né? 

 

Dentre todo o material que começamos a decupar hoje para a produção dos posts, há um vídeo MARA que foi feito pelo super querido Bruno Feder, um dos companheiros de safári da Mafê. Então, aí vai uma palhinha do que se passou em Botswana. Assistam com amor pois está demais e ilustra perfeitamente o conceito “uma imagem vale mais do que mil palavras”. 

 

Aumentem o som e divirtam-se! Eu já vi umas 100 vezes [and counting] :-D!

 

 

Agradecimentos mil ao Bruno, que é talentoso por demais e editou tudinho lá mesmo, entre um safári e outro. Arrasou. 

 

Importante dizer que a Mafê viajou com toda a segurança no que diz respeito ao surto de Ebola. Gente, lembrem-se que a África é um continente, não um país, e que uma epidemia que está concentrada em determinada porção do território não atinge áreas distantes. Há controle, há distância, eles estão de olho, são os maiores interessados. Ninguém em sã consciência iria fazer safáris em locais onde houvesse riscos de contaminação. Jamais! ;-) As pessoas estão assustadas com isso mas a Mafê voltou com muita informação tirada direto da fonte para tranquilizar quem está indo para lá. Imagina só se países tão fortes no turismo colocariam em perigo justamente os viajantes. Eles tratam isso com muita responsabilidade e isso foi confirmado in loco. 

 

Muito amor pela África. Sempre um destino deuso. 

 

Postado por às 17:42

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Oie! Hoje vou contar sobre a absolutamente incrível viagem que fiz ao Peru. Quem acompanhou pelo Instagram já teve uma amostra de como estes dias foram bárbaros mas, só para explicar logo de cara quão maravilhosa foi esta minha experiência, apenas digo que fiz uma trilha, chamada Lares, que é paralela à Trilha Inca Original e à trilha Salkantay, ou seja: fui à pé para Machu Picchu numa jornada de 5 dias, em altitudes que variavam sempre entre os 2000 e 4000 metros acima do nível do mar, gente! Esta foi a primeira saída para esta trilha com seu lodges prontos, então posso dizer que eu e o grupo top que me acompanhou nessa aventura fizemos a viagem inaugural deste programa, intercalando caminhadas super extensas com hospedagens MARA, nos tais lodges novinhos em folha. Foi uma honra e um aprendizado. Inaugurar um roteiro é puro luxo, vamos combinar.  

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

Durante a viagem, tive a oportunidade de  explorar o Vale de Urubamba, o famoso “ Vale Sagrado dos Incas”, e o espetacular sítio arqueológico de Machu Picchu. Tudo isso combinado com a caminhada na região de Lares, um dos lugares menos visitados e menos populosos ao norte de Cusco, conhecido por sua atmosfera rural, seus artesãos de tear com suas roupas coloridíssimas e seus rebanhos de alpacas e de lhamas – um pedacinho da autêntica vida peruana.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

As caminhadas diárias me levaram a lugares super remotos, onde fiquei cara a cara com cascatas, picos nevados, lagos glaciais e magníficos condores planando. Um absurdo de lindo. Estes trajetos também me deram a chance de visitar as pequenas comunidades andinas onde o estilo de vida permanece imutável há séculos.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

Conheci o trabalho impressionante dos artesãos de tear manual, os camponeses….dei um verdadeiro mergulho no passado! Isso tudo, meus amigos, com todo os conforto dos lodges que me alojaram com todo o luxo ao final de cada dia, depois de cada etapa cumprida para o merecido e necessário descanso. Imaginem como é pesado caminhar de 6 a 8 horas por dia… Importante dizer que cada aventura é programada de acordo com a capacidade individual dos viajantes, então há trilhas com diferentes níveis de dificuldade. É possível optar por fazer uma parte a pé e outra de carro, caminhadas reduzidas, enfim: são super cuidadosos com os viajantes. Todo e qualquer movimento nas trilhas é acompanhado por guias mega experientes que, além de nos orientar, compartilham todo seu vasto conhecimento sobre história natural, cultura e tradições locais. Cada dia é uma aula, gente, com infinitamente mais informações do as que poderíamos encontrar em qualquer livro de história, qualquer guia de viagem, qualquer Google. Demais.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

Como eu já disse, fiz o itinerário de 5 dias, que inclui os mais expressivos sítios Incas do vale sagrado e as melhores trilhas da região de Lares mas, para quem tem mais tempo e quer uma aventura mais completa, há também a opção que dura 7 dias. Tanto um como outro oferecem visitas aos incríveis sítios Inca de Pisac, com suas notáveis estruturas de pedras; de Ollantaytambo, onde o líder rebelde Inca MancoInca derrotou os espanhóis em batalha; e da incomparável Machu Picchu, glória do império Inca e maravilha arqueológica da América do Sul.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

Bem, tudo começou em Cusco, onde cheguei e fiquei por 2 dias para me adaptar à altitude. Essa parte não é nada fácil, viu? Confesso que sofri bastante mas mastigar folhas de coca, tomar seu chá, muita água e uma alimentação leve ajudam bastante. O grupo que foi comigo era de 19 pessoas no total e maior parte dele era formada por operadores e agências de turismo. A tchurma dos “desbravadores peruanos” ainda contou com a presença da Gabriela Pugliesi, Didi Wagner e seu marido, Fred. Time nota mil, a integração entre todos foi ótima!

  

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Foto de Guilherme Padilha

 

Em Cusco fiquei no hotel El Mercado, que tem ótima localização e um custo beneficio top. O dono deste hotel, Henrique, é também proprietário dos lodges onde nos hospedamos durante a trilha e adorei conhecê-lo pois me encantou ver seu comprometimento e envolvimento com as comunidades locais. Visitamos alguns sítios arqueológicos em Cusco e demos uma volta na praça. Já nestes primeiros dias fiz minha primeira constatação: como a natureza é generosa com o Peru! Se nos primeiros dias eu já estava de queixo caído, imaginem só como fiquei ansiosa pelo resto da viagem! Eu sabia o que me aguardava.

 

 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

 

A partir dai foi que a trilha começou de fato. Neste primeiro dia ‘hardcore’ saímos cedinho de Cusco num carro em direção ao Vale Urubamba, o “Vale Sagrado dos Incas”. Passamos por Pisac e pelo vilarejo de Qoya, que já está a 2900 m de altitude. Depois deste trajeto motorizado, que durou mais ou menos 1 hora e meia, chegamos à comunidade de AyarCancha, onde começamos a caminhada numa altura de 3800 metros! Subimos montanha por duas horas até chegarmos ao desfiladeiro de Challwacassa, a 4250 metros de altitude. Juro, achei que fosse morrer, kkkk, mas o cansaço logo deu lugar ao encantamento que senti observando as lindas vistas dos picos das cordilheiras de Vilcanota e Vilcabamba e, mais ao longe, dos gigantes picos nevados de Ausangate e Salcantay. Que visual!

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

 

Como tudo o que sobe, desce, seguimos então montanha abaixo até a comunidade de Viacha, a 3900 metros, onde paramos para um almoço gourmet. Depois de um merecido descanso, pegamos uma trilha Inca restaurada, que leva até o impressionante sítio arqueológico de Pisac, a 3200 metros, que domina todo o vale. As encostas mais baixas das montanhas exibem terraços para plantio e sistemas de irrigação impressionantes, que datam dos tempos Inca.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

GP trilha

Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

Depois de um passeio de exploração nas ruínas, continuamos descendo por uma hora, até a pitoresca aldeia de Pisac, a 2972 metros, lugar super conhecido por seu colorido mercado de produtos artesanais. Dali, seguimos de carro até a cidade de Lamay (2941 metros), onde passamos a noite num lodge bem confortável, que ainda estava meio em obras mas assim mesmo era maravilhoso. O legal é que membros da comunidade trabalham lá. É o tal envolvimento do Henrique e seu irmão com as comunidades locais. Bem bacana. Neste primeiro dia foram 6 horas de caminhada (ui), mas é aquilo que já falei: há diferentes níveis de dificuldade e se alguém preferir algo mais leve há a possibilidade de adaptar a divisão carro/trilha em cada etapa. Andei 6 horas porque tenho um super condicionamento e sou metida, kkk. 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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No segundo dia fizemos a caminhada de Quiswarani até Huacawasi, uma das mais belas trilhas da região de Cusco! Saímos de Lamay bem cedo, e fomos de carro numa viagem de belas paisagens por 2 horas até Lares, região norte do Vale Sagrado. Ao deixarmos a estrada principal, logo chegamos à singular aldeia de Quiswarani, que fica a singelos 3.829 metros, onde começamos a andar. A trilha seguiu vale acima, onde logo demos de cara com lagos e rebanhos de alpacas pastando. Seguimos caminhando e subindo por umas 3 horas até o desfiladeiro de AbraHuchuyccasa, a 4.414 metros de altitude.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

Duro, viu? Mas lá do alto…vocês não imaginam como são incríveis as paisagens das cordilheiras de montanhas ao longe e os maravilhosos lagos azuis turquesa. Em Cuncani passamos por muitos campos e casinhas de camponeses descendentes do Incas que mantém seu tradicional estilo de vida e seguem cultivando uma grande variedade de batatas que produzem durante o ano inteiro, além de ainda usarem as lhamas para transporte, e as alpacas, para alimentação e vestimenta. Fofíssimos. 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Daí é aquela história, né? Subiu, tem que descer, não há outro jeito! Então, a partir dos 4387 metros do desfiladeiro de Phoñaccasa, seguimos até o lago de Qeywagocha para um almoço tranquilo. Terminamos a caminhada na aldeia de Qelgena (3.647 m), onde nosso carro nos resgatou após 8 horas de caminhada e nos levou até a aldeia de Huacawasi (3.800 m), onde tivemos um encontro cultural único com as pessoas da comunidade local. Passamos a noite no lodge de Huacawasi, que já está bem completo. A-do-rei a estadia lá e gostei mais ainda de saber que a comunidade participa como sócia em 25% do lodge. Top. 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Huacawasi é uma famosa aldeia de artesãos de tear, onde os homens ainda vestem os tradicionais ponchos coloridos, e as mulheres usam saias feitas à mão e chapéus decorados. Nosso terceiro dia de trilhas partiu de lá e, ao passar pela aldeia, mergulhamos na vida cotidiana da comunidade, observamos as mulheres trabalhando nos teares, e vimos cenas impagáveis, como as crianças indo para a escola.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Sorria! Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

Engatamos uma caminhada de 2 horas e meia montanha acima até o topo do desfiladeiro de Ipsaycocha (4.442 m), de onde o visual é magnífico. Durante o trajeto encontramos os habitantes locais se deslocando de aldeia em aldeia, levando suas mercadorias e rebanhos de animais. Esse tipo de integração é sempre muito interessante.

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

Adivinhem o que fizemos chegando lá em cima? Sim, descemos até os 4292 metros de altitude do lago Ipsaycocha, onde nos maravilhamos com os condores circulando livremente no céu enquanto aproveitamos o almoço. Continuamos numa descida até a aldeia de Patacancha (3.848 m), onde embarcamos no carro que nos levou até a cidade Inca de Ollantaytambo, a 2.792 m, no Vale Sagrado. Nesse dia participamos de um batizado de uma criancinha Inca e isso foi muito especial. Após mais de 6 horas de caminhada eu simplesmente capotei no hotel. 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

Depois de todos esses dias andando como loucos, fizemos um programa um pouco mais light. Visitamos Ollantaytambo, que ostenta um sítio arqueológico impressionante e a bem preservada estrutura desta cidade, que já foi uma capital Inca. O local era propriedade do imperador Pachacutec, conquistador da região, que construiu a cidade e o centro de cerimônias. Ollantaytambo data do século 15 e apresenta algumas das moradas de ocupação contínua mais antigas da América do Sul. As ruínas são impressionantes!

 

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Depois do almoço, chegou a hora mais esperada por mim: pegamos nosso trem até Aguas Calientes, ou seja, estávamos indo para [tcharããã] Machu Picchu! Ficamos hospedados no maravilhoso Inkaterra Pueblo Hotel. 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

O quinto dia de exploração foi bárbaro. Saímos cedíssimo do hotel e pegamos o ônibus que leva ao santuário de Machu Picchu. A viagem é super tranquila, leva apenas meia horinha e, chegando lá, tudo o que eu consegui dizer e pensar foi “UAUUUU!” 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

É difícil verbalizar o impacto que Machu Picchu causou em mim, sério. Durante a visita às ruínas senti de verdade a curiosidade despertada naturalmente em torno da clássica pergunta “como essas construções chegaram até o topo da montanha”? Pois é. Resumindo, digo que ver de perto os mistérios do lugar e fazer descobertas sobre o povo Inca e sua cultura fizeram desta viagem uma experiência pra lá de engrandecedora. A imensa capacidade daquela sociedade é facilmente notada através da impressionante a disposição dos prédios e dos inúmeros terraços para agricultura. Depois de explorar a ruínas, subimos a ultra master íngreme escada Inca de Huayana Picchu. A caminhada dura umas 2 horas e é absurdamente desafiadora. Imagina um caminho VERTICAL. Pois é. Mas, lá de cima, a vista de Machu Picchu e das cordilheiras faz valer cada passo. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a história inca, tudo isso foi super planejado justamente para a passagem do Deus Sol. Demais gente. Ver isso de perto foi algo incrível. Bem, e se a subida de Huayana Picchu pode ser classificada como loucura, a descida é praticamente um suicídio, kkkk. Trancos e barrancos literalmente. Quem foi que disse que “para baixo todo santo ajuda”, hein? Esse cara certamente não desceu Huayana Picchu, certeza!

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

Vocês acreditam que perdi 3 kg em 5 dias? Juro.

 

Depois deste gran finale com emoção, retornamos à Cusco e passamos a última noite no deslumbrante hotel Sol y Luna. Gostei tanto que vou escrever um post inteirinho só para ele. Fechou com chave de ouro nossa inesquecível aventura. 

 

Finalizando, só sei que absolutamente tudo acrescentou. O contato com o povo, as caminhadas com subidas e descidas por horas a fio, a consciência de saber que para fazer uma trilha dura como as que encaramos, basta querer. A natureza esplendorosa do Peru, tudo o que aprendi sobre turismo de aventura com os top agentes e operadores que viajaram comigo e, como disse uma das minhas companheiras, o “consumo de cultura” que vivemos. 

 

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Foto de Guilherme Padilha

 

 

Foi, sem dúvida, uma das melhores viagem da minha vida!


 

Importante saber:

1 – Você sabia que a maioria das voos internacionais chega em Lima ou tarde da noite (23 hs) ou bem cedo de manhã (5 hs), e que os voos de conexão a Cusco saem a partir das 6 hs? Passar uma noite num hotel em Lima, mesmo que por poucas horas, pode ser uma excelente idéia para descansar um pouco e iniciar a viagem tinindo. 

 

2 – É sempre recomendável passar pelo menos 2 noites em Cusco para se adaptar às altitudes antes de começar as trilhas. Se seu plano de viagem permitir este período, não pense duas vezes! Mesmo porque explorar Cusco é bem bacana.  

 

3 – Para quem quer conhecer outros lugares no Peru, a hora é essa! As programações extra são bem variadas e incluem opções bárbaras como visitar as coloridas comunidades que vivem em volta do Lago Titicaca (o mais alto lago navegável do mundo), se aventurar na exuberante selva amazônica peruana, ou visitar o cânion de Colca, com suas incríveis alturas, terraços Inca e condores.

 

4 – Vale muito a pena se preparar fisicamente antes de ir. Eu fiz isso e afirmo que me ajudou bastante. Foquem nos exercícios cardio-vasculares e controlem a dieta. Esteira, parque, piscina, bike…escolham como pretendem preparar o corpitcho para as caminhadas! E continuem aplicados depois da viagem, né? Boa alimentação, exercícios moderados e canja de galinha não fazem mal a ninguém ;-)

 

5 – O que levar? Pouca bagagem, mas itens “certos”:

Mochila esportiva, Botas de caminhada em trilha já usadas por você (tênis não são apropriados e é super indicado já ter botas “amaciadas”), casaco e calça impermeáveis, capa impermeável, luvas, roupas lever para as caminhadas, camisetas de dryfit, jaqueta de frio, chinelos (tem que descansar os pés, né!), o combo master chapéu/boné/óculos escuros/protetor/repelente, binóculos, luz de cabeça, muitas meias confortáveis, garrafinha para água, bastão para caminhadas, roupas confortáveis para usar à noite, maiô/biquini (há piscinas!), e o mais importante: câmeras com muito espaço livre e carregadores!

 

 

 

Postado por às 14:39

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Hoje vou falar sobre como minha super amiga Maria Fernanda Kuntgen transformou sua última viagem de trabalho em uma experiência bacanérrima pela Europa e Ásia. A Mafê viaja muito – ela é uma daquelas pessoas irritantes que sempre postam fotos em lugares ensolarados e paradisíacos enquanto estamos presos no trânsito da Marginal Pinheiros, kkkk – e isso faz dela uma ótima fonte de dicas. Então vou reproduzir aqui o roteiro que ela fez, com as indicações de hotéis e #traveltips bacanas de cada lugar.

 

Como o destino da Mafê era a Ásia, ela optou por fazer a conexão em Amsterdam. Bela escolha, acho esta umas das cidades mais agradáveis de toda a Europa, e a Mafê soube aproveitar muito bem a rápida estadia. Foram apenas 2 dias, mas ela caprichou na escolha do hotel e optou pelo lendário Hotel De L’Europe, que fica nas margens do Rio Amstel, bem no coração histórico de Amsterdam, ou seja: independente de quanto tempo você passe lá, ficar no De L’Europe faz com que seja praticamente impossível não participar da cidade e viver suas riquezas culturais. É um verdadeiro tesouro icônico do século 19, com design atemporal, ambiente intimista e serviço irretocável. Muito elegante e, principalmente, muito bem localizado. Ela recomenda de olhos fechados e, como as recomendações da Mafê são sempre deusas, eu assino embaixo!

 

Hotel De L'Europe

Hotel De L’Europe

 

Mafê de bike por Amsterdam

Mafê de bike por Amsterdam

 

E Mafê pelos canais de Amsterdam

E Mafê pelos canais de Amsterdam

 

Bem, depois da passagem relâmpago por Amsterdam, Mafê embarcou para Kuala Lumpur, capital e maior cidade da Malásia. Aqui ela ficou no Mandarin Oriental e me contou que, apesar de o hotel não ter passado por nenhuma reforma recente, ostenta todas as características típicas da rede Mandarin, uma das melhores do mundo e da qual sou fã absoluta. Essas tais características comuns aos Mandarins são uma espécie de assinatura de estilo da rede e se traduzem através de localizações privilegiadas, vistas incríveis, e os mega janelões do chão ao teto em todos os ambientes porque, afinal de contas, se a vista é incrível, temos que desfrutar dela, certo?

 

Mafê e a Torres Petronas

Mafê e a Torres Petronas

 

O Mandarin é o edifício à esquerda das torres. Bem localizado é apelido.

O Mandarin é o edifício à esquerda das torres. Bem localizado é apelido.

 

Estes detalhes são como que uma impressão digital da marca e estão presentes em todos os hotéis Mandarin (deem uma olhadinha no Mandarin de NYC, sobre o qual já falei aqui!). Portanto, não foi surpresa nenhuma ouvir da Mafê que o Mandarin de Kuala Lumpur é extremamente bem localizado tanto para quem está na cidade a passeio quanto a trabalho. Segundo ela, o hotel, que fica no City Centre,  está “a 3 minutos de caminhada” do Convention Centre, onde acontecem as feiras e convenções (importante lembrar que Mafê estava lá a trabalho, então pôde constatar isso pessoalmente).

 

Piscina do Mandarin

Piscina do Mandarin – notaram o reflexo das Petronas ali no prédio em frente?

 

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Ao mesmo tempo, o Mandarin está plantado, literalmente, entre os lindos jardins do City Centre Park e as Torres Petronas, cartão postal super célebre de Kuala Lumpur. O visual é incrível. Para completar, o Shopping Suria, bárbaro, que tem todas as melhores marcas do mundo, também fica ali, coladinho ao Mandarin. O hotel tem vistas muitos bacanas para a cidade e a Mafê achou especial o visual que a academia – super completa, equipadíssima – tem por sobre o parque. 

 

Corridinha no "quintal" do hotel, o City Centre Park

Corridinha no “quintal” do hotel, o City Centre Park

 

Sua próxima parada foi Hong Kong, na China, cidade conhecida pelo seu skyline repleto de arranha céus e por ser uma das áreas mais densamente povoadas do mundo! A Mafê ficou impressionada desde o momento em que pisou no imenso aeroporto. Dica super importante: tenha sempre os endereços de seu interesse, principalmente o do hotel, anotados em um papel. A maioria dos taxistas não fala inglês e tentar se fazer entender pode ser um problemão. Imagine você tentando explicar seu destino e o motorista te olhando com cara de paisagem? Se perder em Hong Kong não deve ser o programa mais agradável do  mundo, hein? 

 

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Hong Kong by night vista do Peak Tram, bondinho que leva até o topo de Victoria Peak. De lá, o panorama da cidade é de encher os olhos. Mafê indica iniciar a subida bem no final da tarde. Assim é possível observar o sunset e o skyline iluminado.

 

Essa foto foi tirada no Restaurante Acqua, considerado o restaurante com a mais bela vista do mundo! Fica localizado na cobertura à cobertura do One Peking Building, em Tsim Sha Tsui, distrito moderno, comercial e agitadíssimo de Kowloon, parte continental de Hong Kong.

Essa foto foi tirada no Restaurante Acqua, considerado o restaurante com a mais bela vista do mundo! Fica localizado na cobertura do One Peking Building, em Tsim Sha Tsui, distrito moderno, comercial e agitadíssimo de Kowloon, parte continental de Hong Kong.

 

Mais uma da vista do Acqua

Mais uma da vista do Acqua

 

Bom, como em time que está ganhando não se mexe, Mafê repetiu a fórmula do sucesso e se hospedou novamente em um Mandarin Oriental. Ela achou a unidade de Hong Kong excelente e super bem localizada, o que é padrão dos Mandarins, como eu já comentei. Este hotel tem uma piscina coberta MARA, que ela adorou, bem como a academia, equipada com os melhores aparelhos e todos os apetrechos imagináveis. No Mandarin de Hong Kong a Mafê destacou os restaurantes e o nível do atendimento, impecável. Enfatizou que o café da manhã servido por eles foi um dos melhores que já viu e saboreou. Adoooro café da manhã caprichado a ponto de chamar a atenção. Me empolga e diz muito sobre o hotel. 

 

A academia TOP do Mandarin de Hong Kong...

A academia TOP do Mandarin de Hong Kong…

 

...e sua piscina coberta, bárbara.

…e sua piscina coberta, bárbara.

 

Foi em Hong Kong que surgiu a tão esperada brechinha na agenda da Mafê e ela não pensou duas vezes: foi visitar o grande Buda e ficou maravilhada. O Tia Tan Buddha é a maior estátua de Buda sentado ao ar livre da Ásia. Fica na ilha de Lantau e é uma das mais importantes atrações de Hong Kong. A outra é o templo budista Po Lin Monastery, que fica ali do ladinho do Buda, ou seja: você faz um passeio e conhece dois pontos chave da cidade. Show. Isso sem falar no trajeto, que é um espetáculo à parte. 

 

O magnífico templo budista Po Lin Monastery

O magnífico templo budista Po Lin Monastery

 

Mafê lááá em cima, aguardando o teleférico

Mafê láááá em cima, DENTRO da Crystal Cabin. Dá ara acreditar que ela já está no teleférico?

 

 

Olha lá o Grande Buda

Olha lá o Grande Buda

 

É o seguinte: dá para chegar até lá de metrô, de ônibus ou de táxi, ok. Mas esqueça essas opções e pegue o teleférico Ngong Ping 360. É TUDO na vida.  Segundo a Mafê, esta é a parte mais impactante do passeio. Deus me livre de dizer que o grande Buda sentado não faz nossos corações baterem mais forte, mas gente: a vista lá de cima é bárbara, o piso panorâmico (existe piso panorâmico? kkk, não inventa Silvana, o nome correto é Crystal Cabin!) é demais e a experiência é íncrível, vamos combinar. A Mafê viajou numa Crystal Cabin, mas há outras opções, como a Standard Cabin, mais em conta, mas também com a vista deusa de 360°, e as Private Cabins, para um passeio super exclusivo. Este é o teleférico mais longo de toda a Ásia, percorrendo quase 6km num passeio de 25 minutos.

 

A Crystal Cabin da Mafê. Demais, né?

A Crystal Cabin da Mafê. Demais, né?

 

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Mafê diz que, mesmo que haja filas imensas para embarcar no teleférico, você deve insistir, jamais desistir! Vai valer a pena, pode acreditar. A dica master dela é: “vá de manhã cedinho/final da tarde ou compre online o ticket que dá direito a prioridade no embarque”. Anotadíssimo.

 

Desembarcando do teleférico, você chegará ao Grande Buda em poucos minutos de caminhada. A estátua tem 34 metros de altura e simboliza a harmonia do homem com a natureza. A mão direita elevada representa a sua benção a todos os visitantes. Subir os 200 degraus que nos deixam pertinho do Grande Buda é para quem tem fôlego, mas, como todo esforço tem sua compensação, lá do alto é possível avistar o Mar da China e até a cidade de Macau em dias claros! Claro que vale a pena, né? 

 

Mafê e o Grande Buda. Claro que ela subiu a escadaria!

Mafê e o Grande Buda

 

Obrigada, linda Mafê! Sua dicas vieram, como sempre, tinindo!

 

Postado por às 15:00

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Quem é fã de Harry Potter precisa ver essa: o Hotel Georgian House, um Bed and Breakfast Boutique super charmosinho no centro de Londres, acabou de inaugurar seus quartos temáticos totalmente baseados nos aposentos de Hogwarts! Não é bárbaro?

 

 

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Os “Wizard Chambers” têm todas as características dos cômodos da escola de bruxaria, como as camas de dossel típicas, mesas de estudo, garrafas de poções, livros de feitiços e até caldeirões! Apesar de serem super peculiares, os quartos são bem aconchegantes e a estadia inclui English Breakfast.

 

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O Georgian House avisa que os hóspedes não precisam se preocupar, pois eles não vão servir nenhum tipo de banquete macabro para os hóspedes dos Wizard Chambers, hahaha adorei!

 

 

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Para vocês terem uma ideia de valores, segundo o site do Georgian, a diária de um Wizard Chambers para 2 pessoas com café da manhã custa a partir de £ 209. O quarto menor acomoda até 3 pessoas e o maior pode receber 5 hóspedes. Mas a brincadeira não para por aqui. O hotel ainda oferece um pacotinho turístico que inclui um passeio em ônibus temático aos estúdios Warner Bros, com visitas aos cenários do castelo e alguns pontos da cidade cenográfica utilizada nos filmes. Eles também levam o povo a um restaurante que vende as famosas Cervejas Amanteigadas e para dar uma volta pelo Beco Diagonal.

 

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Achei muito bacana.

 

Bem, como eu disse, o Georgian é um B&B classificado com 4 estrelas, tem um serviço pra lá de acolhedor e está na ativa desde 1851. Fica bem perto da Victoria Station e tem acesso super fácil para toda a cidade. 

 

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Postado por às 15:31

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Recentemente contei para vocês sobre minha estadia no delicioso Tivoli Ecoresort, lembram? Bom, dentre os incontáveis pontos positivos do hotel está sua localização: a Praia do Forte.

 

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A Praia do Forte fica na Costa dos Coqueiros, litoral norte da Bahia, a apenas 56 km do Aeroporto Internacional de Salvador. É um antigo vilarejo de pescadores super charmoso que conta com uma excelente infraestrutura para os visitantes. Sua rede hoteleira é excelente e oferece, além dos resorts top, como o Tivoli, mais uma série de hotéis e pousadas bem bacanas, ou seja: não tem desculpa para não ir até lá e conhecer esse lugar simpaticíssimo na costa baiana. Bem, “simpaticíssimo” e “Bahia” é quase que uma redundância, vamos combinar, mas importa mesmo é que eu ameiiii a Praia do Forte e hoje vou dar alguns detalhezinhos da vila para vocês.

 

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A parte boa de visitar cidades pequeninas é que, mesmo que sua passagem seja relâmpago, é possível entrar no clima do lugar e conhecê-lo relativamente bem. Foi exatamente isso que aconteceu comigo e, em apenas 2 dias, tive a chance de bater perna pela vila o suficiente para sentir a energia da Praia do Forte. É muito legal ver uma cidadezinha que, além de contar com localização privilegiada e ter tantos bons hotéis, ainda nos oferece gastronomia da melhor qualidade, lojas bacanudas, história e cultura marcantes e a chance de fazermos passeios ecológicos e muitos esportes radicais. Não tem erro, agrada todo mundo!

 

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Ali encontramos uma mistura perfeita de lindas praias, piscinas naturais, coqueirais, lagoas, cachoeiras, trilhas e reservas ecológicas com belas lojas, cafés, bares e restaurantes. Uma delícia, dá para encher dias e mais dias com programações diversas.

 

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A Vila dos Pescadores, super descolada, é o coração da Praia do Forte. O lugar é realmente especial e seu charme vem, principalmente, da combinação entre o rústico e o sofisticado num clima de verão eterno que encanta qualquer mortal. Super agradável circular pelas ruazinhas – onde não há trafego de carros – tomar um drink, escolher um lugarzinho para jantar e depois emendar uma baladinha da boa, porque vocês nem imaginam como a vida noturna da Praia do Forte é animada! O Bar do Souza que o diga! Sabe aquele mix de música com gente bonita pela rua que vai até de madrugada? Pois é.

 

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Importante dizer que são muitas e muitas opções de bares e restaurantes, todos servindo comidinhas que dão água na boca, e não estou falando apenas de culinária baiana de primeira linha, viu? Ali a gente encontra também restaurantes franceses, italianos, japas…andando pela Alameda do Sol você vai dar de cara com todos eles. 

 

Duas construções históricas super importantes estão na Vila: a Capela de São Francisco de Assis, que é também um dos mais famosos cartões postais da Praia do Forte, onde acontece a grande festa de Réveillon todo ano, e o Castelo Garcia D´Ávila, que foi uma das primeiras fortificações brasileiras e ostenta até hoje suas características medievais. Seu lema é ” um castelo medieval em pleno paraíso tropical” – adorei! Dá para chegar até lá de bike pela ciclovia que liga a Vila ao sítio arqueológico e vale a pena programar a visita para o final da tarde. O por do sol é bárbaro. 

 

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As praias, tipicamente baianas, com águas quentes e calmas, muitas piscinas naturais, areia branquinha e vastos coqueirais, são a grande atração, sem dúvida. Como eu estava hospedada no Tivoli e passei só o final de semana por lá, acabei conhecendo apenas a praia do EcoResort, mas soube que a praia do Papa Gente é cheinha de piscinas bem rasas, incríveis para mergulho; na Praia do Lord há uma piscinona natural onde é possível provar petiscos e tomar drinks – sim, o pessoal te serve DENTRO d’água; e que a Praia do Porto, em frente à Igreja de São Francisco de Assis é ideal para as crianças, além de ser repleta de barraquinhas que servem iguarias baianas. 

 

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É na Praia do Forte que está a primeira base do Projeto Tamar, programa ecológico super importante que trabalha na pesquisa e proteção de todas as espécies de tartarugas marinhas que existem no Brasil, controlando a desova ao longo de 30 km de costa. Vale lembrar que TODAS estão ameaçadas de extinção. Todos os anos, entre setembro e março, as tartarugas vêm desovar na Praia do Forte e em outros pontos da costa brasileira. Sabiam que mais de 50% dos ninhos protegidos pelo Tamar no Brasil estão em praias baianas? A área do Tamar compreende uma área de 10.000 m2 e conta com diversas atrações como o museu da tartaruga, tanques de exposição dos animais marinhos e até uma lojinha. As crianças adoram! Embora o Tamar fique na vila, a área de proteção das tartarugas fica bem longe e é mantida em segredo. 

 

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Outra atividade ecológica muito interessante fica por conta do Instituto Baleia Jubarte, quer foi criado no ano 2000 justamente para monitorar e fazer a conservação desses animais que chegam da Antártida entre julho e outubro. A coisa toda é tão bem feita que a Praia do Forte se tornou uma área de concentração e reprodução desses mamíferos. Legal, né? Mais legal ainda é participar da “baleiada”, um passeio de barco com biólogos para vê-las em alto mar. É o máximo, pois as enormes baleias, que chegam a 40 toneladas, fazem acrobacias inacreditáveis na água. É isso que eu chamo de “espetáculo da natureza”. 
 
 
Baleia Jubarte
 
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Quem está atrás de ecoturismo pode contar com as caminhadas ecológicas na maravilhosa Reserva da Sapiranga, formada por nada menos que 600 hectares de Mata Atlântica e habitat natural de orquídeas e bromélias incríveis. Dá para fazer os passeios caminhando, de bike, a cavalo ou em quadriciclos. Imperdível.
 
 
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Como que um lugarejo tão pequenininho pode oferecer tanta coisa boa, né? A Praia do Forte é tudo de bom! Certamente voltarei para ficar mais tempo! 

Postado por às 12:43

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